
"A única forma de me livrar de meus medos é fazer filmes sobre eles"
Alfred Hitchcock
Aforismos, Poesias, Textos literários e cientificos, Frases de Personalidades, Textos Proprios e muito mais!
É o desenvolvimento econômico capaz de gerar riquezas e melhorias da qualidade de vida, enquanto promove o equilíbrio social e respeita o meio ambiente. Busca satisfazer as demandas presentes sem comprometer a capacidade das gerações futuras de suprir suas próprias necessidades. Ou seja, trata as soluções com visão de médio e longo prazo.
We all want it. We all do it!!!!!
Fonte: www.pnud.org
Nos livros didáticos distribuídos pelo Ministério da Educação, a homossexualidade é ignorada |
Pesquisa realizada pela ONG Anis em parceria com a Universidade de Brasília (UnB) verificou que os livros didáticos distribuídos pelo Ministério da Educação (MEC) às escolas públicas ignoram a homossexualidade. A pesquisa foi financiada pelo Programa Nacional DST/Aids do Ministério da Saúde e feita nos últimos dois anos em 61 das 98 publicações de maior distribuição nos ensinos fundamental e médio.
A avaliação do conteúdo contou com a participação de juristas, sociólogos e pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP), Universidade Federal da Bahia (UFBA) e Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRS). O trabalho foi norteado por sete vertentes: sexo, gênero, família, diversidade social, diversidade sexual, reprodução biológica e doenças sexualmente transmissíveis. O resultado da pesquisa é decepcionante: os livros simplesmente ignoram a diversidade sexual.
Outro dado triste da pesquisa é em relação aos dicionários. Foram analisados 24 publicações e alguns deles traziam claros preceitos discriminatórios em seus verbetes. Um deles, ao dar sinônimos para o verbete "gay" usa as expressões "veado, homossexual, pederasta".
Como acontece todos os anos, o Mix tratou de elaborar uma listinha com as 24 personalidades que fizeram a diferença no mundo LGBT. São pessoas que deram a cara a tapa, saíram do armário ou defenderam a concessão de direitos civis aos gays. Veja nossos eleitos de 2008.
Barack Obama
O presidente eleito dos EUA prometeu que faria um governo para todos e, pelo menos até agora, está cumprindo. Citou nominalmente gays em seu primeiro discurso após a eleição e já tem sete membros do primeiro escalão que são homossexuais assumidos. Também já se declarou favorável à união civil e direitos iguais para LGBT.
Matthew Mitcham
O atleta australiano levou o namorado às Olimpíadas de Pequim e ganhou medalha de ouro em saltos ornamentais em plataforma de 10 metros. Era o único assumido dos Jogos e tornou-se um ícone do esporte lgbt mundial.
Lula
Apesar de até agora estar devendo a aprovação de direitos civis LGBT, Lula protagonizou o mais importante momento do movimento homossexual brasileiro até hoje. A presença do Presidente da República, acompanhado da primeira dama e outros ministros de estado, na abertura da Conferência GLBT, ocorrida em Brasília em junho deste ano. Mesmo sem grande repercussão pública do ocorrido, é um marco em nossa história.
Fernando Gabeira
Foi por pouco. Um dos políticos brasileiros mais identificados com a luta por direitos LGBT perdeu a eleição para prefeito do Rio de Janeiro por menos de 0,5%. Mas conseguiu mobilizar boa parte do conservador eleitorado carioca acostumado com evangélicos e homofóbicos, que chegaram a fazer campanha escusa chamando-o de maconheiro e viado.
Leo Krett
As eleições de 2008 tiveram um número recorde de candidatos gays, lésbicas e trans em todo Brasil. Foram mais de 50 candidatos mas apenas 4 se elegeram. O destaque ficou para Leo Krett, travesti e dançarina de axé, que foi o quarto vereador mais votado de Salvador.
Queen Latifah
2008 foi um ano cheio de personalidades que se assumiram. Todos já sabiam ou desconfiavam dela, mas a super estrela da música e cinema Queen Latifah saiu do armário em grande estilo e se casou com sua até então preparadora física e elas já anunciaram que querem adotar.
Príncipe Manvendra Singh Gohil
O príncipe herdeiro do trono de Rajpipla foi deserdado após se assumir gay – fato inédito na história das famílias reais da Índia. Mesmo assim no começo do ano ele anunciou que vai adotar uma criança para manter a linhagem.
Ney Matogrosso
Gato aos 67, esse ano lançou o álbum novo "Inclassificáveis" e a caixa Camaleão com seus discos remasterizados, fez uma turnê de sucesso, foi pela primeira vez premiado como ator nos festivais MixBrasil e de Brasília por sua atuação no curta "Depois de Tudo", protagonizou especial na Globo sobre Cazuza e ainda vai ter a música tema da próxima novela das oito.
Marina Lima
A cantora, símbolo sexual desde os anos 80 e que nunca foi muito de falar de sua vida pessoal, já havia assumido há tempos sua bissexualidade. Mas esse ano surpreendeu a todos ao revelar que sua primeira experiência lésbica foi aos 17 anos com Gal Costa.
Cyndi Lauper
A ultrasimpatizante cantora rodou o mundo com seu show True Colors promovendo direitos LGBT. Nos shows do Brasil usou bandeiras do arco-íris. Fofa.
Luciano Lupo
O primeiro Mr Gay Brasil começou o ano bem, tendo sido o mais votado entre os internautas na final internacional do Mr Gay International em Los Angeles e levado o título de Mr Popularidade. O publicitário matogrossense durante o ano estrelou campanhas publicitárias e foi o apresentador da Parada Gay de São Paulo para a Rede Tv!. O Mr Gay Brasil 2008 Marcos Gabrowski vem de Goiânia e foi eleito em setembro na grande final no Anhembi, em São Paulo, entre 18 candidatos de todo país. Vamos torcer para ele ter a mesma atuação de Lupo.
Paula Burlamaqui
João Emanuel Carneiro, autor de A Favorita, havia prometido que Catarina e Stela, personagens de Lilia Cabral e Paula Burlamaqui, formariam um casal lésbico. Até agora, no entanto, apenas Stela, cozinheira de mão cheia, se assumiu em grande estilo. Apesar de todo preconceito que vem sofrendo pelos habitantes da fictícia Triunfo, a questão de sua homossexualidade vem sendo discutida de forma séria e esclarecedora.
Regina Braga e Denise Weinberg
Não faltaram cenas de beijo e sexo entre Dora e Luli, protagonistas do seriado Alice. Um dos retratos mais bacanas de casais homossexuais da telefdramaturgia nacional . Pena que só passou na HBO. A tevê aberta brasileira nos deve um casal como esse.
Orkut Buyukkokten
O criador da mais popular rede de relacionamentos entre os brasileiros e que esteve no país esse ano, anunciou o casamento com seu companheiro Derek Holbrook.
Isis King
A primeira transexual finalista no American Next Top Model fez bonito e ficou entre as 10 primeiras.
Sérgio Cabral
Dentre todos os governadores o do Rio é o que mais vem fazendo para mostrar sua simpatia pela causa: discursou pela segunda vez na abertura da Parada Gay do Rio e já é o presidente de honra da Conferência Internacional da ILGA, que acontece na cidade maravilhosa em junho de 2010.
Netinho
O astro do axé assumiu em polêmica entrevista que é bissexual. Tem uma filha e já viveu amores tanto com homens quanto com mulheres. Foi bombardeado por militantes que achavam que ele deveria se assumir gay. Um caso retumbante do preconceito sofrido por bissexuais.
Harvey Milk
O político gay californiano assassinado nos anos 70 é tema de um dos filmes quentes do ano. Dirigido por Gus Van Sant, o filme tem como um dos destaques o beijo entre Sean Penn e o delicioso James Franco. O filme tem duas indicações ao Golden Globe de melhor filme e ator.
Douglas Drumond
O empresário mineiro radicado em São Paulo abriu a 269, maior sauna da cidade, está a frente do Casarão Brasil, uma espécie de centro comunitário gay cujas obras estão quase fianlizadas. Ele lidera também a campanha para que a Frei Caneca ganhe o título oficial de Rua Gay.
Xande
Alexandre Peixe dos Santos é o primeiro homem transexual a dirigir a Associação da Parada Do Orgulho GLBT de São Paulo. Conseguiu aparar arestas, costurar apoios importantes junto à prefeitura e outros apoiadores e ainda ser o mais simpático porta-voz do maior evento gay do mundo.
Marc Jacobs
O estilista que assina grife com seu nome, está à frente da poderosa Louis Vuitton, foi considerado pela Out Magazine como o 8º gay mais influente dos EUA. Esse ano ele anunciou o casamento com seu namorado brasileiro, Lorenzo Martone.
Claudette Plumey
A líder das organizadíssimas prostitutas da Suíça (país onde a prostituição é legal) fez 73 anos durante passagem pelo Festival MixBrasil, onde apresentou documentário sobre usa fantástica vida. Hermafrodita, casada com uma mulher e com dois filhos e dois netos, ela foi a vencedora do Prêmio Ida feldman, entregue à personalidade que mais se destacou durante o evento.
Sam Sparro
Black and Gold arrasou nas pistas do mundo todo, foi um dos maiores sucessos de 2008 e acabou incicado ao Grammy. O australiano, ex-ator infantil, fala abertamente de sua orientação sexual e é casado há dois anos com seu stylist.
Rainha Elizabeth II
A rainha da Inglaterra brindou seus súditos anunciando em discurso oficial que o parlamento britânico deverá votar no começo de 2009 pacote de medidas que vão equiparar direitos de hetero e homossexuais, bem como outras leis que promovem igualdade racial. God Save the Queen!
"The Doom Generation", de Gregg Araki |
"Paris is Burning", de Jennie Livingston |
"Sebastiane", de Derek Jarman: um dos primeiros e mais polêmicos |
O recém-lançado "Shortbus", de John Cameron Mitchell |
Cada vez mais os festivais de cinema ao redor do mundo dedicam espaço na sua programação aos filmes de temática homossexual. Esse segmento cinematográfico, chamado de New Queer Cinema, não é novo, e já estava na hora de integrar essas mostras. Antes de falar sobre sua história, é preciso explicar que, neste caso, queer não quer dizer apenas gay, mas sim algo que incomoda, transgride, é um corpo estranho que perturba, provoca e fascina, é um jeito de pensar e de ser que não aspira o centro nem o quer como referência.
Essa rebeldia começou no início da década de 1990 com produções quase simultâneas de nomes como Gus Van Sant (“Mala Noche”, “My Own Private Idaho”), Gregg Araki (“The Living End”, “The Doom Generation”, “Mysterious Skin”), Bruce LaBruce (“No Skin Off My Ass”) e Derek Jarman (“Edward II”, “Caravaggio”, “The Garden”, “Sebastiane”), todos homossexuais. Inclusive, essa é uma das marcas registradas do New Queer Cinema: filmes homossexuais feitos por homossexuais. Longas como "A Gaiola das Loucas", por exemplo, não fazem parte dessa definição.
O nome foi dado em 1992 pela norte-americana B. Ruby Rich, feminista e crítica de cinema, que buscava uma forma de definir a efervescente produção de filmes de temática gay do circuito independente no fim dos anos 1990 e sua crescente presença em festivais. O New Queer Cinema não chega a ser um movimento com fundamentos fixos, ele é uma definição para os filmes com temas homossexuais dirigidos por homossexuais _ mas de pegada underground, ou independente, se preferir.
Apesar de ter se comercializado cada vez mais ao longo dos anos, esse tipo de cinema, quando surgiu, tinha como um de seus principais objetivos transgredir, debater, incomodar e quebrar estereótipos. Essa comercialização, apoiada por um maior crescimento dos filmes queer e de sua penetração no circuito cinematográfico, trouxe também coisas boas, como um perceptível crescimento na qualidade das produções e uma maior preocupação com a forma de tratar os temas.
Quase duas décadas depois de seu surgimento, o New Queer Cinema se tornou assunto sério, sendo muito discutido inclusive em teses acadêmicas de quem estuda a chamada Teoria Queer, um dos campos dos estudos de gênero que começaram a ser desenvolvidos no início dos anos 1990 e têm como base o pensamento do francês Michel Foucault.
:: Festival do Rio faz retrospectiva do grande Derek Jarman
Principais diretores e obras do New Queer Cinema:
Gus Van Sant: Mala Noche, My Own Private Idaho, Even Cowgirls Get the Blues
Todd Haynes: Poison, Safe, Dottie Gets Spanked, Velvet Goldmine, Far From Heaven, I'm Not There
Jennie Livingston: Paris is Burning
Christopher Munch: The Hours and Times
John Cameron Mitchell: Hedwig and the Angry Inch, Shortbus
Gregg Araki: The Living End, The Doom Generation, Mysterious Skin
Tom Kalin: Swoon
Rose Troche: Go Fish
Isaac Julien: Young Soul Rebels
Alex Sichel: All Over Me
Lizzie Borden: Born in Flames, Working Girls
Derek Jarman: Edward II, Caravaggio, The Garden, Sebastiane, Blue
Maria Maggenti: The Incredibly True Adventures of Two Girls in Love
Bruce LaBruce: No Skin Off My Ass, Hustler White, Super 8 1/2, Skin Flick

O primeiro filme dirigido por Madonna vai ser exibido no Brasil nos próximos dias. "Filth and Wisdom", traduzido como Sujos e Sábios, vai contar com sessão especical no Festival de Cinema do Rio de Janeiro, marcado para os dias 25 de setembro a 9 de outubro. A data de exibição do filme e as salas ainda não foram divulgados. Em Berlim, quando foi exibido pela primeira vez (e com a presença da blonde ambition) o filme causou geral. A gigantesca fila para a sessão de apresentação à imprensa resultou em um empurra-empurra que chegou a fugir ao controle da segurança do Festival. Após a exibição, ao chegar à sala de entrevista lotada de 300 jornalistas, Madonna foi saudada com palmas, como sinal da boa aceitação por parte da imprensa. Durante a entrevista, a pop star, que é co-autora do roteiro com Dan Cadan, declarou que seu filme é sobre a "dualidade da vida" e que pretende continuar fazendo filmes.
"Queria contar uma história divertida, que se passasse em Londres e que tivesse algo em que acredito. E acredito que contar uma história sobre pessoas que lutam para construir algo na vida é sempre interessante. É uma vida de dualidades. É a dualidade que eu quero destacar no mundo de hoje. Há, muitas vezes, sabedoria na imundície. E imundície na chamada sabedoria", afirmou a cantora, fazendo referência ao título do longa ("filth" é imundície, sujeira, em inglês, e "wisdom", sabedoria).
"É claro que muito da minha formação está nesse filme", continuou. "Eu me lembro que a primeira vez na vida em que não me senti uma completa estranha e boba foi quando um professor meu, que era gay, me convidou para ir a um bar gay. E lá, naquele lugar, que a priori seria tão estranho para mim, eu me senti igual, não isolada."
O filme, que traz no elenco o ucraniano Eugene Hutz, líder da banda ucraniana de gypsy punk, Gogol Bordello, e as atrizes Holly Weston e Vicky Mclure, narra a história de três pessoas que sonham e lutam para construir uma vida melhor. "Para chegar ao céu, antes você tem de ir ao inferno", afirmou Eugene, protagonista da produção.
| Foto: Reprodução |
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou na noite da última quarta-feira (17) em entrevista à TV Brasil, ser à favor da união entre pessoas do mesmo sexo.
"Tem homem morando com homem, mulher morando com mulher e muitas vezes vivem bem, de forma extraordinária. Constróem uma vida juntos, trabalham juntos e por isso eu sou favorável. Por isso, eu acho que nós temos que parar com esse preconceito. Que cada ser humano viva sua vida do jeito que bem entender, desde que não moleste a vida dos outros", disse o presidente.
Lula disse ainda que o importante para o País é que a população seja composta por cidadãos conscientes de seu papel na construçao do Brasil, e não a sua sexualidade. "O resto é problema deles e eu sou defensor da união civil", afirmou.
Sobre temas como a adoção de medidas que possam facilitar a vida dos homssexuais que vivem em família, como a concessão de pensões previdenciárias e outros benefícios, Lula disse que várias câmaras de vereadores já aprovaram, várias câmaras legislativas também e há vários projetos no Congresso Nacional. "Eu participei da Conferência Nacional (LGBT), e uma coisa que me cala profundamente é por quê os políticos que são contra não recusam os votos deles (homossexuais); por que o Estado brasileiro não recusa os impostos de renda que eles pagam? Olha, nós temos que tratar sem nenhuma discriminação a vida que cada um leva dentro de casa. Se o parceiro que quer ter é mulher ou homem é problema deles", completou.
Lula já havia demonstrado sua opinião sobre o tema durante seu discurso na abertura da 1ª Conferência Nacional GLBT, que aconteceu em Brasília em junho deste ano.
OK. Lá vem mais história… Segundo o tablóide britânico The People, Madonna vem para o Brasil não só para fazer quatro shows, mas também para adotar uma criança brasileira.
“O casal [Guy Ritchie e Madonna] abandonaram os planos de trazer uma criança da África ou da Índia e agora estão pensando no Brasil”, escreveu o jornal.
“Madge, 50, está consultando guias espirituais da cabala para decidir onde adotar. Ela já tinha escolhido uma menina de três anos do Malauí chamada Mercy James. (…) O Brasil foi mencionado, mas Madonna ainda não fez contatos com as agências de adoção do país”.
Ela vai ter bastante tempo pra fazer isso por aqui. Madonna passará quase uma semana no Brasil, em dezembro, fazendo shows.
É o suficiente pra ela escolher uma criancinha brasileira pobre que precisa de cuidados de uma rainha do pop. Se ela der uma volta por Copacabana, tenho certeza que ela volta pra Londres com umas 50 crianças agarradas no pescoço. Fikdik.
(dica da Mari - via Toda Mídia)
A tribo indígena norte-americana Coquilles, do Estado do Oregon, foi a primeira tribo nativa dos Estados Unidos a legalizar o casamento entre pessoas do mesmo sexo. E já tem até o primeiro casal disposto: as lésbicas Kitzen Branting e Jeni Branting vão oficializar sua união na tribo no ano que vem.
Analistas jurídicos dizem que a decisão da tribo pode ser considerada inconstitucional, já que o Oregon não reconhece a união homossexual. Mas os líderes Coquilles argumentam que possuem seu próprio sistema legal e que a decisão é válida. As outras tribos não estão obrigadas a seguirem a iniciativa.
Parece que 2008 os aeroportos do Brasil verá o maior sobe e desce de divas da música pop. Depois da confirmação dos shows de Cyndi Lauper e Madonna no final do ano, a expectativa agora é para que Kylie Minogue também aterrisse na mesma época por aqui.
A primeira a se apresentar é Cyndi Lauper, em novembro. Ícone do cenário musical na década de 80, a cantora estourou nas paradas com o single "Girls Just Want To Have Fun", em 1983, e já visitou o país em duas ocasiões: em 89 com a "A Night To Remember World Tour" e em 95 com o show "Twelve Deadly Cyns World Tour". Além de antigos sucessos, ela apresentará na turnê canções do novo trabalho "Bring Ya To The Brink". O álbum foi feito em parceria com alguns dos melhores produtores da dance music e traz sucessos como "Same Ol' Story", atual música de trabalho.
Em dezembro é a vez de Madonna e a sua "Sticky & Sweet Tour" chegarem ao país. Ancorada no repertório do CD mais recente, "Hard Candy", ela volta depois de quinze anos quando chocava o mundo com o cabaré instalado no "The Girlie Show". Nesta nova turnê, a pop star traz hits do passado como "Borderline", "Into the Groove", "Vogue" e "Like a Prayer", além de sucessos atuais como "4 Minutes" e "Give It 2 Me".
Para fechar o pacote, a nova especulação é a vinda da australiana Kylie Minogue. Ela já esteve no Rio de Janeiro em 1992 para a gravação do clipe "Celebration", mas ainda não veio para fazer shows. Em maio, na França, iniciou a turnê "KylieX2008", baseado no álbum "X", lançado em 2007. Com a confirmação das apresentações na Argentina e no Chile, em novembro, espera-se que finalmente ela dê o ar da graça por aqui durante o Festival Planeta Terra. De acordo com a Assessoria de Imprensa da EMI Music Brasil, até o momento nada foi confirmado. Ou seja: rezem, façam figa ou apelem para todos os santos. Mas, caso ela não venha, é só se programar e dar um pulinho nos nossos vizinhos sul-americanos.
Cyndy Lauper - "True Colors Tour 2"
11/11 - Belo Horizonte
13/11 - São Paulo
15/11 - Rio de Janeiro
17/11 - Curitiba
19/11 - Porto Alegre
Kylie Minogue - "KylieX2008"
Brasil - a confirmar
13/11 - Chile
15/11 - Argentina
Madonna - "Sticky & Sweet Tour"
14/12 - Rio de Janeiro
18 e 20/12 - São Paulo
A safra de 1958 _ ano do cachorro no horóscopo chinês e regido pelo arcano 5 do Tarot, o Papa_ foi excelente. As energias deviam estar muito harmonizadas, pois os frutos que ali brotaram são da melhor qualidade. Morto o papa Pio XII, assumiu no Vaticano o progressista João XXIII (Giuseppe Roncalli) autor da encíclica sobre os problemas da vida social contemporânea, a Mater et Magistra, que sacudiu as estruturas da Igreja. O submarino nuclear US Nautilus foi o primeiro a atravessar o Pólo Norte sob a água. O Chade, a República do Congo, Gabão e República Centro-Africana se tornaram independentes da França.
Aqui no Patropi, nasceu a Bossa Nova, ganhamos a primeira Copa do Mundo e perdemos, para sempre, o tal "complexo de vira-lata" em se tratando de futebol, como dizia o grande Nelson Rodrigues. O primeiro carro fabricado pela indústria nacional, um Fusca, começou a rodar pelas ruas da pátria. Nasceram para as artes Madonna, Michael Jackson, Cazuza, Lúcia Veríssimo, Eduardo Dusek. E, entre tantos talentos daqui e lá de fora, ele que é tema de nossa mini-mini biografia de hoje: Domenico Dolce. Em 1985, com seu sócio nos negócios e até agora ex-companheiro na vida pessoal, Stefano Gabana, revolucionou o mundo da moda, criando uma grife que hoje emprega cerca de 3.140 pessoas.
O destino os uniu, a vida os tornou logomarca
Domenico Dolce nasceu em Polizzi Generosa, perto de Palermo, na Sicília, no dia 13 agosto de 1958. Filho de um alfaiate, cresceu trabalhando na loja do pai cortando e costurando. A mãe era comerciante na cidade natal, onde vendia roupas, acessórios para costura, enxovais de cama e mesa, lingeries e aviamentos de armarinho. Desde cedo, o pequeno Dolce fazia roupas de casamento para bonecas e daí a tornar-se um impecável costureiro com grande competência para o corte, foi um pulo... Matriculou-se numa universidade e começou a estudar Ciências, mas a rotina se tornou enfadonha demais para a mente tão criativa. Transferido para um curso de artes gráficas, ali se realizou. Logo se mudou para Milão em busca da fama e da fortuna.
Começou num estúdio de design e aí, meus leitores, não tem jeito: obrigatoriamente tenho que anexar ao texto a figura de Stefano Gabana, milanês, nascido em 14 de novembro de 1962, também formado em design industrial. Os dois trabalhavam na mesma empresa e iniciaram uma vida afetiva pós-expediente. Depois de um ano e meio juntos, decidiram abandonar o emprego remunerado, o ordenado certo no fim do mês e se lançaram no mundo fashion. Enquanto desenvolviam sua marca, continuaram a fazer design freelancer. Em 1995, a Camera Nazionale - órgão governamental de Milão que se ocupa da moda e se dedica a prospectar talentos - convidou a dupla para desfilar a primeira coleção de roupa feminina. Batizada de "Royal Woman", desfilou durante a semana de moda da cidade.
Design (tendo a moda como seu mais importante conceito) tem sido, ao longo da história, um dos principais produtos de exportação de Milão. A junção das forças fez nascer, na hora certa, a marca Dolce & Gabana, que logo se expandiu com coleções de roupas de praia, lingerie, bolsas, óculos de sol, sapatos e uma linha masculina de perfumes. A primeira loja foi aberta em 1989, em Tóquio, e só em seguida vieram as de Milão e Hong Kong. Em 2005, o par terminou a relação mas continuou a parceria profissional, abrindo em outubro do ano seguinte o restaurante "Gold", na Via Poerio, com o interior totalmente dourado.
Em 2008, a fragrância Light Blue Pour Homme recebeu o primeiro prêmio na Academia del Profumo Italiano e o Fifi Award, o Oscar dos Perfumes nos Estados Unidos. A Maison D&G veste as mais charmosas personalidades do mundo, entre elas Tom Cruise, Brian Ferry, Brad Pitt, Bruce Willis, Isabella Rossellini, Demi Moore e Nicole Kidman. Mas a favorita continua sendo Madonna, outra maravilha da safra de 58 - e a admiração e carinho entre os três são recíprocos.
Villa Volpe
Situada no coração de Milão, a Villa Volpe - residência oficial dos amigos - um palazzo do século 19, é a emblemática prova de sucesso na vida. Quem chega ao patamar de D&G pode se dar ao luxo de ser cafona por hobby. A Villa é sempre alvo de muita fofoca na imprensa internacional que descreve o espaço como kitsch, com papel de parede de oncinha nos closets, tapetes de seda violeta, sofás de veludo vermelho e um corredor iluminado por candelabros de igrejas. Extravagâncias consentidas à parte, o discurso da dupla sempre foi muito coerente. Em entrevista citadíssima ao "The Guardian Weekend Magazine", Dolce declarou: "A sociedade de hoje é que separou homens e mulheres e os tornou tão diferentes. Seria bom que as pessoas dessem um mergulho interior para descobrir a pequena parte do outro sexo que existe dentro de cada um. Não tem nada a ver com sexualidade ou com ser gay. Todos nós temos esse lado".
Informação de última hora: Segundo as últimas matérias publicadas por ocasião do cinquentenário, Domenico e Stefano estão, nesse momento, retomando o relacionamento. Todos saem ganhando, principalmente o mundo da moda.
www.orlan.net
O CORPO COMO OBRA DE ARTE
Em conferência no MAM, a artista francesa ORLAN, ícone da body art, fala sobre seu polêmico trabalho de modificação do próprio corpo
Conferência
21 de agosto, 19h
Casarão do MAM
THIS MY BODY... THIS IS MY SOFTWARE BETWEEN WESTERN CULTURE AND NON WESTERN CULTURE (Esse meu corpo… Esse é meu software entre a cultura ocidental e a cultura não ocidental). Este é o título que a artista francesa ORLAN escolheu para a sua conversa com o público soteropolitano, na Conferência que acontece no dia 21/08, às 19h, no Casarão do Museu de Arte Moderna da Bahia.
Na Europa, ORLAN (que assina assim, sem sobrenome e em letras maiúsculas) conquistou celebridade com seu controverso trabalho, usando o próprio corpo como parte dele. Ela levou a experiência de abordagem e estetização da própria imagem a níveis impressionantes. Através de cirurgias plásticas e de técnicas de body modification, a artista usa o corpo como suporte para seu trabalho e há décadas gera muita polêmica.
“A própria ORLAN define seu trabalho como uma coisa radical. Ela trata da transformação e utilização do próprio corpo de uma maneira muito ousada, que propõe uma fusão definitiva entre arte e corpo.” Afirma o artista visual Ayrson Heráclito, que na sua gestão como diretor de Artes Visuais da Fundação Cultural do Estado da Bahia incorporou a categoria body art nos editais da instituição.
Através da auto-referência e da auto-transformação (carnal art) - numa experiência diferente de egotismo - a artista busca usar o poder da arte (que, de alguma maneira, sempre “inventou” o corpo) para rediscutir o que entendemos como “natural” e como “belo” - conceitos que se transformam ao longo da história, tanto no campo das Artes, quanto da Filosofia. Muitos artistas se dedicaram a retratar o corpo humano e muitos outros se dedicaram obsessivamente à própria figura. ORLAN faz parte desse time.
A artista diz nunca ter se reconhecido diante de um espelho. Desde 1964 ela usa a própria imagem em fotografias e performances. Em 1990, ela realizou uma série de intervenções cirúrgicas para se transformar em um novo ser, inspirado em várias entidades femininas do ideário coletivo: Vênus, Diana, Europa, Psique e Monalisa. A idéia era chamar a atenção para a noção de beleza feminina construída no ocidente – muitas vezes, para o prazer do homem.
ORLAN aponta para o futuro: o pós-humano. Para tanto, toma o corpo (o dela e de outros) como o verdadeiro objeto da arte e o ponto de partida para as reflexões presentes em suas criações. ORLAN, ou “Saint Orlan” (Santa Orlan - nome que escolheu para um de seus “personagens”) é, na verdade, um alter-ego artístico. E ela sempre se separa dele para depois poder reinventá-lo, transformando-o em um auto-retrato radical, híbrido, uma auto-escultura.