Caio Fernando Abreu
Para Rofran Fernandes:
"I announce adhesiveness,
I say it shall be limitless,
unloosen il.
I say you shall yet find the
friend youwere looking for."
(Walt Whitman: So Long!)
A verdade é que não havia mais ninguém em volta. Meses depois, não no começo, um deles diria que a repartição era como "um deserto de almas". O outro concordou sorrindo, orgulhoso, sabendo-se excluído. E longamente, entre cervejas, trocaram então ácidos comentários sobre as mulheres mal-amadas e vorazes, os papos de futebol, amigo secreto, lista de presente, bookmaker, bicho, endereço de cartomante, clips no relógio de ponto, vezenquando salgadinhos no fim do expediente, champanha nacional em copo de plástico. Num deserto de almas também desertas, uma alma especial reconhece de imediato a outra — talvez por isso, quem sabe? Mas nenhum se perguntou.
Não chegaram a usar palavras como "especial", "diferente" ou qualquer coisa assim. Apesar de, sem efusões, terem se reconhecido no primeiro segundo do primeiro minuto. Acontece porém que não tinham preparo algum para dar nome às emoções, nem mesmo para tentar entendê-las. Não que fossem muito jovens, incultos demais ou mesmo um pouco burros. Raul tinha um ano mais que trinta; Saul, um menos. Mas as diferenças entre eles não se limitavam a esse tempo, a essas letras. Raul vinha de um casamento fracassado, três anos e nenhum filho. Saul, de um noivado tão interminável que terminara um dia, e um curso frustrado de Arquitetura. Talvez por isso, desenhava. Só rostos, com enormes olhos sem íris nem pupilas. Raul ouvia música e, às vezes, de porre, pegava o violão e cantava, principalmente velhos boleros em espanhol. E cinema, os dois gostavam.
Passaram no mesmo concurso para a mesma firma, mas não se encontraram durante os testes. Foram apresentados no primeiro dia de trabalho de cada um. Disseram prazer, Raul, prazer, Saul, depois como é mesmo o seu nome? sorrindo divertidos da coincidência. Mas discretos, porque eram novos na firma e a gente, afinal, nunca sabe onde está pisando. Tentaram afastar-se quase imediatamente, deliberando limitarem-se a um cotidiano oi, tudo bem ou, no máximo, às sextas, um cordial bom fim de semana, então. Mas desde o princípio alguma coisa — fados, astros, sinas, quem saberá? conspirava contra (ou a favor, por que não?) aqueles dois.
Suas mesas ficavam lado a lado. Nove horas diárias, com intervalo de uma para o almoço. E perdidos no meio daquilo que Raul (ou teria sido Saul?) chamaria, meses depois, exatamente de "um deserto de almas", para não sentirem tanto frio, tanta sede, ou simplesmente por serem humanos, sem querer justificá-los — ou, ao contrário, justificando-os plena e profundamente, enfim: que mais restava àqueles dois senão, pouco a pouco, se aproximarem, se conhecerem, se misturarem? Pois foi o que aconteceu. Tão lentamente que mal perceberam.
II
Eram dois moços sozinhos. Raul tinha vindo do norte, Saul tinha vindo do sul. Naquela cidade, todos vinham do norte, do sul, do centro, do leste — e com isso quero dizer que esse detalhe não os tornaria especialmente diferentes. Mas no deserto em volta, todos os outros tinham referenciais, uma mulher, um tio, uma mãe, um amante. Eles não tinham ninguém naquela cidade — de certa forma, também em nenhuma outra —, a não ser a si próprios. Diria também que não tinham nada, mas não seria inteiramente verdadeiro.
Além do violão, Raul tinha um telefone alugado, um toca-discos com rádio e um sabiá na gaiola, chamado Carlos Gardel. Saul, uma televisão colorida com imagem fantasma, cadernos de desenho, vidros de tinta nanquim e um livro com reproduções de Van Gogh. Na parede do quarto de pensão, uma outra reprodução de Van Gogh: aquele quarto com a cadeira de palhinha parecendo torta, a cama estreita, as tábuas do assoalho, colocado na parede em frente à cama. Deitado, Saul tinha às vezes a impressão de que o quadro era um espelho refletindo, quase fotograficamente, o próprio quarto, ausente apenas ele mesmo. Quase sempre, era nessas ocasiões que desenhava.
Eram dois moços bonitos também, todos achavam. As mulheres da repartição, casadas, solteiras, ficaram nervosas quando eles surgiram, tão altos e altivos, comentou, olhos arregalados, uma das secretárias. Ao contrário dos outros homens, alguns até mais jovens, nenhum tinha barriga ou aquela postura desalentada de quem carimba ou datilografa papéis oito horas por dia.
Moreno de barba forte azulando o rosto, Raul era um pouco mais definido, com sua voz de baixo profundo, tão adequada aos boleros amargos que gostava de cantar. Tinham a mesma altura, o mesmo porte, mas Saul parecia um pouco menor, mais frágil, talvez pelos cabelos claros, cheios de caracóis miúdos, olhos assustadiços, azul desmaiado. Eram bonitos juntos, diziam as moças. Um doce de olhar. Sem terem exatamente consciência disso, quando juntos os dois aprumavam ainda mais o porte e, por assim dizer, quase cintilavam, o bonito de dentro de um estimulando o bonito de fora do outro, e vice-versa. Como se houvesse entre aqueles dois, uma estranha e secreta harmonia.
III
Cruzavam-se, silenciosos mas cordiais, junto à garrafa térmica do cafezinho, comentando o tempo ou a chatice do trabalho, depois voltavam às suas mesas. Muito de vez em quando, um pedia um cigarro ao outro, e quase sempre trocavam frases como tanta vontade de parar, mas nunca tentei, ou já tentei tanto, agora desisti. Durou tempo, aquilo. E teria durado muito mais, porque serem assim fechados, quase remotos, era um jeito que traziam de longe. Do norte, do sul.
Até um dia em que Saul chegou atrasado e, respondendo a um vago que que houve, contou que tinha ficado até tarde assistindo a um velho filme na televisão. Por educação, ou cumprindo um ritual, ou apenas para que o outro não se sentisse mal chegando quase às onze, apressado, barba por fazer, Raul deteve os dedos sobre o teclado da máquina e perguntoü: que filme? Infâmia, Saul contou baixo, Audrey Hepburn, Shirley MacLayne, um filme muito antigo, ninguém conhece. Raul olhou-o devagar, e mais atento, como ninguém conhece? eu conheço e gosto muito. Abalado, convidou Saul para um café e, no que restava daquela manhã muito fria de junho, o prédio feio mais que nunca parecendo uma prisão ou uma clínica psiquiátrica, falaram sem parar sobre o filme.
Outros filmes viriam, nos dias seguintes, e tão naturalmente como se de alguma forma fosse inevitável, também vieram histórias pessoais, passados, alguns sonhos, pequenas esperança e sobretudo queixas. Daquela firma, daquela vida, daquele nó, confessaram uma tarde cinza de sexta, apertado no fundo do peito. Durante aquele fim de semana obscuramente desejaram, pela primeira vez, um em sua quitinete, outro na pensão, que o sábado e o domingo caminhassem depressa para dobrar a curva da meia-noite e novamente desaguar na manhã de segunda-feira quando, outra vez, se encontrariam para: um café. Assim foi, e contaram um que tinha bebido além da conta, outro que dormira quase o tempo todo. De muitas coisas falaram aqueles dois nessa manhã, menos da falta que sequer sabiam claramente ter sentido.
Atentas, as moças em volta providenciavam esticadas aos bares depois do expediente, gafieiras, discotecas, festinhas na casa de uma, na casa de outra. A princípio esquivos, acabaram cedendo, mas quase sempre enfiavam-se pelos cantos e sacadas para contar suas histórias intermináveis. Uma noite, Raul pegou o violão e cantou Tú Me Acostumbraste. Nessa mesma festa, Saul bebeu demais e vomitou no banheiro. No caminho até os táxis separados, Raul falou pela primeira vez no casamento desfeito. Passo incerto, Saul contou do noivado antigo. E concordaram, bêbados, que estavam ambos cansados de todas as mulheres do mundo, suas tramas complicadas, suas exigências mesquinhas. Que gostavam de estar assim, agora, sós, donos de suas próprias vidas. Embora, isso não disseram, não soubessem o que fazer com elas.
Dia seguinte, de ressaca, Saul não foi trabalhar nem telefonou. Inquieto, Raul vagou o dia inteiro pelos corredores subitamente desertos, gelados, cantando baixinho Tú Me Acostumbraste, entre inúmeros cafés e meio maço de cigarros a mais que o habitual.
IV
Os fins de semana tornaram-se tão longos que um dia, no meio de um papo qualquer, Raul deu a Saul o número de seu telefone, alguma coisa que você precisar, se ficar doente, a gente nunca sabe. Domingo depois do almoço, Saul telefonou só para saber o que o outro estava fazendo, e visitou-o, e jantaram juntos a comidinha mineira que a empregada deixara pronta sábado. Foi dessa vez que, ácidos e unidos, falaram no tal deserto, nas tais almas. Há quase seis meses se conheciam. Saul deu-se bem com Carlos Gardel, que ensaiou um canto tímido ao cair da noite. Mas quem cantou foi Raul: Perfídia, La Barca e, a pedido de Saul, outra vez, duas vezes, Tú Me Acostumbraste. Saul gostava principalmente daquele pedacinho assim sutil llegaste a mí como una tentación llenando de inquietud mi corazón. Jogaram algumas partidas de buraco e, por volta das nove, Saul se foi.
Na segunda, não trocaram uma palavra sobre o dia anterior. Mas falaram mais que nunca, e muitas vezes foram ao café. As moças em volta espiavam, às vezes cochichando sem que eles percebessem. Nessa semana, pela primeira vez almoçaram juntos na pensão de Saul, que quis subir ao quarto para mostrar os desenhos, visitas proibidas à noite, mas faltavam cinco para as duas e o relógio de ponto era implacável. Saíam e voltavam juntos, desde então, geralmente muito alegres. Pouco tempo depois, com pretexto de assistir a Vagas Estrelas da Ursa na televisão de Saul, Raul entrou escondido na pensão, uma garrafa de conhaque no bolso interno do paletó. Sentados no chão, costas apoiadas na cama estreita, quase não prestaram atenção no filme. Não paravam de falar. Cantarolando Io Che Non Vivo, Raul viu os desenhos, olhando longamente a reprodução de Van Gogh, depois perguntou como Saul conseguia viver naquele quartinho tão pequeno. Parecia sinceramente preocupado. Não é triste? perguntou. Saul sorriu forte: a gente acostuma.
Aos domingos, agora, Saul sempre telefonava. E vinha. Almoçavam ou jantavam, bebiam, fumavam, falavam o tempo todo. Enquanto Raul cantava — vezenquando El Día Que Me Quieras, vezenquando Noche de Ronda —, Saul fazia carinhos lentos na cabecinha de Carlos Gardel, pousado no seu dedo indicador. Às vezes olhavam-se. E sempre sorriam. Uma noite, porque chovia, Saul acabou dormindo no sofá. Dia seguinte, chegaram juntos à repartição, cabelos molhados do chuveiro. As moças não falaram com eles. Os funcionários barrigudos e desalentados trocaram alguns olhares que os dois não saberiam compreender, se percebessem. Mas nada perceberam, nem os olhares nem duas ou três piadas. Quando faltavam dez minutos para as seis, saíram juntos, altos e altivos, para assistir ao último filme de Jane Fonda.
V
Quando começava a primavera, Saul fez aniversário. Porque achava seu amigo muito solitário, ou por outra razão assim, Raul deu a ele a gaiola com Carlos Gardel. No começo do verão, foi a vez de Raul fazer aniversário. E porque estava sem dinheiro, porque seu amigo não tinha nada nas paredes da quitinete, Saul deu a ele a reprodução de Van Gogh. Mas entre esses dois aniversários, aconteceu alguma coisa.
No norte, quando começava dezembro, a mãe de Raul morreu e ele precisou passar uma semana fora. Desorientado, Saul vagava pelos corredores da firma esperando um telefonema que não vinha, tentando em vão concentrar-se nos despachos, processos, protocolos. Á noite, em seu quarto, ligava a televisão gastando tempo em novelas vadias ou desenhando olhos cada vez mais enormes, enquanto acariciava Carlos Gardel. Bebeu bastante, nessa semana. E teve um sonho: caminhava entre as pessoas da repartição, todas de preto, acusadoras. À exceção de Raul, todo de branco, abrindo os braços para ele. Abraçados fortemente, e tão próximos que um podia sentir o cheiro do outro. Acordou pensando mas ele é que devia estar de luto.
Raul voltou sem luto. Numa sexta de tardezinha, telefonou para a repartição pedindo a Saul que fosse vê-lo. A voz de baixo profundo parecia ainda mais baixa, mais profunda. Saul foi. Raul tinha deixado a barba crescer. Estranhamente, ao invés de parecer mais velho ou mais duro, tinha um rosto quase de menino. Beberam muito nessa noite. Raul falou longamente da mãe — eu podia ter sido mais legal com ela, disse, e não cantou. Quando Saul estava indo embora, começou a chorar. Sem saber ao certo o que fazia, Saul estendeu a mão e, quando percebeu, seus dedos tinham tocado a barba crescida de Raul. Sem tempo para compreenderem, abraçaram-se fortemente. E tão próximos que um podia sentir o cheiro do outro: o de Raul, flor murcha, gaveta fechada; o de Saul, colônia de barba, talco. Durou muito tempo. A mão de Saul tocava a barba de Raul, que passava os dedos pelos caracóis miúdos do cabelo do outro. Não diziam nada. No silêncio era possível ouvir uma torneira pingando longe. Tanto tempo durou que, quando Saul levou a mão ao cinzeiro, o cigarro era apenas uma longa cinza que ele esmagou sem compreender.
Afastaram-se, então. Raul disse qualquer coisa como eu não tenho mais ninguém no mundo, e Saul outra coisa qualquer como você tem a mim agora, e para sempre. Usavam palavras grandes — ninguém, mundo, sempre — e apertavam-se as duas mãos ao mesmo tempo, olhando-se nos olhos injetados de fumo e álcool. Embora fosse sexta e não precisassem ir à repartição na manhã seguinte, Saul despediu-se. Caminhou durante horas pelas ruas desertas, cheias apenas de gatos e putas. Em casa; acariciou Carlos Gardel até que os dois dormissem. Mas um pouco antes, sem saber por quê, começou a chorar sentindo-se só e pobre e feio e infeliz e confuso e abandonado e bêbado e triste, triste, triste. Pensou em ligar para Raul, mas não tinha fichas e era muito tarde.
Depois, chegou o Natal, o Ano-Novo que passaram juntos, recusando convites dos colegas de repartição. Raul deu a Saul uma reprodução do Nascimento de Vênus, que ele colocou na parede exatamente onde estivera o quarto de Van Gogh. Saul deu a Raul um disco chamado Os Grandes Sucessos de Dalva de Oliveira. O que mais ouviram foi Nossas Vidas, prestando atenção no pedacinho que dizia até nossos beijos parecem beijos de quem nunca amou.
Foi na noite de trinta e um, aberta a champanhe na quitinete de Raul, que Saul ergueu a taça e brindou à nossa amizade que nunca nunca vai terminar. Beberam até quase cair. Na hora de deitar, trocando a roupa no banheiro, muito bêbado, Saul falou que ia dormir nu. Raul olhou para ele e disse você tem um corpo bonito. Você também, disse Saul, e baixou os olhos. Deitaram ambos nus, um na cama atrás do guarda-roupa, outro no sofá. Quase a noite inteira, um conseguia ver a brasa acesa do cigarro do outro, furando o escuro feito um demônio de olhos incendiados. Pela manhã, Saul foi embora sem se despedir para que Raul não percebesse suas fundas olheiras.
Quando janeiro começou, quase na época de tirarem férias — e tinham planejado, juntos, quem sabe Parati, Ouro Preto, Porto Seguro — ficaram surpresos naquela manhã em que o chefe de seção os chamou, perto do meio-dia. Fazia muito calor. Suarento, o chefe foi direto ao assunto. Tinha recebido algumas cartas anônimas. Recusou-se a mostrá-las. Pálidos, ouviram expressões como "relação anormal e ostensiva", "desavergonhada aberração", "comportamento doentio", "psicologia deformada", sempre assinadas por Um Atento Guardião da Moral. Saul baixou os olhos desmaiados, mas Raul colocou-se em pé. Parecia muito alto quando, com uma das mãos apoiadas no ombro do amigo e a outra erguendo-se atrevida no ar, conseguiu ainda dizer a palavra nunca, antes que o chefe, entre coisas como a-reputação-de-nossa-firma, declarasse frio: os senhores estão despedidos.
Esvaziaram lentamente cada um a sua gaveta, a sala deserta na hora do almoço, sem se olharem nos olhos. O sol de verão escaldava o tampo de metal das mesas. Raul guardou no grande envelope pardo um par de olhos enormes, sem íris nem pupilas, presente de Saul, que guardou no seu grande envelope pardo, com algumas manchas de café, a letra de Tú Me Acostumbraste, escrita à mão por Raul numa tarde qualquer de agosto. Desceram juntos pelo elevador, em silêncio.
Mas quando saíram pela porta daquele prédio grande e antigo, parecido com uma clínica ou uma penitenciária, vistos de cima pelos colegas todos postos na janela, a camisa branca de um, a azul do outro, estavam ainda mais altos e mais altivos. Demoraram alguns minutos na frente do edifício. Depois apanharam o mesmo táxi, Raul abrindo a porta para que Saul entrasse. Ai-ai, alguém gritou da janela. Mas eles não ouviram. O táxi já tinha dobrado a esquina.
Pelas tardes poeirentas daquele resto de janeiro, quando o sol parecia a gema de um enorme ovo frito no azul sem nuvens no céu, ninguém mais conseguiu trabalhar em paz na repartição. Quase todos ali dentro tinham a nítida sensação de que seriam infelizes para sempre. E foram.
O conto acima foi publicado no livro "Morangos Mofados", Editora Brasiliense - São Paulo, 1982. Incluído entre "Os Cem Melhores Contos Brasileiros do Século", seleção de Ítalo Moriconi, Editora Objetiva — Rio de Janeiro, 2000, pág. 439, de onde foi extraído.
Aforismos, Poesias, Textos literários e cientificos, Frases de Personalidades, Textos Proprios e muito mais!
Pesquisar este blog
quinta-feira, 4 de junho de 2009
Aqueles dois
Caio Fernando Abreu
Para Rofran Fernandes:
"I announce adhesiveness,
I say it shall be limitless,
unloosen il.
I say you shall yet find the
friend youwere looking for."
(Walt Whitman: So Long!)
A verdade é que não havia mais ninguém em volta. Meses depois, não no começo, um deles diria que a repartição era como "um deserto de almas". O outro concordou sorrindo, orgulhoso, sabendo-se excluído. E longamente, entre cervejas, trocaram então ácidos comentários sobre as mulheres mal-amadas e vorazes, os papos de futebol, amigo secreto, lista de presente, bookmaker, bicho, endereço de cartomante, clips no relógio de ponto, vezenquando salgadinhos no fim do expediente, champanha nacional em copo de plástico. Num deserto de almas também desertas, uma alma especial reconhece de imediato a outra — talvez por isso, quem sabe? Mas nenhum se perguntou.
Não chegaram a usar palavras como "especial", "diferente" ou qualquer coisa assim. Apesar de, sem efusões, terem se reconhecido no primeiro segundo do primeiro minuto. Acontece porém que não tinham preparo algum para dar nome às emoções, nem mesmo para tentar entendê-las. Não que fossem muito jovens, incultos demais ou mesmo um pouco burros. Raul tinha um ano mais que trinta; Saul, um menos. Mas as diferenças entre eles não se limitavam a esse tempo, a essas letras. Raul vinha de um casamento fracassado, três anos e nenhum filho. Saul, de um noivado tão interminável que terminara um dia, e um curso frustrado de Arquitetura. Talvez por isso, desenhava. Só rostos, com enormes olhos sem íris nem pupilas. Raul ouvia música e, às vezes, de porre, pegava o violão e cantava, principalmente velhos boleros em espanhol. E cinema, os dois gostavam.
Passaram no mesmo concurso para a mesma firma, mas não se encontraram durante os testes. Foram apresentados no primeiro dia de trabalho de cada um. Disseram prazer, Raul, prazer, Saul, depois como é mesmo o seu nome? sorrindo divertidos da coincidência. Mas discretos, porque eram novos na firma e a gente, afinal, nunca sabe onde está pisando. Tentaram afastar-se quase imediatamente, deliberando limitarem-se a um cotidiano oi, tudo bem ou, no máximo, às sextas, um cordial bom fim de semana, então. Mas desde o princípio alguma coisa — fados, astros, sinas, quem saberá? conspirava contra (ou a favor, por que não?) aqueles dois.
Suas mesas ficavam lado a lado. Nove horas diárias, com intervalo de uma para o almoço. E perdidos no meio daquilo que Raul (ou teria sido Saul?) chamaria, meses depois, exatamente de "um deserto de almas", para não sentirem tanto frio, tanta sede, ou simplesmente por serem humanos, sem querer justificá-los — ou, ao contrário, justificando-os plena e profundamente, enfim: que mais restava àqueles dois senão, pouco a pouco, se aproximarem, se conhecerem, se misturarem? Pois foi o que aconteceu. Tão lentamente que mal perceberam.
II
Eram dois moços sozinhos. Raul tinha vindo do norte, Saul tinha vindo do sul. Naquela cidade, todos vinham do norte, do sul, do centro, do leste — e com isso quero dizer que esse detalhe não os tornaria especialmente diferentes. Mas no deserto em volta, todos os outros tinham referenciais, uma mulher, um tio, uma mãe, um amante. Eles não tinham ninguém naquela cidade — de certa forma, também em nenhuma outra —, a não ser a si próprios. Diria também que não tinham nada, mas não seria inteiramente verdadeiro.
Além do violão, Raul tinha um telefone alugado, um toca-discos com rádio e um sabiá na gaiola, chamado Carlos Gardel. Saul, uma televisão colorida com imagem fantasma, cadernos de desenho, vidros de tinta nanquim e um livro com reproduções de Van Gogh. Na parede do quarto de pensão, uma outra reprodução de Van Gogh: aquele quarto com a cadeira de palhinha parecendo torta, a cama estreita, as tábuas do assoalho, colocado na parede em frente à cama. Deitado, Saul tinha às vezes a impressão de que o quadro era um espelho refletindo, quase fotograficamente, o próprio quarto, ausente apenas ele mesmo. Quase sempre, era nessas ocasiões que desenhava.
Eram dois moços bonitos também, todos achavam. As mulheres da repartição, casadas, solteiras, ficaram nervosas quando eles surgiram, tão altos e altivos, comentou, olhos arregalados, uma das secretárias. Ao contrário dos outros homens, alguns até mais jovens, nenhum tinha barriga ou aquela postura desalentada de quem carimba ou datilografa papéis oito horas por dia.
Moreno de barba forte azulando o rosto, Raul era um pouco mais definido, com sua voz de baixo profundo, tão adequada aos boleros amargos que gostava de cantar. Tinham a mesma altura, o mesmo porte, mas Saul parecia um pouco menor, mais frágil, talvez pelos cabelos claros, cheios de caracóis miúdos, olhos assustadiços, azul desmaiado. Eram bonitos juntos, diziam as moças. Um doce de olhar. Sem terem exatamente consciência disso, quando juntos os dois aprumavam ainda mais o porte e, por assim dizer, quase cintilavam, o bonito de dentro de um estimulando o bonito de fora do outro, e vice-versa. Como se houvesse entre aqueles dois, uma estranha e secreta harmonia.
III
Cruzavam-se, silenciosos mas cordiais, junto à garrafa térmica do cafezinho, comentando o tempo ou a chatice do trabalho, depois voltavam às suas mesas. Muito de vez em quando, um pedia um cigarro ao outro, e quase sempre trocavam frases como tanta vontade de parar, mas nunca tentei, ou já tentei tanto, agora desisti. Durou tempo, aquilo. E teria durado muito mais, porque serem assim fechados, quase remotos, era um jeito que traziam de longe. Do norte, do sul.
Até um dia em que Saul chegou atrasado e, respondendo a um vago que que houve, contou que tinha ficado até tarde assistindo a um velho filme na televisão. Por educação, ou cumprindo um ritual, ou apenas para que o outro não se sentisse mal chegando quase às onze, apressado, barba por fazer, Raul deteve os dedos sobre o teclado da máquina e perguntoü: que filme? Infâmia, Saul contou baixo, Audrey Hepburn, Shirley MacLayne, um filme muito antigo, ninguém conhece. Raul olhou-o devagar, e mais atento, como ninguém conhece? eu conheço e gosto muito. Abalado, convidou Saul para um café e, no que restava daquela manhã muito fria de junho, o prédio feio mais que nunca parecendo uma prisão ou uma clínica psiquiátrica, falaram sem parar sobre o filme.
Outros filmes viriam, nos dias seguintes, e tão naturalmente como se de alguma forma fosse inevitável, também vieram histórias pessoais, passados, alguns sonhos, pequenas esperança e sobretudo queixas. Daquela firma, daquela vida, daquele nó, confessaram uma tarde cinza de sexta, apertado no fundo do peito. Durante aquele fim de semana obscuramente desejaram, pela primeira vez, um em sua quitinete, outro na pensão, que o sábado e o domingo caminhassem depressa para dobrar a curva da meia-noite e novamente desaguar na manhã de segunda-feira quando, outra vez, se encontrariam para: um café. Assim foi, e contaram um que tinha bebido além da conta, outro que dormira quase o tempo todo. De muitas coisas falaram aqueles dois nessa manhã, menos da falta que sequer sabiam claramente ter sentido.
Atentas, as moças em volta providenciavam esticadas aos bares depois do expediente, gafieiras, discotecas, festinhas na casa de uma, na casa de outra. A princípio esquivos, acabaram cedendo, mas quase sempre enfiavam-se pelos cantos e sacadas para contar suas histórias intermináveis. Uma noite, Raul pegou o violão e cantou Tú Me Acostumbraste. Nessa mesma festa, Saul bebeu demais e vomitou no banheiro. No caminho até os táxis separados, Raul falou pela primeira vez no casamento desfeito. Passo incerto, Saul contou do noivado antigo. E concordaram, bêbados, que estavam ambos cansados de todas as mulheres do mundo, suas tramas complicadas, suas exigências mesquinhas. Que gostavam de estar assim, agora, sós, donos de suas próprias vidas. Embora, isso não disseram, não soubessem o que fazer com elas.
Dia seguinte, de ressaca, Saul não foi trabalhar nem telefonou. Inquieto, Raul vagou o dia inteiro pelos corredores subitamente desertos, gelados, cantando baixinho Tú Me Acostumbraste, entre inúmeros cafés e meio maço de cigarros a mais que o habitual.
IV
Os fins de semana tornaram-se tão longos que um dia, no meio de um papo qualquer, Raul deu a Saul o número de seu telefone, alguma coisa que você precisar, se ficar doente, a gente nunca sabe. Domingo depois do almoço, Saul telefonou só para saber o que o outro estava fazendo, e visitou-o, e jantaram juntos a comidinha mineira que a empregada deixara pronta sábado. Foi dessa vez que, ácidos e unidos, falaram no tal deserto, nas tais almas. Há quase seis meses se conheciam. Saul deu-se bem com Carlos Gardel, que ensaiou um canto tímido ao cair da noite. Mas quem cantou foi Raul: Perfídia, La Barca e, a pedido de Saul, outra vez, duas vezes, Tú Me Acostumbraste. Saul gostava principalmente daquele pedacinho assim sutil llegaste a mí como una tentación llenando de inquietud mi corazón. Jogaram algumas partidas de buraco e, por volta das nove, Saul se foi.
Na segunda, não trocaram uma palavra sobre o dia anterior. Mas falaram mais que nunca, e muitas vezes foram ao café. As moças em volta espiavam, às vezes cochichando sem que eles percebessem. Nessa semana, pela primeira vez almoçaram juntos na pensão de Saul, que quis subir ao quarto para mostrar os desenhos, visitas proibidas à noite, mas faltavam cinco para as duas e o relógio de ponto era implacável. Saíam e voltavam juntos, desde então, geralmente muito alegres. Pouco tempo depois, com pretexto de assistir a Vagas Estrelas da Ursa na televisão de Saul, Raul entrou escondido na pensão, uma garrafa de conhaque no bolso interno do paletó. Sentados no chão, costas apoiadas na cama estreita, quase não prestaram atenção no filme. Não paravam de falar. Cantarolando Io Che Non Vivo, Raul viu os desenhos, olhando longamente a reprodução de Van Gogh, depois perguntou como Saul conseguia viver naquele quartinho tão pequeno. Parecia sinceramente preocupado. Não é triste? perguntou. Saul sorriu forte: a gente acostuma.
Aos domingos, agora, Saul sempre telefonava. E vinha. Almoçavam ou jantavam, bebiam, fumavam, falavam o tempo todo. Enquanto Raul cantava — vezenquando El Día Que Me Quieras, vezenquando Noche de Ronda —, Saul fazia carinhos lentos na cabecinha de Carlos Gardel, pousado no seu dedo indicador. Às vezes olhavam-se. E sempre sorriam. Uma noite, porque chovia, Saul acabou dormindo no sofá. Dia seguinte, chegaram juntos à repartição, cabelos molhados do chuveiro. As moças não falaram com eles. Os funcionários barrigudos e desalentados trocaram alguns olhares que os dois não saberiam compreender, se percebessem. Mas nada perceberam, nem os olhares nem duas ou três piadas. Quando faltavam dez minutos para as seis, saíram juntos, altos e altivos, para assistir ao último filme de Jane Fonda.
V
Quando começava a primavera, Saul fez aniversário. Porque achava seu amigo muito solitário, ou por outra razão assim, Raul deu a ele a gaiola com Carlos Gardel. No começo do verão, foi a vez de Raul fazer aniversário. E porque estava sem dinheiro, porque seu amigo não tinha nada nas paredes da quitinete, Saul deu a ele a reprodução de Van Gogh. Mas entre esses dois aniversários, aconteceu alguma coisa.
No norte, quando começava dezembro, a mãe de Raul morreu e ele precisou passar uma semana fora. Desorientado, Saul vagava pelos corredores da firma esperando um telefonema que não vinha, tentando em vão concentrar-se nos despachos, processos, protocolos. Á noite, em seu quarto, ligava a televisão gastando tempo em novelas vadias ou desenhando olhos cada vez mais enormes, enquanto acariciava Carlos Gardel. Bebeu bastante, nessa semana. E teve um sonho: caminhava entre as pessoas da repartição, todas de preto, acusadoras. À exceção de Raul, todo de branco, abrindo os braços para ele. Abraçados fortemente, e tão próximos que um podia sentir o cheiro do outro. Acordou pensando mas ele é que devia estar de luto.
Raul voltou sem luto. Numa sexta de tardezinha, telefonou para a repartição pedindo a Saul que fosse vê-lo. A voz de baixo profundo parecia ainda mais baixa, mais profunda. Saul foi. Raul tinha deixado a barba crescer. Estranhamente, ao invés de parecer mais velho ou mais duro, tinha um rosto quase de menino. Beberam muito nessa noite. Raul falou longamente da mãe — eu podia ter sido mais legal com ela, disse, e não cantou. Quando Saul estava indo embora, começou a chorar. Sem saber ao certo o que fazia, Saul estendeu a mão e, quando percebeu, seus dedos tinham tocado a barba crescida de Raul. Sem tempo para compreenderem, abraçaram-se fortemente. E tão próximos que um podia sentir o cheiro do outro: o de Raul, flor murcha, gaveta fechada; o de Saul, colônia de barba, talco. Durou muito tempo. A mão de Saul tocava a barba de Raul, que passava os dedos pelos caracóis miúdos do cabelo do outro. Não diziam nada. No silêncio era possível ouvir uma torneira pingando longe. Tanto tempo durou que, quando Saul levou a mão ao cinzeiro, o cigarro era apenas uma longa cinza que ele esmagou sem compreender.
Afastaram-se, então. Raul disse qualquer coisa como eu não tenho mais ninguém no mundo, e Saul outra coisa qualquer como você tem a mim agora, e para sempre. Usavam palavras grandes — ninguém, mundo, sempre — e apertavam-se as duas mãos ao mesmo tempo, olhando-se nos olhos injetados de fumo e álcool. Embora fosse sexta e não precisassem ir à repartição na manhã seguinte, Saul despediu-se. Caminhou durante horas pelas ruas desertas, cheias apenas de gatos e putas. Em casa; acariciou Carlos Gardel até que os dois dormissem. Mas um pouco antes, sem saber por quê, começou a chorar sentindo-se só e pobre e feio e infeliz e confuso e abandonado e bêbado e triste, triste, triste. Pensou em ligar para Raul, mas não tinha fichas e era muito tarde.
Depois, chegou o Natal, o Ano-Novo que passaram juntos, recusando convites dos colegas de repartição. Raul deu a Saul uma reprodução do Nascimento de Vênus, que ele colocou na parede exatamente onde estivera o quarto de Van Gogh. Saul deu a Raul um disco chamado Os Grandes Sucessos de Dalva de Oliveira. O que mais ouviram foi Nossas Vidas, prestando atenção no pedacinho que dizia até nossos beijos parecem beijos de quem nunca amou.
Foi na noite de trinta e um, aberta a champanhe na quitinete de Raul, que Saul ergueu a taça e brindou à nossa amizade que nunca nunca vai terminar. Beberam até quase cair. Na hora de deitar, trocando a roupa no banheiro, muito bêbado, Saul falou que ia dormir nu. Raul olhou para ele e disse você tem um corpo bonito. Você também, disse Saul, e baixou os olhos. Deitaram ambos nus, um na cama atrás do guarda-roupa, outro no sofá. Quase a noite inteira, um conseguia ver a brasa acesa do cigarro do outro, furando o escuro feito um demônio de olhos incendiados. Pela manhã, Saul foi embora sem se despedir para que Raul não percebesse suas fundas olheiras.
Quando janeiro começou, quase na época de tirarem férias — e tinham planejado, juntos, quem sabe Parati, Ouro Preto, Porto Seguro — ficaram surpresos naquela manhã em que o chefe de seção os chamou, perto do meio-dia. Fazia muito calor. Suarento, o chefe foi direto ao assunto. Tinha recebido algumas cartas anônimas. Recusou-se a mostrá-las. Pálidos, ouviram expressões como "relação anormal e ostensiva", "desavergonhada aberração", "comportamento doentio", "psicologia deformada", sempre assinadas por Um Atento Guardião da Moral. Saul baixou os olhos desmaiados, mas Raul colocou-se em pé. Parecia muito alto quando, com uma das mãos apoiadas no ombro do amigo e a outra erguendo-se atrevida no ar, conseguiu ainda dizer a palavra nunca, antes que o chefe, entre coisas como a-reputação-de-nossa-firma, declarasse frio: os senhores estão despedidos.
Esvaziaram lentamente cada um a sua gaveta, a sala deserta na hora do almoço, sem se olharem nos olhos. O sol de verão escaldava o tampo de metal das mesas. Raul guardou no grande envelope pardo um par de olhos enormes, sem íris nem pupilas, presente de Saul, que guardou no seu grande envelope pardo, com algumas manchas de café, a letra de Tú Me Acostumbraste, escrita à mão por Raul numa tarde qualquer de agosto. Desceram juntos pelo elevador, em silêncio.
Mas quando saíram pela porta daquele prédio grande e antigo, parecido com uma clínica ou uma penitenciária, vistos de cima pelos colegas todos postos na janela, a camisa branca de um, a azul do outro, estavam ainda mais altos e mais altivos. Demoraram alguns minutos na frente do edifício. Depois apanharam o mesmo táxi, Raul abrindo a porta para que Saul entrasse. Ai-ai, alguém gritou da janela. Mas eles não ouviram. O táxi já tinha dobrado a esquina.
Pelas tardes poeirentas daquele resto de janeiro, quando o sol parecia a gema de um enorme ovo frito no azul sem nuvens no céu, ninguém mais conseguiu trabalhar em paz na repartição. Quase todos ali dentro tinham a nítida sensação de que seriam infelizes para sempre. E foram.
O conto acima foi publicado no livro "Morangos Mofados", Editora Brasiliense - São Paulo, 1982. Incluído entre "Os Cem Melhores Contos Brasileiros do Século", seleção de Ítalo Moriconi, Editora Objetiva — Rio de Janeiro, 2000, pág. 439, de onde foi extraído.
Para Rofran Fernandes:
"I announce adhesiveness,
I say it shall be limitless,
unloosen il.
I say you shall yet find the
friend youwere looking for."
(Walt Whitman: So Long!)
A verdade é que não havia mais ninguém em volta. Meses depois, não no começo, um deles diria que a repartição era como "um deserto de almas". O outro concordou sorrindo, orgulhoso, sabendo-se excluído. E longamente, entre cervejas, trocaram então ácidos comentários sobre as mulheres mal-amadas e vorazes, os papos de futebol, amigo secreto, lista de presente, bookmaker, bicho, endereço de cartomante, clips no relógio de ponto, vezenquando salgadinhos no fim do expediente, champanha nacional em copo de plástico. Num deserto de almas também desertas, uma alma especial reconhece de imediato a outra — talvez por isso, quem sabe? Mas nenhum se perguntou.
Não chegaram a usar palavras como "especial", "diferente" ou qualquer coisa assim. Apesar de, sem efusões, terem se reconhecido no primeiro segundo do primeiro minuto. Acontece porém que não tinham preparo algum para dar nome às emoções, nem mesmo para tentar entendê-las. Não que fossem muito jovens, incultos demais ou mesmo um pouco burros. Raul tinha um ano mais que trinta; Saul, um menos. Mas as diferenças entre eles não se limitavam a esse tempo, a essas letras. Raul vinha de um casamento fracassado, três anos e nenhum filho. Saul, de um noivado tão interminável que terminara um dia, e um curso frustrado de Arquitetura. Talvez por isso, desenhava. Só rostos, com enormes olhos sem íris nem pupilas. Raul ouvia música e, às vezes, de porre, pegava o violão e cantava, principalmente velhos boleros em espanhol. E cinema, os dois gostavam.
Passaram no mesmo concurso para a mesma firma, mas não se encontraram durante os testes. Foram apresentados no primeiro dia de trabalho de cada um. Disseram prazer, Raul, prazer, Saul, depois como é mesmo o seu nome? sorrindo divertidos da coincidência. Mas discretos, porque eram novos na firma e a gente, afinal, nunca sabe onde está pisando. Tentaram afastar-se quase imediatamente, deliberando limitarem-se a um cotidiano oi, tudo bem ou, no máximo, às sextas, um cordial bom fim de semana, então. Mas desde o princípio alguma coisa — fados, astros, sinas, quem saberá? conspirava contra (ou a favor, por que não?) aqueles dois.
Suas mesas ficavam lado a lado. Nove horas diárias, com intervalo de uma para o almoço. E perdidos no meio daquilo que Raul (ou teria sido Saul?) chamaria, meses depois, exatamente de "um deserto de almas", para não sentirem tanto frio, tanta sede, ou simplesmente por serem humanos, sem querer justificá-los — ou, ao contrário, justificando-os plena e profundamente, enfim: que mais restava àqueles dois senão, pouco a pouco, se aproximarem, se conhecerem, se misturarem? Pois foi o que aconteceu. Tão lentamente que mal perceberam.
II
Eram dois moços sozinhos. Raul tinha vindo do norte, Saul tinha vindo do sul. Naquela cidade, todos vinham do norte, do sul, do centro, do leste — e com isso quero dizer que esse detalhe não os tornaria especialmente diferentes. Mas no deserto em volta, todos os outros tinham referenciais, uma mulher, um tio, uma mãe, um amante. Eles não tinham ninguém naquela cidade — de certa forma, também em nenhuma outra —, a não ser a si próprios. Diria também que não tinham nada, mas não seria inteiramente verdadeiro.
Além do violão, Raul tinha um telefone alugado, um toca-discos com rádio e um sabiá na gaiola, chamado Carlos Gardel. Saul, uma televisão colorida com imagem fantasma, cadernos de desenho, vidros de tinta nanquim e um livro com reproduções de Van Gogh. Na parede do quarto de pensão, uma outra reprodução de Van Gogh: aquele quarto com a cadeira de palhinha parecendo torta, a cama estreita, as tábuas do assoalho, colocado na parede em frente à cama. Deitado, Saul tinha às vezes a impressão de que o quadro era um espelho refletindo, quase fotograficamente, o próprio quarto, ausente apenas ele mesmo. Quase sempre, era nessas ocasiões que desenhava.
Eram dois moços bonitos também, todos achavam. As mulheres da repartição, casadas, solteiras, ficaram nervosas quando eles surgiram, tão altos e altivos, comentou, olhos arregalados, uma das secretárias. Ao contrário dos outros homens, alguns até mais jovens, nenhum tinha barriga ou aquela postura desalentada de quem carimba ou datilografa papéis oito horas por dia.
Moreno de barba forte azulando o rosto, Raul era um pouco mais definido, com sua voz de baixo profundo, tão adequada aos boleros amargos que gostava de cantar. Tinham a mesma altura, o mesmo porte, mas Saul parecia um pouco menor, mais frágil, talvez pelos cabelos claros, cheios de caracóis miúdos, olhos assustadiços, azul desmaiado. Eram bonitos juntos, diziam as moças. Um doce de olhar. Sem terem exatamente consciência disso, quando juntos os dois aprumavam ainda mais o porte e, por assim dizer, quase cintilavam, o bonito de dentro de um estimulando o bonito de fora do outro, e vice-versa. Como se houvesse entre aqueles dois, uma estranha e secreta harmonia.
III
Cruzavam-se, silenciosos mas cordiais, junto à garrafa térmica do cafezinho, comentando o tempo ou a chatice do trabalho, depois voltavam às suas mesas. Muito de vez em quando, um pedia um cigarro ao outro, e quase sempre trocavam frases como tanta vontade de parar, mas nunca tentei, ou já tentei tanto, agora desisti. Durou tempo, aquilo. E teria durado muito mais, porque serem assim fechados, quase remotos, era um jeito que traziam de longe. Do norte, do sul.
Até um dia em que Saul chegou atrasado e, respondendo a um vago que que houve, contou que tinha ficado até tarde assistindo a um velho filme na televisão. Por educação, ou cumprindo um ritual, ou apenas para que o outro não se sentisse mal chegando quase às onze, apressado, barba por fazer, Raul deteve os dedos sobre o teclado da máquina e perguntoü: que filme? Infâmia, Saul contou baixo, Audrey Hepburn, Shirley MacLayne, um filme muito antigo, ninguém conhece. Raul olhou-o devagar, e mais atento, como ninguém conhece? eu conheço e gosto muito. Abalado, convidou Saul para um café e, no que restava daquela manhã muito fria de junho, o prédio feio mais que nunca parecendo uma prisão ou uma clínica psiquiátrica, falaram sem parar sobre o filme.
Outros filmes viriam, nos dias seguintes, e tão naturalmente como se de alguma forma fosse inevitável, também vieram histórias pessoais, passados, alguns sonhos, pequenas esperança e sobretudo queixas. Daquela firma, daquela vida, daquele nó, confessaram uma tarde cinza de sexta, apertado no fundo do peito. Durante aquele fim de semana obscuramente desejaram, pela primeira vez, um em sua quitinete, outro na pensão, que o sábado e o domingo caminhassem depressa para dobrar a curva da meia-noite e novamente desaguar na manhã de segunda-feira quando, outra vez, se encontrariam para: um café. Assim foi, e contaram um que tinha bebido além da conta, outro que dormira quase o tempo todo. De muitas coisas falaram aqueles dois nessa manhã, menos da falta que sequer sabiam claramente ter sentido.
Atentas, as moças em volta providenciavam esticadas aos bares depois do expediente, gafieiras, discotecas, festinhas na casa de uma, na casa de outra. A princípio esquivos, acabaram cedendo, mas quase sempre enfiavam-se pelos cantos e sacadas para contar suas histórias intermináveis. Uma noite, Raul pegou o violão e cantou Tú Me Acostumbraste. Nessa mesma festa, Saul bebeu demais e vomitou no banheiro. No caminho até os táxis separados, Raul falou pela primeira vez no casamento desfeito. Passo incerto, Saul contou do noivado antigo. E concordaram, bêbados, que estavam ambos cansados de todas as mulheres do mundo, suas tramas complicadas, suas exigências mesquinhas. Que gostavam de estar assim, agora, sós, donos de suas próprias vidas. Embora, isso não disseram, não soubessem o que fazer com elas.
Dia seguinte, de ressaca, Saul não foi trabalhar nem telefonou. Inquieto, Raul vagou o dia inteiro pelos corredores subitamente desertos, gelados, cantando baixinho Tú Me Acostumbraste, entre inúmeros cafés e meio maço de cigarros a mais que o habitual.
IV
Os fins de semana tornaram-se tão longos que um dia, no meio de um papo qualquer, Raul deu a Saul o número de seu telefone, alguma coisa que você precisar, se ficar doente, a gente nunca sabe. Domingo depois do almoço, Saul telefonou só para saber o que o outro estava fazendo, e visitou-o, e jantaram juntos a comidinha mineira que a empregada deixara pronta sábado. Foi dessa vez que, ácidos e unidos, falaram no tal deserto, nas tais almas. Há quase seis meses se conheciam. Saul deu-se bem com Carlos Gardel, que ensaiou um canto tímido ao cair da noite. Mas quem cantou foi Raul: Perfídia, La Barca e, a pedido de Saul, outra vez, duas vezes, Tú Me Acostumbraste. Saul gostava principalmente daquele pedacinho assim sutil llegaste a mí como una tentación llenando de inquietud mi corazón. Jogaram algumas partidas de buraco e, por volta das nove, Saul se foi.
Na segunda, não trocaram uma palavra sobre o dia anterior. Mas falaram mais que nunca, e muitas vezes foram ao café. As moças em volta espiavam, às vezes cochichando sem que eles percebessem. Nessa semana, pela primeira vez almoçaram juntos na pensão de Saul, que quis subir ao quarto para mostrar os desenhos, visitas proibidas à noite, mas faltavam cinco para as duas e o relógio de ponto era implacável. Saíam e voltavam juntos, desde então, geralmente muito alegres. Pouco tempo depois, com pretexto de assistir a Vagas Estrelas da Ursa na televisão de Saul, Raul entrou escondido na pensão, uma garrafa de conhaque no bolso interno do paletó. Sentados no chão, costas apoiadas na cama estreita, quase não prestaram atenção no filme. Não paravam de falar. Cantarolando Io Che Non Vivo, Raul viu os desenhos, olhando longamente a reprodução de Van Gogh, depois perguntou como Saul conseguia viver naquele quartinho tão pequeno. Parecia sinceramente preocupado. Não é triste? perguntou. Saul sorriu forte: a gente acostuma.
Aos domingos, agora, Saul sempre telefonava. E vinha. Almoçavam ou jantavam, bebiam, fumavam, falavam o tempo todo. Enquanto Raul cantava — vezenquando El Día Que Me Quieras, vezenquando Noche de Ronda —, Saul fazia carinhos lentos na cabecinha de Carlos Gardel, pousado no seu dedo indicador. Às vezes olhavam-se. E sempre sorriam. Uma noite, porque chovia, Saul acabou dormindo no sofá. Dia seguinte, chegaram juntos à repartição, cabelos molhados do chuveiro. As moças não falaram com eles. Os funcionários barrigudos e desalentados trocaram alguns olhares que os dois não saberiam compreender, se percebessem. Mas nada perceberam, nem os olhares nem duas ou três piadas. Quando faltavam dez minutos para as seis, saíram juntos, altos e altivos, para assistir ao último filme de Jane Fonda.
V
Quando começava a primavera, Saul fez aniversário. Porque achava seu amigo muito solitário, ou por outra razão assim, Raul deu a ele a gaiola com Carlos Gardel. No começo do verão, foi a vez de Raul fazer aniversário. E porque estava sem dinheiro, porque seu amigo não tinha nada nas paredes da quitinete, Saul deu a ele a reprodução de Van Gogh. Mas entre esses dois aniversários, aconteceu alguma coisa.
No norte, quando começava dezembro, a mãe de Raul morreu e ele precisou passar uma semana fora. Desorientado, Saul vagava pelos corredores da firma esperando um telefonema que não vinha, tentando em vão concentrar-se nos despachos, processos, protocolos. Á noite, em seu quarto, ligava a televisão gastando tempo em novelas vadias ou desenhando olhos cada vez mais enormes, enquanto acariciava Carlos Gardel. Bebeu bastante, nessa semana. E teve um sonho: caminhava entre as pessoas da repartição, todas de preto, acusadoras. À exceção de Raul, todo de branco, abrindo os braços para ele. Abraçados fortemente, e tão próximos que um podia sentir o cheiro do outro. Acordou pensando mas ele é que devia estar de luto.
Raul voltou sem luto. Numa sexta de tardezinha, telefonou para a repartição pedindo a Saul que fosse vê-lo. A voz de baixo profundo parecia ainda mais baixa, mais profunda. Saul foi. Raul tinha deixado a barba crescer. Estranhamente, ao invés de parecer mais velho ou mais duro, tinha um rosto quase de menino. Beberam muito nessa noite. Raul falou longamente da mãe — eu podia ter sido mais legal com ela, disse, e não cantou. Quando Saul estava indo embora, começou a chorar. Sem saber ao certo o que fazia, Saul estendeu a mão e, quando percebeu, seus dedos tinham tocado a barba crescida de Raul. Sem tempo para compreenderem, abraçaram-se fortemente. E tão próximos que um podia sentir o cheiro do outro: o de Raul, flor murcha, gaveta fechada; o de Saul, colônia de barba, talco. Durou muito tempo. A mão de Saul tocava a barba de Raul, que passava os dedos pelos caracóis miúdos do cabelo do outro. Não diziam nada. No silêncio era possível ouvir uma torneira pingando longe. Tanto tempo durou que, quando Saul levou a mão ao cinzeiro, o cigarro era apenas uma longa cinza que ele esmagou sem compreender.
Afastaram-se, então. Raul disse qualquer coisa como eu não tenho mais ninguém no mundo, e Saul outra coisa qualquer como você tem a mim agora, e para sempre. Usavam palavras grandes — ninguém, mundo, sempre — e apertavam-se as duas mãos ao mesmo tempo, olhando-se nos olhos injetados de fumo e álcool. Embora fosse sexta e não precisassem ir à repartição na manhã seguinte, Saul despediu-se. Caminhou durante horas pelas ruas desertas, cheias apenas de gatos e putas. Em casa; acariciou Carlos Gardel até que os dois dormissem. Mas um pouco antes, sem saber por quê, começou a chorar sentindo-se só e pobre e feio e infeliz e confuso e abandonado e bêbado e triste, triste, triste. Pensou em ligar para Raul, mas não tinha fichas e era muito tarde.
Depois, chegou o Natal, o Ano-Novo que passaram juntos, recusando convites dos colegas de repartição. Raul deu a Saul uma reprodução do Nascimento de Vênus, que ele colocou na parede exatamente onde estivera o quarto de Van Gogh. Saul deu a Raul um disco chamado Os Grandes Sucessos de Dalva de Oliveira. O que mais ouviram foi Nossas Vidas, prestando atenção no pedacinho que dizia até nossos beijos parecem beijos de quem nunca amou.
Foi na noite de trinta e um, aberta a champanhe na quitinete de Raul, que Saul ergueu a taça e brindou à nossa amizade que nunca nunca vai terminar. Beberam até quase cair. Na hora de deitar, trocando a roupa no banheiro, muito bêbado, Saul falou que ia dormir nu. Raul olhou para ele e disse você tem um corpo bonito. Você também, disse Saul, e baixou os olhos. Deitaram ambos nus, um na cama atrás do guarda-roupa, outro no sofá. Quase a noite inteira, um conseguia ver a brasa acesa do cigarro do outro, furando o escuro feito um demônio de olhos incendiados. Pela manhã, Saul foi embora sem se despedir para que Raul não percebesse suas fundas olheiras.
Quando janeiro começou, quase na época de tirarem férias — e tinham planejado, juntos, quem sabe Parati, Ouro Preto, Porto Seguro — ficaram surpresos naquela manhã em que o chefe de seção os chamou, perto do meio-dia. Fazia muito calor. Suarento, o chefe foi direto ao assunto. Tinha recebido algumas cartas anônimas. Recusou-se a mostrá-las. Pálidos, ouviram expressões como "relação anormal e ostensiva", "desavergonhada aberração", "comportamento doentio", "psicologia deformada", sempre assinadas por Um Atento Guardião da Moral. Saul baixou os olhos desmaiados, mas Raul colocou-se em pé. Parecia muito alto quando, com uma das mãos apoiadas no ombro do amigo e a outra erguendo-se atrevida no ar, conseguiu ainda dizer a palavra nunca, antes que o chefe, entre coisas como a-reputação-de-nossa-firma, declarasse frio: os senhores estão despedidos.
Esvaziaram lentamente cada um a sua gaveta, a sala deserta na hora do almoço, sem se olharem nos olhos. O sol de verão escaldava o tampo de metal das mesas. Raul guardou no grande envelope pardo um par de olhos enormes, sem íris nem pupilas, presente de Saul, que guardou no seu grande envelope pardo, com algumas manchas de café, a letra de Tú Me Acostumbraste, escrita à mão por Raul numa tarde qualquer de agosto. Desceram juntos pelo elevador, em silêncio.
Mas quando saíram pela porta daquele prédio grande e antigo, parecido com uma clínica ou uma penitenciária, vistos de cima pelos colegas todos postos na janela, a camisa branca de um, a azul do outro, estavam ainda mais altos e mais altivos. Demoraram alguns minutos na frente do edifício. Depois apanharam o mesmo táxi, Raul abrindo a porta para que Saul entrasse. Ai-ai, alguém gritou da janela. Mas eles não ouviram. O táxi já tinha dobrado a esquina.
Pelas tardes poeirentas daquele resto de janeiro, quando o sol parecia a gema de um enorme ovo frito no azul sem nuvens no céu, ninguém mais conseguiu trabalhar em paz na repartição. Quase todos ali dentro tinham a nítida sensação de que seriam infelizes para sempre. E foram.
O conto acima foi publicado no livro "Morangos Mofados", Editora Brasiliense - São Paulo, 1982. Incluído entre "Os Cem Melhores Contos Brasileiros do Século", seleção de Ítalo Moriconi, Editora Objetiva — Rio de Janeiro, 2000, pág. 439, de onde foi extraído.
domingo, 31 de maio de 2009
quarta-feira, 27 de maio de 2009
100 livros essenciais da literatura brasileira
http://educarparacrescer.abril.uol.com.br/leitura/100-livros-essenciais-398904.shtml
Quais são os 100 livros fundamentais, essenciais, imperdíveis da literatura brasileira? Que romance, poesia, crônica ou conto você não pode deixar de ler na vida? Dom Casmurro, Brás Cubas, Macunaíma, Sargento de Milícias, Grande Sertão Veredas e outras grandes obras do Brasil. A revista Bravo selecionou os 100 melhores livros dos melhores autores do país. Aqueles clássicos que caem no vestibular com 100% de certeza. Um ranking dos livros mais importantes do Brasil. Veja a lista no final do texto.
Escritores costumam ser, até por ofício, bons frasistas. É com essa habilidade em manejar palavras, afinal, que constroem suas obras, e é em parte por causa dela que caem no esquecimento ou passam para a história. Uma dessas frases, famosa, é de um dos autores que figuram nesta edição, Monteiro Lobato: "Um país se faz com homens e livros". Quase um século depois, a sentença é incômoda: o que fazer para fazer deste um Brasil melhor? No que lhe cabe, a literatura ainda não deu totalmente as suas respostas.
Outro grande criador de frases, mais cínico na sua genialidade, é o dramaturgo e escritor Nelson Rodrigues, outro autor representado nesta edição. Dizer que "toda unanimidade é burra" é muito mais que um dito espirituoso: significa mesmo uma postura em relação às coisas do mundo e do homem tão crucial quanto aquela do criador do Sítio do Picapau Amarelo.
É evidente que o ranking das 100 obras obrigatórias da literatura brasileira feito nesta edição não encontrará unanimidade entre os leitores. Alguns discordarão da ordem, outros eliminariam títulos ou acrescentariam outros. E é bom que seja assim, é bom que haja o dissenso: ficamos longe da burrice dos cânones dos velhos compêndios e da tradição mumificada.
Embora tenha sua inevitável dose de subjetividade, a seleção feita nesta edição, contudo, está longe de ser arbitrária. Os livros que, em seus gêneros (romance, poesia, crônica, dramaturgia) ajudaram a construir a identidade da literatura nacional não foram desprezados (na relação geral e na ordem). Nem foram deixados de lado aqueles destacados pelas várias correntes da crítica, muito menos os que a própria revista BRAVO!, na sua missão de divulgar o que de melhor tem sido produzido na cultura brasileira, julgou merecer.
O resultado é um guia amplo, ao mesmo tempo informativo e útil. Para o leitor dos livros de ontem e hoje, do consagrado e do que pode apontar para o inovador. Não só para a literatura, mas também, como queria Lobato, para os homens e para o país que ainda temos de construir. A seguir, os 100 livros essenciais da literatura brasileira, listados em ordem alfabética de autor. Leia e divirta-se!
Adélia Prado: Bagagem
Aluísio Azevedo: O Cortiço
Álvares de Azevedo: Lira dos Vinte Anos
Noite na Taverna
Antonio Callado: Quarup
Antônio de Alcântara Machado: Brás, Bexiga e Barra Funda
Ariano Suassuna: Romance d'A Pedra do Reino
Augusto de Campos: Viva Vaia
Augusto dos Anjos: Eu
Autran Dourado: Ópera dos Mortos
Basílio da Gama: O Uruguai
Bernando Élis: O Tronco
Bernando Guimarães: A Escrava Isaura
Caio Fernando Abreu: Morangos Mofados
Carlos Drummond de Andrade: A Rosa do Povo
Claro Enigma
Castro Alves: Os Escravos
Espumas Flutuantes
Cecília Meireles: Romanceiro da Inconfidência
Mar Absoluto
Clarice Lispector: A Paixão Segundo G.H.
Laços de Família
Cruz e Souza: Broquéis
Dalton Trevisan: O Vampiro de Curitiba
Dias Gomes: O Pagador de Promessas
Dyonélio Machado: Os Ratos
Erico Verissimo: O Tempo e o Vento
Euclides da Cunha: Os Sertões
Fernando Gabeira: O que é Isso, Companheiro?
Fernando Sabino: O Encontro Marcado
Ferreira Gullar: Poema Sujo
Gonçalves Dias: I-Juca Pirama
Graça Aranha: Canaã
Graciliano Ramos: Vidas Secas
São Bernardo
Gregório de Matos: Obra Poética
Guimarães Rosa: O Grande Sertão: Veredas
Sagarana
Haroldo de Campos: Galáxias
Hilda Hilst: A Obscena Senhora D
Ignágio de Loyola Brandão: Zero
João Antônio: Malagueta, Perus e Bacanaço
João Cabral de Melo Neto: Morte e Vida Severina
João do Rio:A Alma Encantadora das Ruas
João Gilberto Noll: Harmada
João Simões Lopes Neto: Contos Gauchescos
João Ubaldo Ribeiro: Viva o Povo Brasileiro
Joaquim Manuel de Macedo: A Moreninha
Jorge Amado: Gabriela, Cravo e Canela
Terras do Sem Fim
Jorge de Lima: Invenção de Orfeu
José Cândido de Carvalho: O Coronel e o Lobisomen
José de Alencar: O Guarani
Lucíola
José J. Veiga: Os Cavalinhos de Platiplanto
José Lins do Rego: Fogo Morto
Lima Barreto: Triste Fim de Policarpo Quaresma
Lúcio Cardoso: Crônica da Casa Assassinada
Luis Fernando Verissimo: O Analista de Bagé
Luiz Vilela: Tremor de Terra
Lygia Fagundes Telles: As Meninas
Seminário dos Ratos
Machado de Assis: Memórias Póstumas de Brás Cubas
Dom Casmurro
Manuel Antônio de Almeida: Memórias de um Sargento de Milícias
Manuel Bandeira: Libertinagem
Estrela da Manhã
Márcio Souza: Galvez, Imperador do Acre
Mário de Andrade: Macunaíma;
Paulicéia Desvairada
Mário Faustino: o Homem e Sua Hora
Mário Quintana: Nova Antologia Poética
Marques Rebelo: A Estrela Sobe
Menotti Del Picchia: Juca Mulato
Monteiro Lobato: O Sítio do Pica-pau Amarelo
Murilo Mendes: As Metamorfoses
Murilo Rubião: O Ex-Mágico
Nelson Rodrigues: Vestido de Noiva
A Vida Como Ela É
Olavo Bilac: Poesias
Osman Lins: Avalovara
Oswald de Andrade: Serafim Ponte Grande
Memórias Sentimentais de João Miramar
Otto Lara Resende: O Braço Direito
Padre Antônio Vieira: Sermões
Paulo Leminski: Catatau
Pedro Nava: Baú de Ossos
Plínio Marcos: Navalha de Carne
Rachel de Queiroz: O Quinze
Raduan Nassar: Lavoura Arcaica
Um Copo de Cólera
Raul Pompéia: O Ateneu
Rubem Braga: 200 Crônicas Escolhidas
Rubem Fonseca: A Coleira do Cão
Sérgio Sant'Anna: A Senhorita Simpson
Stanislaw Ponte Preta: Febeapá
Tomás Antônio Gonzaga: Marília de Dirceu
Cartas Chilenas
Vinícius de Moraes: Nova Antologia Poética
Visconde de Taunay: Inocência
Quais são os 100 livros fundamentais, essenciais, imperdíveis da literatura brasileira? Que romance, poesia, crônica ou conto você não pode deixar de ler na vida? Dom Casmurro, Brás Cubas, Macunaíma, Sargento de Milícias, Grande Sertão Veredas e outras grandes obras do Brasil. A revista Bravo selecionou os 100 melhores livros dos melhores autores do país. Aqueles clássicos que caem no vestibular com 100% de certeza. Um ranking dos livros mais importantes do Brasil. Veja a lista no final do texto.
Escritores costumam ser, até por ofício, bons frasistas. É com essa habilidade em manejar palavras, afinal, que constroem suas obras, e é em parte por causa dela que caem no esquecimento ou passam para a história. Uma dessas frases, famosa, é de um dos autores que figuram nesta edição, Monteiro Lobato: "Um país se faz com homens e livros". Quase um século depois, a sentença é incômoda: o que fazer para fazer deste um Brasil melhor? No que lhe cabe, a literatura ainda não deu totalmente as suas respostas.
Outro grande criador de frases, mais cínico na sua genialidade, é o dramaturgo e escritor Nelson Rodrigues, outro autor representado nesta edição. Dizer que "toda unanimidade é burra" é muito mais que um dito espirituoso: significa mesmo uma postura em relação às coisas do mundo e do homem tão crucial quanto aquela do criador do Sítio do Picapau Amarelo.
É evidente que o ranking das 100 obras obrigatórias da literatura brasileira feito nesta edição não encontrará unanimidade entre os leitores. Alguns discordarão da ordem, outros eliminariam títulos ou acrescentariam outros. E é bom que seja assim, é bom que haja o dissenso: ficamos longe da burrice dos cânones dos velhos compêndios e da tradição mumificada.
Embora tenha sua inevitável dose de subjetividade, a seleção feita nesta edição, contudo, está longe de ser arbitrária. Os livros que, em seus gêneros (romance, poesia, crônica, dramaturgia) ajudaram a construir a identidade da literatura nacional não foram desprezados (na relação geral e na ordem). Nem foram deixados de lado aqueles destacados pelas várias correntes da crítica, muito menos os que a própria revista BRAVO!, na sua missão de divulgar o que de melhor tem sido produzido na cultura brasileira, julgou merecer.
O resultado é um guia amplo, ao mesmo tempo informativo e útil. Para o leitor dos livros de ontem e hoje, do consagrado e do que pode apontar para o inovador. Não só para a literatura, mas também, como queria Lobato, para os homens e para o país que ainda temos de construir. A seguir, os 100 livros essenciais da literatura brasileira, listados em ordem alfabética de autor. Leia e divirta-se!
Adélia Prado: Bagagem
Aluísio Azevedo: O Cortiço
Álvares de Azevedo: Lira dos Vinte Anos
Noite na Taverna
Antonio Callado: Quarup
Antônio de Alcântara Machado: Brás, Bexiga e Barra Funda
Ariano Suassuna: Romance d'A Pedra do Reino
Augusto de Campos: Viva Vaia
Augusto dos Anjos: Eu
Autran Dourado: Ópera dos Mortos
Basílio da Gama: O Uruguai
Bernando Élis: O Tronco
Bernando Guimarães: A Escrava Isaura
Caio Fernando Abreu: Morangos Mofados
Carlos Drummond de Andrade: A Rosa do Povo
Claro Enigma
Castro Alves: Os Escravos
Espumas Flutuantes
Cecília Meireles: Romanceiro da Inconfidência
Mar Absoluto
Clarice Lispector: A Paixão Segundo G.H.
Laços de Família
Cruz e Souza: Broquéis
Dalton Trevisan: O Vampiro de Curitiba
Dias Gomes: O Pagador de Promessas
Dyonélio Machado: Os Ratos
Erico Verissimo: O Tempo e o Vento
Euclides da Cunha: Os Sertões
Fernando Gabeira: O que é Isso, Companheiro?
Fernando Sabino: O Encontro Marcado
Ferreira Gullar: Poema Sujo
Gonçalves Dias: I-Juca Pirama
Graça Aranha: Canaã
Graciliano Ramos: Vidas Secas
São Bernardo
Gregório de Matos: Obra Poética
Guimarães Rosa: O Grande Sertão: Veredas
Sagarana
Haroldo de Campos: Galáxias
Hilda Hilst: A Obscena Senhora D
Ignágio de Loyola Brandão: Zero
João Antônio: Malagueta, Perus e Bacanaço
João Cabral de Melo Neto: Morte e Vida Severina
João do Rio:A Alma Encantadora das Ruas
João Gilberto Noll: Harmada
João Simões Lopes Neto: Contos Gauchescos
João Ubaldo Ribeiro: Viva o Povo Brasileiro
Joaquim Manuel de Macedo: A Moreninha
Jorge Amado: Gabriela, Cravo e Canela
Terras do Sem Fim
Jorge de Lima: Invenção de Orfeu
José Cândido de Carvalho: O Coronel e o Lobisomen
José de Alencar: O Guarani
Lucíola
José J. Veiga: Os Cavalinhos de Platiplanto
José Lins do Rego: Fogo Morto
Lima Barreto: Triste Fim de Policarpo Quaresma
Lúcio Cardoso: Crônica da Casa Assassinada
Luis Fernando Verissimo: O Analista de Bagé
Luiz Vilela: Tremor de Terra
Lygia Fagundes Telles: As Meninas
Seminário dos Ratos
Machado de Assis: Memórias Póstumas de Brás Cubas
Dom Casmurro
Manuel Antônio de Almeida: Memórias de um Sargento de Milícias
Manuel Bandeira: Libertinagem
Estrela da Manhã
Márcio Souza: Galvez, Imperador do Acre
Mário de Andrade: Macunaíma;
Paulicéia Desvairada
Mário Faustino: o Homem e Sua Hora
Mário Quintana: Nova Antologia Poética
Marques Rebelo: A Estrela Sobe
Menotti Del Picchia: Juca Mulato
Monteiro Lobato: O Sítio do Pica-pau Amarelo
Murilo Mendes: As Metamorfoses
Murilo Rubião: O Ex-Mágico
Nelson Rodrigues: Vestido de Noiva
A Vida Como Ela É
Olavo Bilac: Poesias
Osman Lins: Avalovara
Oswald de Andrade: Serafim Ponte Grande
Memórias Sentimentais de João Miramar
Otto Lara Resende: O Braço Direito
Padre Antônio Vieira: Sermões
Paulo Leminski: Catatau
Pedro Nava: Baú de Ossos
Plínio Marcos: Navalha de Carne
Rachel de Queiroz: O Quinze
Raduan Nassar: Lavoura Arcaica
Um Copo de Cólera
Raul Pompéia: O Ateneu
Rubem Braga: 200 Crônicas Escolhidas
Rubem Fonseca: A Coleira do Cão
Sérgio Sant'Anna: A Senhorita Simpson
Stanislaw Ponte Preta: Febeapá
Tomás Antônio Gonzaga: Marília de Dirceu
Cartas Chilenas
Vinícius de Moraes: Nova Antologia Poética
Visconde de Taunay: Inocência
domingo, 24 de maio de 2009
A grande lista dos livros
achei interessante
fonte: http://djoh.wordpress.com/2008/03/16/a-grande-lista-dos-livros-que-o-jorge-ainda-quer/
À meia luz – cinema e sexualidade nos anos 70 – Paulo Menezes – Editora 34 (R$ 28,50 na Arte Pau Brasil)
Alhos e safiras: a vida secreta de uma crítica de gastronomia – Ruth Reichl – Ed. Objetiva (R$ 36,58 na Cia dos Livros)
Amor, poesia, sabedoria – Edgar Morin – Bertrand Brasil (R$ 16,10 na FNAC)
O anti-semitismo na Era Vargas: fantasmas de uma geração (1930 – 1945) – Maria Luiza Tucci Carneiro – Ed. Perspectiva (R$ 51,35 na Cia dos Livros)
Antologia – Adília Lopes – CosacNaify / 7Letras (R$ 28 no Submarino)
Atrás das linhas inimigas do meu amor – Leonard Cohen – 7Letras (R$ 33 na Saraiva)
Balzac e a costureirinha chinesa – Dai Sijie – Alfaguara Objetiva (R$ 20,30 na FNAC)
Bastidores de Hollywood: a influência exercida por gays e lésbicas no cinema 1940-1969 – William J. Mann (R$ 40,80 na Livraria Melhoramentos)
“Beat” Takeshi Kitano – Takeshi Kitano – Tadao Press (US$ 25,74 na Amazon)
Beat Takeshi vs Takeshi Kitano – Casio Abe, Saisuke Miyao e Takeshi Kitano – Muae Publishing (US$ 19,86 na Amazon)
As benevolentes – Jonathan Littell – Alfaguara Objetiva (R$ 55,90 na FNAC)
A bomba informática – Paul Virilio – Estação Liberdade (R$ 28,40 na Livraria Galileu)
Born to be gay: história da homossexualidade – William Naphy – Edições 70 (R$ 81 no Submarino)
Boy – Takeshi Kitano – Vertical (US$ 13,46 na Amazon)
O Brasil na moda – Paulo Borges, Giovanni Bianco, João Carrascosa – Caras (R$ 99 na FNAC)
Caçando carneiros – Haruki Murakami – Estação Liberdade (R$ 36 na Cia dos Livros)
Caminhos da China – John Pomfret – Ed. Landscape (R$ 35,92 na Laselva)
Cassandra – Christa Wolf – Estação Liberdade (R$ 34,40 na Cia dos Livros)
As cidades invisíveis – Ítalo Calvino – Cia das Letras (R$ 25,60 na Livraria Melhoramentos)
O cinema americano dos anos 30 – Oliver Rene Veillon – Ed. Martins Fontes (R$ 31,05 na Arte Pau Brasil)
O cinema americano dos anos 50 – Oliver Rene Veillon – Ed. Martins Fontes (R$ 28,98 na Maremoto)
O cinema segundo François Truffaut – François Truffaut – Ed. Nova Fronteira (R$ 40,18 na Livraria Melhoramentos)
Clarice Lispector com a ponta dos dedos – Vilma Areas – Cia das Letras (R$ 26,90 na FNAC)
Cleópatra: histórias, sonhos e distorções – Lucy Hughes-Hallett – Ed. Record (R$ 42,70 na FNAC)
Cobras e lagartos – Josmar Jozino – Ed. Objetiva (R$ 35,92 no Submarino)
Cock & Bull: histórias para boi dormir – Will Self – Geração Editorial (R$ 9,90 na Saraiva)
Como vivem os mortos – Will Self – Alfaguara Objetiva (R$ 37,36 na Cia dos Livros)
Como viver junto – Roland Barthes – Ed. Martins Fontes (R$ 37,50 na FNAC)
Conclave – Roberto Pazzi – Alfaguara Objetiva (R$ 31,12 na Cia dos Livros)
Correio do tempo – Mario Benedetti – Alfaguara Objetiva (R$ 20,80 na Saraiva)
O crisântemo e a espada: padrões da cultura japonesa – Ruth Benedict – Ed. Perspectiva (R$ 18,35 na Cia dos Livros)
De Berlim a Jerusalém: recordações da juventude – Gershom Sholem – Ed. Perspectiva (R$ 20,80 na Livraria Martins Fontes)
O desafio do Islã e outros desafios – Roberto Romano – Ed. Perspectiva (R$ 36,34 na Cia dos Livros)
Os deuses da Grécia – Walter Friedrich Otto – Ed. Odysseus (R$ 25,44 na Cia dos Livros)
Diabo guardião – Xavier Velasco – Alfaguara Objetiva (R$ 41,90 na FNAC)
Ditos e escritos, volume V: ética, sexualidade, política – Michel Foucault – Ed. Forense Universitária (R$ 59,25 na Cia dos Livros)
Do amor – Stendhal - L&PM (R$ 12,60 na FNAC)
Doença como metáfora; AIDS e suas metáforas – Susan Sontag – Cia das Letras (R$ 12,90 na FNAC)
Dom Sebastião no Brasil: fatos da cultura e da comunicação em tempo-espaço – Marcio Onório de Godoy – Ed. Perspectiva (R$ 19,75 na Cia dos Livros)
Dorival Caymmi: o mar e o tempo – Stella Caymmi – Ed. 34 (R$ 61,50 na Cia dos Livros)
As egípcias: retratos de mulheres do Egito – Christian Jacq – Ed. Bertrand Brasil (R$ 34,30 na FNAC)
Egito dos Faraós – Airton Ortiz – Ed. Record (R$ 28,44 na Cia dos Livros)
Em busca do Egito esquecido – Jea Vercoutter – Ed. Objetiva (R$ 28,08 na Cia dos Livros)
Enciclopédia do Cinema Brasileiro – Ramos, Miranda – Senac SP (R$ 96,75 na Academia do Livro)
A Era Chanel – Edmonde Charles-Roux – CosacNaify (R$ 89,40 na Cia dos Livros)
Erec e Enide – Manuel Vazquez Montalban – Alfaguara Objetiva (R$ 25,10 na FNAC)
A estrada – Cormac McCarthy – Alfaguara Objetiva (R$ 23,10 na Cia dos Livros)
As estrelas – mito e sedução no cinema – Edgar Morin – Ed. José Olympio (R$ 15,20 na Academia do Livro)
Eu e tu – Martin Buber – Ed. Centauro (R$ 31,60 na Cia dos Livros)
Eu; Fellini – Charlote Chandler – Ed. Record (R$ 54,90 na Saraiva)
Eu não sou cachorro, não – Paulo César de Araújo – Ed. Record / RCB (R$ 38,18 na Arte Pau Brasil)
Eu te darei o céu e outras promessas dos anos 60 – Ivana Arruda Leite – Ed. 34 (R$ 20,50 na Melhoramentos)
Fashion cultures: theories, explorations and analysis – Stella Bruzzi e Pamela Church Gibson – Routledge (US$ 34,40 na Amazon)
Fashion-ology: and introduction to fashion studies – Yuniya Kawamura – Berg Publishers (US$ 24,95 na Amazon)
Fazer um filme – Federico Fellini – Civilização Brasileira (R$ 32,39 na Cia dos Livros)
Fetiche – Valerie Steele – Ed. Rocco (R$ 45,03 na Cia dos Livros)
Filho da revolução: minha infância na Cuba de Fidel Castro – Luis Manuel Garcia – Ed. Landscape (R$ 27,22 na Cia dos Livros)
François Truffaut: uma biografia – Serge Toubiana e Antoine de Baecque – Ed. Record (R$ 62,41 na Cia dos Livros)
Frescos trópicos: fontes sobre homossexualidade masculina no Brasil – James N. Green e Ronald Polito – Ed. José Olympio (R$ 18,90 na FNAC)
Gente de cinema: Woody Allen – Neusa Barbosa – Ed. Papagaio (R$ 24 na Cia dos Livros)
Os grandes símios – Will Self – Alfaguara Objetiva (R$ 46,72 na Cia dos Livros)
Granta em português: os melhores jovens escritores norte-americanos – vários – Alfaguara Objetiva (R$ 31,10 na Cia dos Livros)
Gueixa – Liza Dalby – Ed. Objetiva (R$ 32,80 na FNAC)
História da alimentação – Jean-Louis Flandrin e Massimo Montanari – Estação Liberdade (R$ 110 no Submarino)
A história da alimentação no Brasil – Luis da Câmara Cascudo – Ed. Global (R$ 78,90 na Saraiva)
História da Grécia 1: Antiguidade Clássica – Mario Giordani – Ed. Vozes (R$ 57,10 na FNAC)
História da loucura – Michel Foucault – Ed. Perspectiva (R$ 29,90 na Cia dos Livros)
A história de nossos gestos – Luis da Câmara Cascudo – Ed. Global (R$ 36,57 na Cia dos Livros)
A história maravilhosa dos Maias – Affonso Varzea – Ed. Nacional (R$ 22,90 na Saraiva)
História sexual da MPB – Rodrigo Faour – Ed. Record (R$ 49,40 na FNAC)
Hitchcock por Hitchcock – Sydnei Gottlieb – Ed. Imago (R$ 53,38 na Cia dos Livros)
Hollywood 1936 – Blaise Cendrars – Ed. Brasiliense (R$ 19,33 na Cia dos Livros)
Holocausto: uma história – Debórah Dwork e Robert Jan van Pelt – Ed. Imago (R$ 58,22 na Livraria Melhoramentos)
A homossexualidade na Grécia Antiga – Kenneth J. Dover – Ed. Nova Alexandria (R$ 45,50 na FNAC)
Homossexualidade: uma história – Collin Spencer – Ed. Record (R$ 61 na FNAC)
Howard Hughes em Hollywood – Tony Thomas – Ed. Frente (R$ 24,19 na Livraria Melhoramentos)
Ilusões perdidas – Balzac – Cia das Letras (R$ 18,17 na Cia dos Livros)
Os Incas 1: a princesa do sol – Antoine B. Daniel – Ed. Objetiva (R$ 31,40 na FNAC)
Os Incas 2: o ouro de Cuzco – Antoine B. Daniel – Ed. Objetiva (R$ 32,10 na FNAC)
Incidentes – Roland Barthes – Ed. Martins Fontes (R$ 23,63 na Arte Pau Brasil)
The japanese revolution in Paris fashion – Yuniya Kawamura – Berg Publishers (US$ 29,95 na Amazon)
Jesus – Juanribe Pagliarin – Ed. Landscape (R$ 18,72 na Cia dos Livros)
Jules e Jim: o roteiro, o romance – Henri-Pierre Roche e François Truffaut – Ed. Jorge Zahar (R$ 36,19 na Artepaubrasil)
Kafka à beira mar – Haruki Murakami – Alfaguara Objetiva (R$ 43,90 na FNAC)
O livro dos seres imaginários – Jorge Luis Borges – Ed. Globo (R$ 22,80 na Cia dos Livros)
Lógica do sentido – Gilles Deleuze – Ed. Perspectiva (R$ 24,15 na Cia dos Livros)
Manicômios, prisões e conventos – Erving Goffman – Ed. Perspectiva (R$ 26,66 na BestBooks)
Marilyn: as últimas sessões – Michel Schneider – Alfaguara Objetiva (R$ 42,90 na Saraiva)
Mario Reis – o fino do samba – Luis Antonio Giron – Ed. 34 (R$ 30,34 na Melhoramentos)
Medeamaterial e outros textos – Heiner Muller – Ed. Paz e Terra (R$ 26,86 na Cia dos Livros)
Mefistófoles e o andrógino – Mircea Eliade – Ed. Martins Fontes (R$ 30,29 na Cia dos Livros)
Minha idéia de diversão: um romance profilático – Will Self – Geração Editorial (R$ 25,50 na Artepaubrasil)
O mito – K. K. Ruthven – Ed. Perspectiva (R$ 20,54 na Cia dos Livros)
Mito e realidade – Mircea Eliade – Ed. Perspectiva (R$ 19 na Cia dos Livros)
Mitologias – Roland Barthes – Bertrand do Brasil (R$ 25,20 na Arte Pau Brasil)
A moda como ela é – Márcia Disitzer e Silvia Vieira – Senac RJ (R$ 36,30 na FNAC)
Moda contemporânea: quatro ou cinco conexões possíveis – Cristiane Mesquita – Anhembi Morumbi (R$ 15,40 na FNAC)
A morte da tragédia – George Steiner – Ed. Perspectiva (R$ 35,55 na Cia dos Livros)
Mouros, franceses e judeus: três presenças no Brasil – Luis da Câmara Cascudo – Ed. Perspectiva (R$ 15,80 na Cia dos Livros)
Mundo, homem, arte em crise – Mario Pedrosa – Ed. Perspectiva (R$ 20 na Saraiva)
Música para camaleões – Truman Capote – Cia das Letras (R$ 36,19 na Artepaubrasil)
Nefertite: amor, poder e traição no Antigo Egito – Jacqueline Dauxois – Geração Editorial (R$ 29, 93 na Artepaubrasil)
Nenhuma paixão desperdiçada – George Steiner – Ed. Record (R$ 38,71 na Cia dos Livros)
Ninguém é perfeito: Billy Wilder, uma biografia pessoal – Charlotte Chandler – Ed. Landscape (R$ 9,90 na Cia dos Livros)
O que a Bíblia realmente diz sobre a homossexualidade – Daniel Helminiak – Ed. GLS (R$ 23,07 na Cia dos Livros)
Onde andará Dulce Veiga? – Caio Fernando Abreu – Ed. AGIR (R$ 27,93 na Academia do Livro)
A outra face de Hollywood: filme B – A. C. Gomes de Mattos – Ed. Rocco (R$ 22,12 na Cia dos Livros)
Panamérica – José Agrippino de Paula – Ed. Papagaio (R$ 20 na Cia dos Livros)
Para compreender o Islã – Frithjof Schuon – Ed. Best Seller (R$ 23,62 na Cia dos Livros)
Para uma crítica do presente – Irene Cardoso – Ed. 34 (R$ 28,50 na Arte Pau Brasil)
Paris Fashion: a cultural history – Valerie Steele – Berg Publishers (US$ 22,85, usado, na Amazon)
Pessach: a travessia – Carlos Heitor Cony – Cia das Letras (R$ 16 na Livraria Martins Fontes)
Os piratas mais perversos da história – Shelley Klein – Ed. Planeta (R$ 27,90 na FNAC)
Popul Vuh: o livro das criações dos Maias - Luiz Galdino – Ed. Cortez (R$ 20,41 na Cia dos Livros)
O prazer dos olhos: textos sobre o cinema – François Truffaut – Ed. Jorge Zahar (R$ 33,88 na Artepaubrasil)
Primeiro amor – Samuel Beckett – CosacNaify (R$ 22,40 na FNAC)
Produção estética: notas sobre roupas, sujeitos e modos de vida - Rosane Preciosa – Anhembi Morumbi (R$ 16,60 na Cia dos Livros)
Quant by Quant – Mary Quant – Ballantine Mod Books (US$ 54,73, usado, na Amazon)
Quarteto – Manuel Vazquez Montalban – Ed. Objetiva (R$ 18,10 na FNAC)
Questão de ênfase – Susan Sontag – Cia das Letras (R$ 39,90 na FNAC)
As religiões do Antigo Egito: deuses, mitos e rituais domésticos – Byron E. Shafer (R$ 35,02 na Cia dos Livros)
Retórica das paixões – Aristóteles – Ed. Martins Fontes (R$ 20,50 na FNAC)
Rilke Shake – Angélica Freitas – CosacNaify / 7Letras (R$ 18,20 na FNAC)
Rosario Tijeras – Jorge Franco – Alfaguara Objetiva (R$ 20,20 na FNAC)
A roupa e a moda – uma história concisa – James Laver – Cia das Letras (R$ 46,90 na FNAC)
A saga dos cristãos novos – Joseph Eskenazi Pernidji – Ed. Imago (R$ 32,97 na Cia dos Livros)
Sentido das raças – Frithjof Schuon – Ed. Ibrasa (R$ 20,50 na Cia dos Livros)
Sobre comunidade – Martin Buber – Ed. Perspectiva (R$ 20 na Livraria Cultura)
A sucessão no Vaticano: os bastidores da morte de João Paulo II e a eleição de Bento XVI – Wellington Miareli Mesquita – Ed. Landscape (R$ 18,72 na Cia dos Livros)
Superstição no Brasil – Luis da Câmara Cascudo – Ed. Global (R$ 49,29 na Cia dos Livros)
Teatro completo – Qorpo Santo – Ed. Iluminuras (R$ 41,87 na Cia dos Livros)
Trata-me Leão – Hamilton Vaz Pereira – Ed. Objetiva (R$ 25,80 na FNAC)
Travessia de verão – Truman Capote – Alfaguara Objetiva (R$ 22,30 na FNAC)
O tupi e o alaúde – uma interpretação de Macunaíma – Gilda de Mello e Souza – Ed. 34 (R$ 18,04 na Melhoramentos)
Tutancâmon – Andrew Collins e Chris Ogilvie-Herald – Ed. Landscape (R$ 38,22 na Cia dos Livros)
Uma aprendizagem ou O livro dos prazeres – Clarice Lispector – Ed. Rocco (R$ 20 na Livraria Galileu)
Unissexo: a dessexualização na vida americana – Charles E. Winick – Ed. Perspectiva (R$ 17,38 na Cia dos Livros)
O veneno da serpente – Maria Luiza Tucci Carneiro – Ed. Perspectiva (R$ 19,75 na Cia dos Livros)
A verdade sobre os Incas – Roselis Von Sass – Ed. Ordem do Graal na Terra (R$ 29 na Livraria Cultura)
Vestindo os nus: o figurino em cena – Rosane Muniz – Senac RJ (R$ 34,30 na FNAC)
Vítimas da moda? Como a criamos, por que a seguimos – Guillaume Erner – Senac SP (R$ 29,40 na FNAC)
Vivienne Westwood – Claire Wilcox – Harry n Abrams (R$ 87,50 na Livraria Cultura)
Vivienne Westwood Biography – Jane Mulvagh – HarperCollins UK (R$ 112,14 na Livraria Cultura)
X da Questão: o sujeito à flor da pele – Edgar Morin – ArtMed (R$ 33,18 na Cia dos Livros)
fonte: http://djoh.wordpress.com/2008/03/16/a-grande-lista-dos-livros-que-o-jorge-ainda-quer/
À meia luz – cinema e sexualidade nos anos 70 – Paulo Menezes – Editora 34 (R$ 28,50 na Arte Pau Brasil)
Alhos e safiras: a vida secreta de uma crítica de gastronomia – Ruth Reichl – Ed. Objetiva (R$ 36,58 na Cia dos Livros)
Amor, poesia, sabedoria – Edgar Morin – Bertrand Brasil (R$ 16,10 na FNAC)
O anti-semitismo na Era Vargas: fantasmas de uma geração (1930 – 1945) – Maria Luiza Tucci Carneiro – Ed. Perspectiva (R$ 51,35 na Cia dos Livros)
Antologia – Adília Lopes – CosacNaify / 7Letras (R$ 28 no Submarino)
Atrás das linhas inimigas do meu amor – Leonard Cohen – 7Letras (R$ 33 na Saraiva)
Balzac e a costureirinha chinesa – Dai Sijie – Alfaguara Objetiva (R$ 20,30 na FNAC)
Bastidores de Hollywood: a influência exercida por gays e lésbicas no cinema 1940-1969 – William J. Mann (R$ 40,80 na Livraria Melhoramentos)
“Beat” Takeshi Kitano – Takeshi Kitano – Tadao Press (US$ 25,74 na Amazon)
Beat Takeshi vs Takeshi Kitano – Casio Abe, Saisuke Miyao e Takeshi Kitano – Muae Publishing (US$ 19,86 na Amazon)
As benevolentes – Jonathan Littell – Alfaguara Objetiva (R$ 55,90 na FNAC)
A bomba informática – Paul Virilio – Estação Liberdade (R$ 28,40 na Livraria Galileu)
Born to be gay: história da homossexualidade – William Naphy – Edições 70 (R$ 81 no Submarino)
Boy – Takeshi Kitano – Vertical (US$ 13,46 na Amazon)
O Brasil na moda – Paulo Borges, Giovanni Bianco, João Carrascosa – Caras (R$ 99 na FNAC)
Caçando carneiros – Haruki Murakami – Estação Liberdade (R$ 36 na Cia dos Livros)
Caminhos da China – John Pomfret – Ed. Landscape (R$ 35,92 na Laselva)
Cassandra – Christa Wolf – Estação Liberdade (R$ 34,40 na Cia dos Livros)
As cidades invisíveis – Ítalo Calvino – Cia das Letras (R$ 25,60 na Livraria Melhoramentos)
O cinema americano dos anos 30 – Oliver Rene Veillon – Ed. Martins Fontes (R$ 31,05 na Arte Pau Brasil)
O cinema americano dos anos 50 – Oliver Rene Veillon – Ed. Martins Fontes (R$ 28,98 na Maremoto)
O cinema segundo François Truffaut – François Truffaut – Ed. Nova Fronteira (R$ 40,18 na Livraria Melhoramentos)
Clarice Lispector com a ponta dos dedos – Vilma Areas – Cia das Letras (R$ 26,90 na FNAC)
Cleópatra: histórias, sonhos e distorções – Lucy Hughes-Hallett – Ed. Record (R$ 42,70 na FNAC)
Cobras e lagartos – Josmar Jozino – Ed. Objetiva (R$ 35,92 no Submarino)
Cock & Bull: histórias para boi dormir – Will Self – Geração Editorial (R$ 9,90 na Saraiva)
Como vivem os mortos – Will Self – Alfaguara Objetiva (R$ 37,36 na Cia dos Livros)
Como viver junto – Roland Barthes – Ed. Martins Fontes (R$ 37,50 na FNAC)
Conclave – Roberto Pazzi – Alfaguara Objetiva (R$ 31,12 na Cia dos Livros)
Correio do tempo – Mario Benedetti – Alfaguara Objetiva (R$ 20,80 na Saraiva)
O crisântemo e a espada: padrões da cultura japonesa – Ruth Benedict – Ed. Perspectiva (R$ 18,35 na Cia dos Livros)
De Berlim a Jerusalém: recordações da juventude – Gershom Sholem – Ed. Perspectiva (R$ 20,80 na Livraria Martins Fontes)
O desafio do Islã e outros desafios – Roberto Romano – Ed. Perspectiva (R$ 36,34 na Cia dos Livros)
Os deuses da Grécia – Walter Friedrich Otto – Ed. Odysseus (R$ 25,44 na Cia dos Livros)
Diabo guardião – Xavier Velasco – Alfaguara Objetiva (R$ 41,90 na FNAC)
Ditos e escritos, volume V: ética, sexualidade, política – Michel Foucault – Ed. Forense Universitária (R$ 59,25 na Cia dos Livros)
Do amor – Stendhal - L&PM (R$ 12,60 na FNAC)
Doença como metáfora; AIDS e suas metáforas – Susan Sontag – Cia das Letras (R$ 12,90 na FNAC)
Dom Sebastião no Brasil: fatos da cultura e da comunicação em tempo-espaço – Marcio Onório de Godoy – Ed. Perspectiva (R$ 19,75 na Cia dos Livros)
Dorival Caymmi: o mar e o tempo – Stella Caymmi – Ed. 34 (R$ 61,50 na Cia dos Livros)
As egípcias: retratos de mulheres do Egito – Christian Jacq – Ed. Bertrand Brasil (R$ 34,30 na FNAC)
Egito dos Faraós – Airton Ortiz – Ed. Record (R$ 28,44 na Cia dos Livros)
Em busca do Egito esquecido – Jea Vercoutter – Ed. Objetiva (R$ 28,08 na Cia dos Livros)
Enciclopédia do Cinema Brasileiro – Ramos, Miranda – Senac SP (R$ 96,75 na Academia do Livro)
A Era Chanel – Edmonde Charles-Roux – CosacNaify (R$ 89,40 na Cia dos Livros)
Erec e Enide – Manuel Vazquez Montalban – Alfaguara Objetiva (R$ 25,10 na FNAC)
A estrada – Cormac McCarthy – Alfaguara Objetiva (R$ 23,10 na Cia dos Livros)
As estrelas – mito e sedução no cinema – Edgar Morin – Ed. José Olympio (R$ 15,20 na Academia do Livro)
Eu e tu – Martin Buber – Ed. Centauro (R$ 31,60 na Cia dos Livros)
Eu; Fellini – Charlote Chandler – Ed. Record (R$ 54,90 na Saraiva)
Eu não sou cachorro, não – Paulo César de Araújo – Ed. Record / RCB (R$ 38,18 na Arte Pau Brasil)
Eu te darei o céu e outras promessas dos anos 60 – Ivana Arruda Leite – Ed. 34 (R$ 20,50 na Melhoramentos)
Fashion cultures: theories, explorations and analysis – Stella Bruzzi e Pamela Church Gibson – Routledge (US$ 34,40 na Amazon)
Fashion-ology: and introduction to fashion studies – Yuniya Kawamura – Berg Publishers (US$ 24,95 na Amazon)
Fazer um filme – Federico Fellini – Civilização Brasileira (R$ 32,39 na Cia dos Livros)
Fetiche – Valerie Steele – Ed. Rocco (R$ 45,03 na Cia dos Livros)
Filho da revolução: minha infância na Cuba de Fidel Castro – Luis Manuel Garcia – Ed. Landscape (R$ 27,22 na Cia dos Livros)
François Truffaut: uma biografia – Serge Toubiana e Antoine de Baecque – Ed. Record (R$ 62,41 na Cia dos Livros)
Frescos trópicos: fontes sobre homossexualidade masculina no Brasil – James N. Green e Ronald Polito – Ed. José Olympio (R$ 18,90 na FNAC)
Gente de cinema: Woody Allen – Neusa Barbosa – Ed. Papagaio (R$ 24 na Cia dos Livros)
Os grandes símios – Will Self – Alfaguara Objetiva (R$ 46,72 na Cia dos Livros)
Granta em português: os melhores jovens escritores norte-americanos – vários – Alfaguara Objetiva (R$ 31,10 na Cia dos Livros)
Gueixa – Liza Dalby – Ed. Objetiva (R$ 32,80 na FNAC)
História da alimentação – Jean-Louis Flandrin e Massimo Montanari – Estação Liberdade (R$ 110 no Submarino)
A história da alimentação no Brasil – Luis da Câmara Cascudo – Ed. Global (R$ 78,90 na Saraiva)
História da Grécia 1: Antiguidade Clássica – Mario Giordani – Ed. Vozes (R$ 57,10 na FNAC)
História da loucura – Michel Foucault – Ed. Perspectiva (R$ 29,90 na Cia dos Livros)
A história de nossos gestos – Luis da Câmara Cascudo – Ed. Global (R$ 36,57 na Cia dos Livros)
A história maravilhosa dos Maias – Affonso Varzea – Ed. Nacional (R$ 22,90 na Saraiva)
História sexual da MPB – Rodrigo Faour – Ed. Record (R$ 49,40 na FNAC)
Hitchcock por Hitchcock – Sydnei Gottlieb – Ed. Imago (R$ 53,38 na Cia dos Livros)
Hollywood 1936 – Blaise Cendrars – Ed. Brasiliense (R$ 19,33 na Cia dos Livros)
Holocausto: uma história – Debórah Dwork e Robert Jan van Pelt – Ed. Imago (R$ 58,22 na Livraria Melhoramentos)
A homossexualidade na Grécia Antiga – Kenneth J. Dover – Ed. Nova Alexandria (R$ 45,50 na FNAC)
Homossexualidade: uma história – Collin Spencer – Ed. Record (R$ 61 na FNAC)
Howard Hughes em Hollywood – Tony Thomas – Ed. Frente (R$ 24,19 na Livraria Melhoramentos)
Ilusões perdidas – Balzac – Cia das Letras (R$ 18,17 na Cia dos Livros)
Os Incas 1: a princesa do sol – Antoine B. Daniel – Ed. Objetiva (R$ 31,40 na FNAC)
Os Incas 2: o ouro de Cuzco – Antoine B. Daniel – Ed. Objetiva (R$ 32,10 na FNAC)
Incidentes – Roland Barthes – Ed. Martins Fontes (R$ 23,63 na Arte Pau Brasil)
The japanese revolution in Paris fashion – Yuniya Kawamura – Berg Publishers (US$ 29,95 na Amazon)
Jesus – Juanribe Pagliarin – Ed. Landscape (R$ 18,72 na Cia dos Livros)
Jules e Jim: o roteiro, o romance – Henri-Pierre Roche e François Truffaut – Ed. Jorge Zahar (R$ 36,19 na Artepaubrasil)
Kafka à beira mar – Haruki Murakami – Alfaguara Objetiva (R$ 43,90 na FNAC)
O livro dos seres imaginários – Jorge Luis Borges – Ed. Globo (R$ 22,80 na Cia dos Livros)
Lógica do sentido – Gilles Deleuze – Ed. Perspectiva (R$ 24,15 na Cia dos Livros)
Manicômios, prisões e conventos – Erving Goffman – Ed. Perspectiva (R$ 26,66 na BestBooks)
Marilyn: as últimas sessões – Michel Schneider – Alfaguara Objetiva (R$ 42,90 na Saraiva)
Mario Reis – o fino do samba – Luis Antonio Giron – Ed. 34 (R$ 30,34 na Melhoramentos)
Medeamaterial e outros textos – Heiner Muller – Ed. Paz e Terra (R$ 26,86 na Cia dos Livros)
Mefistófoles e o andrógino – Mircea Eliade – Ed. Martins Fontes (R$ 30,29 na Cia dos Livros)
Minha idéia de diversão: um romance profilático – Will Self – Geração Editorial (R$ 25,50 na Artepaubrasil)
O mito – K. K. Ruthven – Ed. Perspectiva (R$ 20,54 na Cia dos Livros)
Mito e realidade – Mircea Eliade – Ed. Perspectiva (R$ 19 na Cia dos Livros)
Mitologias – Roland Barthes – Bertrand do Brasil (R$ 25,20 na Arte Pau Brasil)
A moda como ela é – Márcia Disitzer e Silvia Vieira – Senac RJ (R$ 36,30 na FNAC)
Moda contemporânea: quatro ou cinco conexões possíveis – Cristiane Mesquita – Anhembi Morumbi (R$ 15,40 na FNAC)
A morte da tragédia – George Steiner – Ed. Perspectiva (R$ 35,55 na Cia dos Livros)
Mouros, franceses e judeus: três presenças no Brasil – Luis da Câmara Cascudo – Ed. Perspectiva (R$ 15,80 na Cia dos Livros)
Mundo, homem, arte em crise – Mario Pedrosa – Ed. Perspectiva (R$ 20 na Saraiva)
Música para camaleões – Truman Capote – Cia das Letras (R$ 36,19 na Artepaubrasil)
Nefertite: amor, poder e traição no Antigo Egito – Jacqueline Dauxois – Geração Editorial (R$ 29, 93 na Artepaubrasil)
Nenhuma paixão desperdiçada – George Steiner – Ed. Record (R$ 38,71 na Cia dos Livros)
Ninguém é perfeito: Billy Wilder, uma biografia pessoal – Charlotte Chandler – Ed. Landscape (R$ 9,90 na Cia dos Livros)
O que a Bíblia realmente diz sobre a homossexualidade – Daniel Helminiak – Ed. GLS (R$ 23,07 na Cia dos Livros)
Onde andará Dulce Veiga? – Caio Fernando Abreu – Ed. AGIR (R$ 27,93 na Academia do Livro)
A outra face de Hollywood: filme B – A. C. Gomes de Mattos – Ed. Rocco (R$ 22,12 na Cia dos Livros)
Panamérica – José Agrippino de Paula – Ed. Papagaio (R$ 20 na Cia dos Livros)
Para compreender o Islã – Frithjof Schuon – Ed. Best Seller (R$ 23,62 na Cia dos Livros)
Para uma crítica do presente – Irene Cardoso – Ed. 34 (R$ 28,50 na Arte Pau Brasil)
Paris Fashion: a cultural history – Valerie Steele – Berg Publishers (US$ 22,85, usado, na Amazon)
Pessach: a travessia – Carlos Heitor Cony – Cia das Letras (R$ 16 na Livraria Martins Fontes)
Os piratas mais perversos da história – Shelley Klein – Ed. Planeta (R$ 27,90 na FNAC)
Popul Vuh: o livro das criações dos Maias - Luiz Galdino – Ed. Cortez (R$ 20,41 na Cia dos Livros)
O prazer dos olhos: textos sobre o cinema – François Truffaut – Ed. Jorge Zahar (R$ 33,88 na Artepaubrasil)
Primeiro amor – Samuel Beckett – CosacNaify (R$ 22,40 na FNAC)
Produção estética: notas sobre roupas, sujeitos e modos de vida - Rosane Preciosa – Anhembi Morumbi (R$ 16,60 na Cia dos Livros)
Quant by Quant – Mary Quant – Ballantine Mod Books (US$ 54,73, usado, na Amazon)
Quarteto – Manuel Vazquez Montalban – Ed. Objetiva (R$ 18,10 na FNAC)
Questão de ênfase – Susan Sontag – Cia das Letras (R$ 39,90 na FNAC)
As religiões do Antigo Egito: deuses, mitos e rituais domésticos – Byron E. Shafer (R$ 35,02 na Cia dos Livros)
Retórica das paixões – Aristóteles – Ed. Martins Fontes (R$ 20,50 na FNAC)
Rilke Shake – Angélica Freitas – CosacNaify / 7Letras (R$ 18,20 na FNAC)
Rosario Tijeras – Jorge Franco – Alfaguara Objetiva (R$ 20,20 na FNAC)
A roupa e a moda – uma história concisa – James Laver – Cia das Letras (R$ 46,90 na FNAC)
A saga dos cristãos novos – Joseph Eskenazi Pernidji – Ed. Imago (R$ 32,97 na Cia dos Livros)
Sentido das raças – Frithjof Schuon – Ed. Ibrasa (R$ 20,50 na Cia dos Livros)
Sobre comunidade – Martin Buber – Ed. Perspectiva (R$ 20 na Livraria Cultura)
A sucessão no Vaticano: os bastidores da morte de João Paulo II e a eleição de Bento XVI – Wellington Miareli Mesquita – Ed. Landscape (R$ 18,72 na Cia dos Livros)
Superstição no Brasil – Luis da Câmara Cascudo – Ed. Global (R$ 49,29 na Cia dos Livros)
Teatro completo – Qorpo Santo – Ed. Iluminuras (R$ 41,87 na Cia dos Livros)
Trata-me Leão – Hamilton Vaz Pereira – Ed. Objetiva (R$ 25,80 na FNAC)
Travessia de verão – Truman Capote – Alfaguara Objetiva (R$ 22,30 na FNAC)
O tupi e o alaúde – uma interpretação de Macunaíma – Gilda de Mello e Souza – Ed. 34 (R$ 18,04 na Melhoramentos)
Tutancâmon – Andrew Collins e Chris Ogilvie-Herald – Ed. Landscape (R$ 38,22 na Cia dos Livros)
Uma aprendizagem ou O livro dos prazeres – Clarice Lispector – Ed. Rocco (R$ 20 na Livraria Galileu)
Unissexo: a dessexualização na vida americana – Charles E. Winick – Ed. Perspectiva (R$ 17,38 na Cia dos Livros)
O veneno da serpente – Maria Luiza Tucci Carneiro – Ed. Perspectiva (R$ 19,75 na Cia dos Livros)
A verdade sobre os Incas – Roselis Von Sass – Ed. Ordem do Graal na Terra (R$ 29 na Livraria Cultura)
Vestindo os nus: o figurino em cena – Rosane Muniz – Senac RJ (R$ 34,30 na FNAC)
Vítimas da moda? Como a criamos, por que a seguimos – Guillaume Erner – Senac SP (R$ 29,40 na FNAC)
Vivienne Westwood – Claire Wilcox – Harry n Abrams (R$ 87,50 na Livraria Cultura)
Vivienne Westwood Biography – Jane Mulvagh – HarperCollins UK (R$ 112,14 na Livraria Cultura)
X da Questão: o sujeito à flor da pele – Edgar Morin – ArtMed (R$ 33,18 na Cia dos Livros)
quinta-feira, 21 de maio de 2009
terça-feira, 19 de maio de 2009
ROBERT MAPPLETHORPE (1946-1989) BIO 2

A exposição desse polêmico fotógrafo norte-americano, com 209 retratos, auto-retratos e cenas de sadomasoquismo homossexual, em abril de 1997, foi a terceira mais visitada da história do Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM).
Desde a sua estréia, a exposição recebeu cerca de 25 mil visitantes, quase o dobro do público de 14 mil pessoas da mostra do pintor brasileiro Cândido Portinari, um dos mais populares do país, em 1996.
Suas fotografias de composições clássicas e sofisticadas, suas naturezas mortas refinadas e suas imagens da sexualidade explícita do universo sadomasoquista, despertaram tanto a idolatria quanto a fúria da sociedade norte-americana...
Talvez seja principalmente conhecido por suas fotografias de nu e sua maneira controversa de abordar o erotismo. Outros temas comuns, são seus retratos e a natureza morta. Algo que predomina em toda sua obra é a pulcritud da imagem e o perfeccionismo técnico. Fez auto retrato vestido de mulher, nu masculino. Foi homossexual. Um dos mais controvertidos fotógrafos contemporâneos.
Suas fotografias de composições clássicas e sofisticadas, suas naturezas mortas refinadas e suas imagens da sexualidade explícita do universo sadomasoquista, despertaram tanto a idolatria quanto a fúria da sociedade norte-americana.
A partir dos anos 80 o fotógrafo passa a refinar seu trabalho a nível técnico e estético, produzindo imagens explorando o nu artístico sob uma ótica clássica e composição purista, still life de flores e portrait de personalidades do meio artístico e cultural. São desta fase algumas de suas fotos mais marcantes de homossexuais em rituais sadomasoquistas, muitas das quais foram proibidas de serem expostas nos EUA.
Nascido em 4/11/46, Robert foi o terceiro filho de uma família pobre dos subúrbios de Nova Iorque. Estudou arte no Pratt Institute do Brooklyn e suas primeiras fotografias foram feitas na década de 70 com uma polaroid.
Ele queria ser, na verdade, um artista plástico e encontrou na fotografia a maneira perfeita para expressar suas inquietações artísticas.
Na segunda metade dos anos 70 começa a produzir fotos com uma médio formato Hasselblad e prepara duas mostras simultâneas, pesquisando novos materiais, processos de impressão e formas de apresentação de suas criações.
A partir dos anos 80 o fotógrafo passa a refinar seu trabalho a nível técnico e estético, produzindo imagens explorando o nu artístico sob uma ótica clássica e composição purista, still life de flores e portrait de personalidades do meio artístico e cultural.
São desta fase algumas de suas fotos mais marcantes de homossexuais em rituais sadomasoquistas, muitas das quais foram proibidas de serem expostas nos EUA. Mapplethorpe morreu em 1989, vítima de uma infecção pelo vírus da aids.
Robert Mapplethorpe foi um dos aristas que mais causou polêmicas nos anos 80. Desde sua morte, suas fotografias foram varias vezes denunciadas no Senado Norte Americano, provocando processos e julgamentos em torno de obcenidade e pornografia.
Sua estória pode ser resumida como, um rapaz que rompeu com uma formação católica rigorosa em Queens (NY), e passou a explorar um universo homosexual e sadomasoquista nos anos 70 e 80 em Nova Yorque.
Suas últimas fotografias são basicamente divididas em dois grupos, o corpo humano e flores, sendo que as fotografias de flores e arranjos florais fazem clara referência à sexualidade.
Após sua morte, em 1989, aos 42 anos, e em consequência da AIDS, Mapplethorpe teve seu último livro cassado, proibído, retirado de bibliotecas e centros culturais, criando uma das maiores e mais recentes controvércias sobre a liberdade de expressão nos EUA.
Hoje, seu trabalho já pode ser visto em galerias e museus, mas sempre com certas restrições...
Robert Mapplethorpe BIO 1

Robert Mapplethorpe (4 de Novembro, 1946 – 9 de Março, 1989) foi um fotógrafo americano que se define por grande rigor em todos os aspectos da sua obra, criativos ou técnicos.
Conhecido como o documentarista da cena sadomasoquista gay, Mapplethorpe percorreu um longo caminho entre sua infância no Queens, Nova Iorque, até o submundo GLS mais radical. Se sua vida teve vários desvios, sua arte teve vários caminhos. Mas foi na fotografia que este homem dúbio e incansável se afirmou. Frequentador de bares leather, era capaz de circular também na alta roda social.
Expoente da Pop Art, retratou em suas fotos seus contemporâneos, como Andy Warhol, David Hockney e Patti Smith, com quem teve uma relação conturbada: ambos eram bissexuais.
Seu maior caso de amor foi com Sam Wagstaff, que apoiou sua carreira, inclusive financeiramente, o que não quer dizer que Mapplethorpe se satisfizesse com ele. Em suas saídas, sempre voltava para casa com alguém e, caso este também não o satisfizesse, ele voltava aos bares e começava tudo de novo. Era louco em suas aventuras sexuais e tinha manias: usar caveira como símbolo, dormir em uma gaiola gigante, com lençóis pretos na cama. Tudo isso adquiriu um aspecto trágico ao descobrir que tinha AIDS. E todas as suas vivências se refletiram de forma inequívoca em sua arte, em uma tal extensão que muitos de seus trabalhos são até hoje impedidos de ser exibidos .
Seu auge como artista ocorreu na década de 1980: de uma hora para outra, era citado em todos os lugares. Seus clientes incluíam famosos de Hollywood e membros da nobreza européia.
www.wikipedia.com
sábado, 16 de maio de 2009
Mãe Má
As outras crianças comiam doces no café e nós tínhamos que comer cereais, ovos e torradas. As outras crianças bebiam refrigerante, comiam batatas fritas e sorvete no almoço e nós tínhamos que comer arroz, feijão, carne, legumes e frutas. E ela nos obrigava a jantar à mesa, bem diferente das outras mães que deixavam seus filhos comerem vendo televisão. Ela insistia em saber onde estávamos a toda hora (tocava nosso celular de madrugada e “fuçava” nos nossos e-mails). Era quase uma prisão. Mamãe tinha que saber quem eram nossos amigos e o que nós fazíamos com eles. Insistia que lhe disséssemos com quem íamos sair, mesmo que demorássemos apenas uma hora ou menos. Nós tínhamos vergonha de admitir, mas ela “violava as lei do trabalho infantil”. Nós tínhamos que tirar a louça da mesa, arrumar nossas bagunças, esvaziar o lixo e fazer todo esse tipo de trabalho que achávamos cruéis. Eu acho que ela nem dormia à noite, pensando em coisas para nos mandar fazer. Ela insistia sempre conosco para que lhe disséssemos sempre a verdade e apenas a verdade. E quando éramos adolescentes, ela até conseguia ler nossos pensamentos. A nossa vida era mesmo chata. Ela não deixava nossos amigos tocarem a buzina para que saíssemos, tinha que subir, bater á porta, para ela os conhecer. Enquanto todos podiam voltar tarde à noite, com 12 anos, tivemos que esperar pelos 16 para chegar um pouco mais tarde, e aquela chata levantava para saber se a festa foi boa só para ver como estávamos ao voltar.
Por causa da nossa mãe, nós perdemos imensas experiências da adolescência:
Nenhum de nós esteve envolvido com drogas, em roubo, em atos de vandalismo, em violação de propriedade, nem fomos presos por nenhum crime.
FOI TUDO POR CAUSA DELA.
Agora que já somos adultos, honestos e educados, estamos fazendo o nosso melhor para sermos “PAIS MAUS”, como minha mãe foi. EU ACHO QUE ESTE É UM DOS MALES DO MUNDO DE HOJE: NÃO HÁ SUFICIENTES MÃES MÁS.
Por causa da nossa mãe, nós perdemos imensas experiências da adolescência:
Nenhum de nós esteve envolvido com drogas, em roubo, em atos de vandalismo, em violação de propriedade, nem fomos presos por nenhum crime.
FOI TUDO POR CAUSA DELA.
Agora que já somos adultos, honestos e educados, estamos fazendo o nosso melhor para sermos “PAIS MAUS”, como minha mãe foi. EU ACHO QUE ESTE É UM DOS MALES DO MUNDO DE HOJE: NÃO HÁ SUFICIENTES MÃES MÁS.
quarta-feira, 13 de maio de 2009
O Perdão
"Perdoar os inimigos é pedir perdão para si próprio;
Perdoar aos amigos é dar-lhes uma prova de amizade;
Perdoar as ofensas é mostrar-se melhor do que era.
Perdoai, pois, meus amigos, a fim de que Deus vos perdoe..."
Cap. X.
O Evangelho Segundo o Espiritismo - Allan Kardec.
Perdoar aos amigos é dar-lhes uma prova de amizade;
Perdoar as ofensas é mostrar-se melhor do que era.
Perdoai, pois, meus amigos, a fim de que Deus vos perdoe..."
Cap. X.
O Evangelho Segundo o Espiritismo - Allan Kardec.
quarta-feira, 6 de maio de 2009
Consumo conciente!
14 pequenas atitudes para incentivar o consumo consciente em nossos pequenos. Para complementar nossas sugestões, convidamos uma visitante do Personare para opinar também e compartilhar outras dicas de como influenciar positivamente nossas crianças. Confiram:
1 Leve as crianças à feira e ao mercado e deixe-as “explorar” as frutas, verduras e legumes. Inventem receitas juntos, usando os alimentos que escolheram.
2 Sempre que possível, dê preferência a roupas e brinquedos ecológicos para as crianças. Lembre que seus filhos e sobrinhos serão os consumidores do futuro.
3 Combine troca-troca de roupas com amigos que possuem filhos em idades próximas. O que não serve mais para vocês pode ser muito útil para outros. Estimule a criança, ao ganhar um brinquedo de presente, a escolher um que não brinque mais para doar a quem precisa.
4 Façam passeios a bosques, florestas, praias. Deixe os pequenos andarem descalços, tocarem as árvores, respirarem o ar puro. Compartilhem as sensações.
5 No momento do banho, feche a torneira enquanto ensaboa a criança. Faça o mesmo quando estiver escovando os dentes e incentive-a a imitar você.
6 Lembre que mesmo em stand-by os aparelhos consomem energia. Ensine os pequenos a desligarem a TV ou o DVD quando não forem mais assistir. Dê o exemplo: não deixe vários eletrônicos ligados ao mesmo tempo.
7 Mantenha em seu carro ou bolsa uma embalagem para colocar o lixo. Ensine a criança a colocar o lixo nos coletores de reciclagem, separando orgânicos, metais, plásticos e papéis.
8 Sempre que puder, ao sair de casa, lembre de levar sua própria sacola, dessas de pano. Assim você evita usar sacolas plásticas.
9 Pense duas vezes antes de imprimir alguma coisa. Ensine as crianças a usarem os dois lados da folha ao desenhar. Também vale fazer bloquinhos para reaproveitar o verso de papéis usados.
10Combine com outros pais um rodízio para buscar as crianças na escola. Nos finais de semana, faça caminhadas ou passeios de bicicleta com os pequenos.
11 Seja uma mãe consciente. Naturalmente, seu filho repetirá o seu exemplo.
12 Dê prioridade. Com o ritmo louco moderno, a criação dos filhos vai ficando atrás do trabalho, do dinheiro e demais necessidades inventadas. Para criarmos seres humanos melhores para o mundo, devemos tomar um tempo para criá-los de maneira mais “personalizada” e menos “padronizada”.
13Seja criativa. Há alternativas baratas e sustentáveis para fabricação de brinquedos, de objetos de decoração, de alimentos saudáveis... É mais simples do que se imagina e muito prazeroso.
14 Não seja consumista. Isso tem a ver com os itens anteriores, mas vale reforçar. Além de correr o risco de mimar a criança com muitos bens materiais, ela raramente desenvolverá uma consciência crítica se tem como exemplo o consumo fácil e, muitas vezes, supérfluo.
ONDE PESQUISAR MAIS SOBRE O TEMA:
Blog Vida Verde - http://blogvidaverde.com.br/ Blog Viver Sustentável - http://viver-sustentavel.blogspot.com Blog O Futuro do Presente - http://ofuturodopresente.blogspot.com/
www.personare.com.br
1 Leve as crianças à feira e ao mercado e deixe-as “explorar” as frutas, verduras e legumes. Inventem receitas juntos, usando os alimentos que escolheram.
2 Sempre que possível, dê preferência a roupas e brinquedos ecológicos para as crianças. Lembre que seus filhos e sobrinhos serão os consumidores do futuro.
3 Combine troca-troca de roupas com amigos que possuem filhos em idades próximas. O que não serve mais para vocês pode ser muito útil para outros. Estimule a criança, ao ganhar um brinquedo de presente, a escolher um que não brinque mais para doar a quem precisa.
4 Façam passeios a bosques, florestas, praias. Deixe os pequenos andarem descalços, tocarem as árvores, respirarem o ar puro. Compartilhem as sensações.
5 No momento do banho, feche a torneira enquanto ensaboa a criança. Faça o mesmo quando estiver escovando os dentes e incentive-a a imitar você.
6 Lembre que mesmo em stand-by os aparelhos consomem energia. Ensine os pequenos a desligarem a TV ou o DVD quando não forem mais assistir. Dê o exemplo: não deixe vários eletrônicos ligados ao mesmo tempo.
7 Mantenha em seu carro ou bolsa uma embalagem para colocar o lixo. Ensine a criança a colocar o lixo nos coletores de reciclagem, separando orgânicos, metais, plásticos e papéis.
8 Sempre que puder, ao sair de casa, lembre de levar sua própria sacola, dessas de pano. Assim você evita usar sacolas plásticas.
9 Pense duas vezes antes de imprimir alguma coisa. Ensine as crianças a usarem os dois lados da folha ao desenhar. Também vale fazer bloquinhos para reaproveitar o verso de papéis usados.
10Combine com outros pais um rodízio para buscar as crianças na escola. Nos finais de semana, faça caminhadas ou passeios de bicicleta com os pequenos.
11 Seja uma mãe consciente. Naturalmente, seu filho repetirá o seu exemplo.
12 Dê prioridade. Com o ritmo louco moderno, a criação dos filhos vai ficando atrás do trabalho, do dinheiro e demais necessidades inventadas. Para criarmos seres humanos melhores para o mundo, devemos tomar um tempo para criá-los de maneira mais “personalizada” e menos “padronizada”.
13Seja criativa. Há alternativas baratas e sustentáveis para fabricação de brinquedos, de objetos de decoração, de alimentos saudáveis... É mais simples do que se imagina e muito prazeroso.
14 Não seja consumista. Isso tem a ver com os itens anteriores, mas vale reforçar. Além de correr o risco de mimar a criança com muitos bens materiais, ela raramente desenvolverá uma consciência crítica se tem como exemplo o consumo fácil e, muitas vezes, supérfluo.
ONDE PESQUISAR MAIS SOBRE O TEMA:
Blog Vida Verde - http://blogvidaverde.com.br/ Blog Viver Sustentável - http://viver-sustentavel.blogspot.com Blog O Futuro do Presente - http://ofuturodopresente.blogspot.com/
www.personare.com.br
Transforme problemas em soluções
Aprenda a viver no agora e livre-se de sentimentos desagradáveis
Focar-se no momento presente pode parecer difícil, mas você pode começar observando seus pensamentos e sentimentos. Veja outras dicas simples:
Quando sentir qualquer tipo de mal-estar - irritação, raiva, tristeza, cansaço, preguiça - preste atenção em sua respiração, ouvindo-a e sentindo-a. Isto ajuda a manter-se presente no agora.
Mantenha total atenção ao que está fazendo, seja qual for a atividade.
Sempre que se der conta de um problema, pense no que pode fazer agora, evitando projetá-lo no passado ou no futuro.
Observe quais lições aprendeu com o passado e, com base nesses aprendizados, perceba de que maneira pode projetar um futuro diferente e mais positivo.
PARA CONTINUAR REFLETINDO SOBRE O TEMA
Livro O Poder do Agora, de Eckhart Tolle. Editora Sextante.224 páginas
www.personare.com.br
Focar-se no momento presente pode parecer difícil, mas você pode começar observando seus pensamentos e sentimentos. Veja outras dicas simples:
Quando sentir qualquer tipo de mal-estar - irritação, raiva, tristeza, cansaço, preguiça - preste atenção em sua respiração, ouvindo-a e sentindo-a. Isto ajuda a manter-se presente no agora.
Mantenha total atenção ao que está fazendo, seja qual for a atividade.
Sempre que se der conta de um problema, pense no que pode fazer agora, evitando projetá-lo no passado ou no futuro.
Observe quais lições aprendeu com o passado e, com base nesses aprendizados, perceba de que maneira pode projetar um futuro diferente e mais positivo.
PARA CONTINUAR REFLETINDO SOBRE O TEMA
Livro O Poder do Agora, de Eckhart Tolle. Editora Sextante.224 páginas
www.personare.com.br
terça-feira, 28 de abril de 2009
segunda-feira, 27 de abril de 2009
Mas o que é Desenvolvimento Regional Sustentável?
É o desenvolvimento econômico capaz de gerar riquezas e melhorias da qualidade de vida, enquanto promove o equilíbrio social e respeita o meio ambiente. Busca satisfazer as demandas presentes sem comprometer a capacidade das gerações futuras de suprir suas próprias necessidades. Ou seja, trata as soluções com visão de médio e longo prazo.
We all want it. We all do it!!!!!
Fonte: www.pnud.org
segunda-feira, 6 de abril de 2009
Paradas Gays 2009
Confira a lista dos eventos que já tem data:
www.mixbrasil.com.br
25/01 - Santo Antonio de Jesus (BA): 1ª Caminhada Rosa de Santo Antonio de Jesus
27/01- Parnaíba (PI): Campanha de Divulgação; Festa de Lançamento da 2ª Parada; Miss Gay do Carnaval; Seminário da Diversidade
13/02 – Uberlândia (MG): 1º Concurso Rainha e Princesa Travesti e Príncipe Gay Escola de Samba Unidos do Chatão
20/02 - Cabo Frio (RJ): Carnaval Gay 2009
21/02 - São João Del Rei (MG): Carnaval - Bloco Sem Preconceito
21/02 – Joinville (SC): Ala da Diversidade
22/02 - Natal (RN): Bloco Sem Preconceito Eu Vou
22/02 - Ouro Preto (MG): Parada LGBTS 2009
23/02 – Parnaíba (PI): 2ª Parada da Diversidade de Parnaíba
23/02 – Brasília (DF): Bloco do Beijo Livre
22/03 – Abaetetuba (PA): 1º Torneio GLS: Futsal; Handebol; Vôlei e Queimada.
02/04 – Recife (PE): Recfest 2009 - 5º Festival Cultural
05/04 - Abaetetuba (PA): 1ª Parada LGBTT
19/04 - Rio Novo (MG): 2ª Parada LGBT
17/05 - São Gabriel da Palha (ES): 2º Manifesto LGBT
06/2009 – Itajaí (SC): 3ª Parada do Orgulho Gay (data a confirmar)
07/06 - Brasília (DF): Parada LGBT do Distrito Federal
07/06 – Oeiras (PI): 1ª Parada da Igualdade de Oeiras
14/06 - São Paulo (SP): XIII Parada do Orgulho LGBT de São Paulo
21/06 - Nova Iguaçu (RJ): 6ª Parada LGBT de Nova Iguaçu
22/06 – Alfenas (MG): V Semana Sul Mineira da Diversidade Sexual
22/06 - Joinville (SC): Semana da Diversidade
26/06 - Juazeiro do Norte (CE): 7ª Parada Gay da Região do Cariri
28/06 - Ribeirão Preto (SP): 5ª Parada Gay de Ribeirão Preto
28/06 - Alfenas (MG): VI Parada do Orgulho LGBTT do Sul de Minas
28/06 - Porto Alegre (RS): Mini-Parada do Desobedeça
28/06 - Avaré (SP): Parada da Solidariedade
27/06 – Guarulhos (SP): 4ª Edição da Parada do Orgulho Gay Guarulhos
28/06 - Joinville (SC): 1ª Diversidade Joinville
03/07 - Juazeiro do Norte (CE): Parada: Por um Cariri sem Homofobia, Mais Cidadania
18/07 - Picos (PI): III Parada da Igualdade Macro Região de Picos
19/07 - Bebedouro (SP): III Parada da Diversidade de Bebedouro
19/07 - Codó (MA): 1ª Parada da Diversidade Sexual de Codó
23/07 - Pacatuba (CE): Semana - reuniões e palestras nas escolas (23 a 26 de junho)
26/07 – Pacatuba (CE): Parada Gay
26/07 - Sobradinho (DF): 1ª Parada LGBT
26/07 - Betim (MG) 8ª Parada Gay de Betim
27/07 - São José do Rio Preto (SP): IX Parada GLSBT de São José do Rio Preto
02/08 - São Sebastião do Passé (BA): IV Parada pela Diversidade LGBTT
02/08 - Contagem (MG): Parada do Orgulho LGBT de Contagem
14/08 - Dourados (MS): V Parada da Diversidade AGLTB
16/08 - Taguatinga (DF): 4ª Parada LGBT
19/08 - São João del Rei (MG): II Semana da Diversidade Sexual da Região das Vertentes
23/08 - Itaúna (MG): 6ª Parada LGBT de Itaúna
23/08 - São João del Rei (MG): II Parada do Orgulho de Lésbicas, Gays. Bissexuais, Travestis, Transexuais e Simpatizantes da Região das Vertentes
28/08 - Cabo de Santo Agostinho (PE): 7ª Semana da Diversidade
29/08 - Natal (RN): 2ª Caminhada de Lésbicas de Natal / Seminário de Lésbicas
30/08 - Feira de Santana (BA): 8ª Parada Gay de Feira de Santana
01/09 - Cabo Frio (RJ): 6º Cabo Free - Encontro de Cultura LGBT de Cabo Frio
01/09 - Uberlândia (MG): 5ª Semana Cultural do Orgulho LGBT
06/09 - Cabo de Santo Agostinho (PE): 7ª Parada LGBT
06/09 - Camaçari (BA): 8ª Parada Gay de Camaçari
06/09 - Cabo Frio (RJ): 5ª Parada do Orgulho LGBT de Cabo Frio
06/09 - Divinópolis (MG): 6ª Parada do Orgulho LGBT
13/09 - Boa Vista (RR): 8ª Parada pela Diversidade Sexual de Boa Vista
13/09 - Salvador (BA): IX Parada Gay
13/09 - Paço do Lumiar (MA): III Parada do Orgulho LGBT de Paço do Lumiar
13/09 - Uberlândia (MG): 8ª Parada do Orgulho LGBT
20/09 - Nova Iguaçu / Cabuçu (RJ): 2ª Parada LGBTS de Cabuçu
20/09 - Simões Filho (BA): 5ª Parada Gay de Simões Filho
20/09 - Lauro de Freitas (BA): 4ª Parada do Orgulho LGBT
26/09 - Olímpia (SP): III Parada GLSBT de Olímpia
26/09 - Recanto das Emas (DF): 2ª Parada LGBT
27/09 - Curitiba (PR): 12ª Parada da Diversidade de Curitiba e 1ª LAC Pride - Parada da América Latina e do Caribe
27/09 - Ilhéus (BA): V Parada Gay de Ilhéus
25/10 – Ipatinga (MG): 3ª Parada do Orgulho LGBTTS Vale do Aço
15/11 - Catanduva (SP): II Parada da Diversidade
www.mixbrasil.com.br
25/01 - Santo Antonio de Jesus (BA): 1ª Caminhada Rosa de Santo Antonio de Jesus
27/01- Parnaíba (PI): Campanha de Divulgação; Festa de Lançamento da 2ª Parada; Miss Gay do Carnaval; Seminário da Diversidade
13/02 – Uberlândia (MG): 1º Concurso Rainha e Princesa Travesti e Príncipe Gay Escola de Samba Unidos do Chatão
20/02 - Cabo Frio (RJ): Carnaval Gay 2009
21/02 - São João Del Rei (MG): Carnaval - Bloco Sem Preconceito
21/02 – Joinville (SC): Ala da Diversidade
22/02 - Natal (RN): Bloco Sem Preconceito Eu Vou
22/02 - Ouro Preto (MG): Parada LGBTS 2009
23/02 – Parnaíba (PI): 2ª Parada da Diversidade de Parnaíba
23/02 – Brasília (DF): Bloco do Beijo Livre
22/03 – Abaetetuba (PA): 1º Torneio GLS: Futsal; Handebol; Vôlei e Queimada.
02/04 – Recife (PE): Recfest 2009 - 5º Festival Cultural
05/04 - Abaetetuba (PA): 1ª Parada LGBTT
19/04 - Rio Novo (MG): 2ª Parada LGBT
17/05 - São Gabriel da Palha (ES): 2º Manifesto LGBT
06/2009 – Itajaí (SC): 3ª Parada do Orgulho Gay (data a confirmar)
07/06 - Brasília (DF): Parada LGBT do Distrito Federal
07/06 – Oeiras (PI): 1ª Parada da Igualdade de Oeiras
14/06 - São Paulo (SP): XIII Parada do Orgulho LGBT de São Paulo
21/06 - Nova Iguaçu (RJ): 6ª Parada LGBT de Nova Iguaçu
22/06 – Alfenas (MG): V Semana Sul Mineira da Diversidade Sexual
22/06 - Joinville (SC): Semana da Diversidade
26/06 - Juazeiro do Norte (CE): 7ª Parada Gay da Região do Cariri
28/06 - Ribeirão Preto (SP): 5ª Parada Gay de Ribeirão Preto
28/06 - Alfenas (MG): VI Parada do Orgulho LGBTT do Sul de Minas
28/06 - Porto Alegre (RS): Mini-Parada do Desobedeça
28/06 - Avaré (SP): Parada da Solidariedade
27/06 – Guarulhos (SP): 4ª Edição da Parada do Orgulho Gay Guarulhos
28/06 - Joinville (SC): 1ª Diversidade Joinville
03/07 - Juazeiro do Norte (CE): Parada: Por um Cariri sem Homofobia, Mais Cidadania
18/07 - Picos (PI): III Parada da Igualdade Macro Região de Picos
19/07 - Bebedouro (SP): III Parada da Diversidade de Bebedouro
19/07 - Codó (MA): 1ª Parada da Diversidade Sexual de Codó
23/07 - Pacatuba (CE): Semana - reuniões e palestras nas escolas (23 a 26 de junho)
26/07 – Pacatuba (CE): Parada Gay
26/07 - Sobradinho (DF): 1ª Parada LGBT
26/07 - Betim (MG) 8ª Parada Gay de Betim
27/07 - São José do Rio Preto (SP): IX Parada GLSBT de São José do Rio Preto
02/08 - São Sebastião do Passé (BA): IV Parada pela Diversidade LGBTT
02/08 - Contagem (MG): Parada do Orgulho LGBT de Contagem
14/08 - Dourados (MS): V Parada da Diversidade AGLTB
16/08 - Taguatinga (DF): 4ª Parada LGBT
19/08 - São João del Rei (MG): II Semana da Diversidade Sexual da Região das Vertentes
23/08 - Itaúna (MG): 6ª Parada LGBT de Itaúna
23/08 - São João del Rei (MG): II Parada do Orgulho de Lésbicas, Gays. Bissexuais, Travestis, Transexuais e Simpatizantes da Região das Vertentes
28/08 - Cabo de Santo Agostinho (PE): 7ª Semana da Diversidade
29/08 - Natal (RN): 2ª Caminhada de Lésbicas de Natal / Seminário de Lésbicas
30/08 - Feira de Santana (BA): 8ª Parada Gay de Feira de Santana
01/09 - Cabo Frio (RJ): 6º Cabo Free - Encontro de Cultura LGBT de Cabo Frio
01/09 - Uberlândia (MG): 5ª Semana Cultural do Orgulho LGBT
06/09 - Cabo de Santo Agostinho (PE): 7ª Parada LGBT
06/09 - Camaçari (BA): 8ª Parada Gay de Camaçari
06/09 - Cabo Frio (RJ): 5ª Parada do Orgulho LGBT de Cabo Frio
06/09 - Divinópolis (MG): 6ª Parada do Orgulho LGBT
13/09 - Boa Vista (RR): 8ª Parada pela Diversidade Sexual de Boa Vista
13/09 - Salvador (BA): IX Parada Gay
13/09 - Paço do Lumiar (MA): III Parada do Orgulho LGBT de Paço do Lumiar
13/09 - Uberlândia (MG): 8ª Parada do Orgulho LGBT
20/09 - Nova Iguaçu / Cabuçu (RJ): 2ª Parada LGBTS de Cabuçu
20/09 - Simões Filho (BA): 5ª Parada Gay de Simões Filho
20/09 - Lauro de Freitas (BA): 4ª Parada do Orgulho LGBT
26/09 - Olímpia (SP): III Parada GLSBT de Olímpia
26/09 - Recanto das Emas (DF): 2ª Parada LGBT
27/09 - Curitiba (PR): 12ª Parada da Diversidade de Curitiba e 1ª LAC Pride - Parada da América Latina e do Caribe
27/09 - Ilhéus (BA): V Parada Gay de Ilhéus
25/10 – Ipatinga (MG): 3ª Parada do Orgulho LGBTTS Vale do Aço
15/11 - Catanduva (SP): II Parada da Diversidade
Assinar:
Postagens (Atom)












