




Aforismos, Poesias, Textos literários e cientificos, Frases de Personalidades, Textos Proprios e muito mais!


É o desenvolvimento econômico capaz de gerar riquezas e melhorias da qualidade de vida, enquanto promove o equilíbrio social e respeita o meio ambiente. Busca satisfazer as demandas presentes sem comprometer a capacidade das gerações futuras de suprir suas próprias necessidades. Ou seja, trata as soluções com visão de médio e longo prazo.
We all want it. We all do it!!!!!
Fonte: www.pnud.org
Nos livros didáticos distribuídos pelo Ministério da Educação, a homossexualidade é ignorada |
Pesquisa realizada pela ONG Anis em parceria com a Universidade de Brasília (UnB) verificou que os livros didáticos distribuídos pelo Ministério da Educação (MEC) às escolas públicas ignoram a homossexualidade. A pesquisa foi financiada pelo Programa Nacional DST/Aids do Ministério da Saúde e feita nos últimos dois anos em 61 das 98 publicações de maior distribuição nos ensinos fundamental e médio.
A avaliação do conteúdo contou com a participação de juristas, sociólogos e pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP), Universidade Federal da Bahia (UFBA) e Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRS). O trabalho foi norteado por sete vertentes: sexo, gênero, família, diversidade social, diversidade sexual, reprodução biológica e doenças sexualmente transmissíveis. O resultado da pesquisa é decepcionante: os livros simplesmente ignoram a diversidade sexual.
Outro dado triste da pesquisa é em relação aos dicionários. Foram analisados 24 publicações e alguns deles traziam claros preceitos discriminatórios em seus verbetes. Um deles, ao dar sinônimos para o verbete "gay" usa as expressões "veado, homossexual, pederasta".
Como acontece todos os anos, o Mix tratou de elaborar uma listinha com as 24 personalidades que fizeram a diferença no mundo LGBT. São pessoas que deram a cara a tapa, saíram do armário ou defenderam a concessão de direitos civis aos gays. Veja nossos eleitos de 2008.
Barack Obama
O presidente eleito dos EUA prometeu que faria um governo para todos e, pelo menos até agora, está cumprindo. Citou nominalmente gays em seu primeiro discurso após a eleição e já tem sete membros do primeiro escalão que são homossexuais assumidos. Também já se declarou favorável à união civil e direitos iguais para LGBT.
Matthew Mitcham
O atleta australiano levou o namorado às Olimpíadas de Pequim e ganhou medalha de ouro em saltos ornamentais em plataforma de 10 metros. Era o único assumido dos Jogos e tornou-se um ícone do esporte lgbt mundial.
Lula
Apesar de até agora estar devendo a aprovação de direitos civis LGBT, Lula protagonizou o mais importante momento do movimento homossexual brasileiro até hoje. A presença do Presidente da República, acompanhado da primeira dama e outros ministros de estado, na abertura da Conferência GLBT, ocorrida em Brasília em junho deste ano. Mesmo sem grande repercussão pública do ocorrido, é um marco em nossa história.
Fernando Gabeira
Foi por pouco. Um dos políticos brasileiros mais identificados com a luta por direitos LGBT perdeu a eleição para prefeito do Rio de Janeiro por menos de 0,5%. Mas conseguiu mobilizar boa parte do conservador eleitorado carioca acostumado com evangélicos e homofóbicos, que chegaram a fazer campanha escusa chamando-o de maconheiro e viado.
Leo Krett
As eleições de 2008 tiveram um número recorde de candidatos gays, lésbicas e trans em todo Brasil. Foram mais de 50 candidatos mas apenas 4 se elegeram. O destaque ficou para Leo Krett, travesti e dançarina de axé, que foi o quarto vereador mais votado de Salvador.
Queen Latifah
2008 foi um ano cheio de personalidades que se assumiram. Todos já sabiam ou desconfiavam dela, mas a super estrela da música e cinema Queen Latifah saiu do armário em grande estilo e se casou com sua até então preparadora física e elas já anunciaram que querem adotar.
Príncipe Manvendra Singh Gohil
O príncipe herdeiro do trono de Rajpipla foi deserdado após se assumir gay – fato inédito na história das famílias reais da Índia. Mesmo assim no começo do ano ele anunciou que vai adotar uma criança para manter a linhagem.
Ney Matogrosso
Gato aos 67, esse ano lançou o álbum novo "Inclassificáveis" e a caixa Camaleão com seus discos remasterizados, fez uma turnê de sucesso, foi pela primeira vez premiado como ator nos festivais MixBrasil e de Brasília por sua atuação no curta "Depois de Tudo", protagonizou especial na Globo sobre Cazuza e ainda vai ter a música tema da próxima novela das oito.
Marina Lima
A cantora, símbolo sexual desde os anos 80 e que nunca foi muito de falar de sua vida pessoal, já havia assumido há tempos sua bissexualidade. Mas esse ano surpreendeu a todos ao revelar que sua primeira experiência lésbica foi aos 17 anos com Gal Costa.
Cyndi Lauper
A ultrasimpatizante cantora rodou o mundo com seu show True Colors promovendo direitos LGBT. Nos shows do Brasil usou bandeiras do arco-íris. Fofa.
Luciano Lupo
O primeiro Mr Gay Brasil começou o ano bem, tendo sido o mais votado entre os internautas na final internacional do Mr Gay International em Los Angeles e levado o título de Mr Popularidade. O publicitário matogrossense durante o ano estrelou campanhas publicitárias e foi o apresentador da Parada Gay de São Paulo para a Rede Tv!. O Mr Gay Brasil 2008 Marcos Gabrowski vem de Goiânia e foi eleito em setembro na grande final no Anhembi, em São Paulo, entre 18 candidatos de todo país. Vamos torcer para ele ter a mesma atuação de Lupo.
Paula Burlamaqui
João Emanuel Carneiro, autor de A Favorita, havia prometido que Catarina e Stela, personagens de Lilia Cabral e Paula Burlamaqui, formariam um casal lésbico. Até agora, no entanto, apenas Stela, cozinheira de mão cheia, se assumiu em grande estilo. Apesar de todo preconceito que vem sofrendo pelos habitantes da fictícia Triunfo, a questão de sua homossexualidade vem sendo discutida de forma séria e esclarecedora.
Regina Braga e Denise Weinberg
Não faltaram cenas de beijo e sexo entre Dora e Luli, protagonistas do seriado Alice. Um dos retratos mais bacanas de casais homossexuais da telefdramaturgia nacional . Pena que só passou na HBO. A tevê aberta brasileira nos deve um casal como esse.
Orkut Buyukkokten
O criador da mais popular rede de relacionamentos entre os brasileiros e que esteve no país esse ano, anunciou o casamento com seu companheiro Derek Holbrook.
Isis King
A primeira transexual finalista no American Next Top Model fez bonito e ficou entre as 10 primeiras.
Sérgio Cabral
Dentre todos os governadores o do Rio é o que mais vem fazendo para mostrar sua simpatia pela causa: discursou pela segunda vez na abertura da Parada Gay do Rio e já é o presidente de honra da Conferência Internacional da ILGA, que acontece na cidade maravilhosa em junho de 2010.
Netinho
O astro do axé assumiu em polêmica entrevista que é bissexual. Tem uma filha e já viveu amores tanto com homens quanto com mulheres. Foi bombardeado por militantes que achavam que ele deveria se assumir gay. Um caso retumbante do preconceito sofrido por bissexuais.
Harvey Milk
O político gay californiano assassinado nos anos 70 é tema de um dos filmes quentes do ano. Dirigido por Gus Van Sant, o filme tem como um dos destaques o beijo entre Sean Penn e o delicioso James Franco. O filme tem duas indicações ao Golden Globe de melhor filme e ator.
Douglas Drumond
O empresário mineiro radicado em São Paulo abriu a 269, maior sauna da cidade, está a frente do Casarão Brasil, uma espécie de centro comunitário gay cujas obras estão quase fianlizadas. Ele lidera também a campanha para que a Frei Caneca ganhe o título oficial de Rua Gay.
Xande
Alexandre Peixe dos Santos é o primeiro homem transexual a dirigir a Associação da Parada Do Orgulho GLBT de São Paulo. Conseguiu aparar arestas, costurar apoios importantes junto à prefeitura e outros apoiadores e ainda ser o mais simpático porta-voz do maior evento gay do mundo.
Marc Jacobs
O estilista que assina grife com seu nome, está à frente da poderosa Louis Vuitton, foi considerado pela Out Magazine como o 8º gay mais influente dos EUA. Esse ano ele anunciou o casamento com seu namorado brasileiro, Lorenzo Martone.
Claudette Plumey
A líder das organizadíssimas prostitutas da Suíça (país onde a prostituição é legal) fez 73 anos durante passagem pelo Festival MixBrasil, onde apresentou documentário sobre usa fantástica vida. Hermafrodita, casada com uma mulher e com dois filhos e dois netos, ela foi a vencedora do Prêmio Ida feldman, entregue à personalidade que mais se destacou durante o evento.
Sam Sparro
Black and Gold arrasou nas pistas do mundo todo, foi um dos maiores sucessos de 2008 e acabou incicado ao Grammy. O australiano, ex-ator infantil, fala abertamente de sua orientação sexual e é casado há dois anos com seu stylist.
Rainha Elizabeth II
A rainha da Inglaterra brindou seus súditos anunciando em discurso oficial que o parlamento britânico deverá votar no começo de 2009 pacote de medidas que vão equiparar direitos de hetero e homossexuais, bem como outras leis que promovem igualdade racial. God Save the Queen!
"The Doom Generation", de Gregg Araki |
"Paris is Burning", de Jennie Livingston |
"Sebastiane", de Derek Jarman: um dos primeiros e mais polêmicos |
O recém-lançado "Shortbus", de John Cameron Mitchell |
Cada vez mais os festivais de cinema ao redor do mundo dedicam espaço na sua programação aos filmes de temática homossexual. Esse segmento cinematográfico, chamado de New Queer Cinema, não é novo, e já estava na hora de integrar essas mostras. Antes de falar sobre sua história, é preciso explicar que, neste caso, queer não quer dizer apenas gay, mas sim algo que incomoda, transgride, é um corpo estranho que perturba, provoca e fascina, é um jeito de pensar e de ser que não aspira o centro nem o quer como referência.
Essa rebeldia começou no início da década de 1990 com produções quase simultâneas de nomes como Gus Van Sant (“Mala Noche”, “My Own Private Idaho”), Gregg Araki (“The Living End”, “The Doom Generation”, “Mysterious Skin”), Bruce LaBruce (“No Skin Off My Ass”) e Derek Jarman (“Edward II”, “Caravaggio”, “The Garden”, “Sebastiane”), todos homossexuais. Inclusive, essa é uma das marcas registradas do New Queer Cinema: filmes homossexuais feitos por homossexuais. Longas como "A Gaiola das Loucas", por exemplo, não fazem parte dessa definição.
O nome foi dado em 1992 pela norte-americana B. Ruby Rich, feminista e crítica de cinema, que buscava uma forma de definir a efervescente produção de filmes de temática gay do circuito independente no fim dos anos 1990 e sua crescente presença em festivais. O New Queer Cinema não chega a ser um movimento com fundamentos fixos, ele é uma definição para os filmes com temas homossexuais dirigidos por homossexuais _ mas de pegada underground, ou independente, se preferir.
Apesar de ter se comercializado cada vez mais ao longo dos anos, esse tipo de cinema, quando surgiu, tinha como um de seus principais objetivos transgredir, debater, incomodar e quebrar estereótipos. Essa comercialização, apoiada por um maior crescimento dos filmes queer e de sua penetração no circuito cinematográfico, trouxe também coisas boas, como um perceptível crescimento na qualidade das produções e uma maior preocupação com a forma de tratar os temas.
Quase duas décadas depois de seu surgimento, o New Queer Cinema se tornou assunto sério, sendo muito discutido inclusive em teses acadêmicas de quem estuda a chamada Teoria Queer, um dos campos dos estudos de gênero que começaram a ser desenvolvidos no início dos anos 1990 e têm como base o pensamento do francês Michel Foucault.
:: Festival do Rio faz retrospectiva do grande Derek Jarman
Principais diretores e obras do New Queer Cinema:
Gus Van Sant: Mala Noche, My Own Private Idaho, Even Cowgirls Get the Blues
Todd Haynes: Poison, Safe, Dottie Gets Spanked, Velvet Goldmine, Far From Heaven, I'm Not There
Jennie Livingston: Paris is Burning
Christopher Munch: The Hours and Times
John Cameron Mitchell: Hedwig and the Angry Inch, Shortbus
Gregg Araki: The Living End, The Doom Generation, Mysterious Skin
Tom Kalin: Swoon
Rose Troche: Go Fish
Isaac Julien: Young Soul Rebels
Alex Sichel: All Over Me
Lizzie Borden: Born in Flames, Working Girls
Derek Jarman: Edward II, Caravaggio, The Garden, Sebastiane, Blue
Maria Maggenti: The Incredibly True Adventures of Two Girls in Love
Bruce LaBruce: No Skin Off My Ass, Hustler White, Super 8 1/2, Skin Flick

O primeiro filme dirigido por Madonna vai ser exibido no Brasil nos próximos dias. "Filth and Wisdom", traduzido como Sujos e Sábios, vai contar com sessão especical no Festival de Cinema do Rio de Janeiro, marcado para os dias 25 de setembro a 9 de outubro. A data de exibição do filme e as salas ainda não foram divulgados. Em Berlim, quando foi exibido pela primeira vez (e com a presença da blonde ambition) o filme causou geral. A gigantesca fila para a sessão de apresentação à imprensa resultou em um empurra-empurra que chegou a fugir ao controle da segurança do Festival. Após a exibição, ao chegar à sala de entrevista lotada de 300 jornalistas, Madonna foi saudada com palmas, como sinal da boa aceitação por parte da imprensa. Durante a entrevista, a pop star, que é co-autora do roteiro com Dan Cadan, declarou que seu filme é sobre a "dualidade da vida" e que pretende continuar fazendo filmes.
"Queria contar uma história divertida, que se passasse em Londres e que tivesse algo em que acredito. E acredito que contar uma história sobre pessoas que lutam para construir algo na vida é sempre interessante. É uma vida de dualidades. É a dualidade que eu quero destacar no mundo de hoje. Há, muitas vezes, sabedoria na imundície. E imundície na chamada sabedoria", afirmou a cantora, fazendo referência ao título do longa ("filth" é imundície, sujeira, em inglês, e "wisdom", sabedoria).
"É claro que muito da minha formação está nesse filme", continuou. "Eu me lembro que a primeira vez na vida em que não me senti uma completa estranha e boba foi quando um professor meu, que era gay, me convidou para ir a um bar gay. E lá, naquele lugar, que a priori seria tão estranho para mim, eu me senti igual, não isolada."
O filme, que traz no elenco o ucraniano Eugene Hutz, líder da banda ucraniana de gypsy punk, Gogol Bordello, e as atrizes Holly Weston e Vicky Mclure, narra a história de três pessoas que sonham e lutam para construir uma vida melhor. "Para chegar ao céu, antes você tem de ir ao inferno", afirmou Eugene, protagonista da produção.