Pesquisar este blog

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

D&G

Domenico Dolce (& Gabana) - um casal que virou logomarca poderosa

www.mixbrasil.com


A safra de 1958 _ ano do cachorro no horóscopo chinês e regido pelo arcano 5 do Tarot, o Papa_ foi excelente. As energias deviam estar muito harmonizadas, pois os frutos que ali brotaram são da melhor qualidade. Morto o papa Pio XII, assumiu no Vaticano o progressista João XXIII (Giuseppe Roncalli) autor da encíclica sobre os problemas da vida social contemporânea, a Mater et Magistra, que sacudiu as estruturas da Igreja. O submarino nuclear US Nautilus foi o primeiro a atravessar o Pólo Norte sob a água. O Chade, a República do Congo, Gabão e República Centro-Africana se tornaram independentes da França.

Aqui no Patropi, nasceu a Bossa Nova, ganhamos a primeira Copa do Mundo e perdemos, para sempre, o tal "complexo de vira-lata" em se tratando de futebol, como dizia o grande Nelson Rodrigues. O primeiro carro fabricado pela indústria nacional, um Fusca, começou a rodar pelas ruas da pátria. Nasceram para as artes Madonna, Michael Jackson, Cazuza, Lúcia Veríssimo, Eduardo Dusek. E, entre tantos talentos daqui e lá de fora, ele que é tema de nossa mini-mini biografia de hoje: Domenico Dolce. Em 1985, com seu sócio nos negócios e até agora ex-companheiro na vida pessoal, Stefano Gabana, revolucionou o mundo da moda, criando uma grife que hoje emprega cerca de 3.140 pessoas.

O destino os uniu, a vida os tornou logomarca
Domenico Dolce nasceu em Polizzi Generosa, perto de Palermo, na Sicília, no dia 13 agosto de 1958. Filho de um alfaiate, cresceu trabalhando na loja do pai cortando e costurando. A mãe era comerciante na cidade natal, onde vendia roupas, acessórios para costura, enxovais de cama e mesa, lingeries e aviamentos de armarinho. Desde cedo, o pequeno Dolce fazia roupas de casamento para bonecas e daí a tornar-se um impecável costureiro com grande competência para o corte, foi um pulo... Matriculou-se numa universidade e começou a estudar Ciências, mas a rotina se tornou enfadonha demais para a mente tão criativa. Transferido para um curso de artes gráficas, ali se realizou. Logo se mudou para Milão em busca da fama e da fortuna.

Começou num estúdio de design e aí, meus leitores, não tem jeito: obrigatoriamente tenho que anexar ao texto a figura de Stefano Gabana, milanês, nascido em 14 de novembro de 1962, também formado em design industrial. Os dois trabalhavam na mesma empresa e iniciaram uma vida afetiva pós-expediente. Depois de um ano e meio juntos, decidiram abandonar o emprego remunerado, o ordenado certo no fim do mês e se lançaram no mundo fashion. Enquanto desenvolviam sua marca, continuaram a fazer design freelancer. Em 1995, a Camera Nazionale - órgão governamental de Milão que se ocupa da moda e se dedica a prospectar talentos - convidou a dupla para desfilar a primeira coleção de roupa feminina. Batizada de "Royal Woman", desfilou durante a semana de moda da cidade.

Design (tendo a moda como seu mais importante conceito) tem sido, ao longo da história, um dos principais produtos de exportação de Milão. A junção das forças fez nascer, na hora certa, a marca Dolce & Gabana, que logo se expandiu com coleções de roupas de praia, lingerie, bolsas, óculos de sol, sapatos e uma linha masculina de perfumes. A primeira loja foi aberta em 1989, em Tóquio, e só em seguida vieram as de Milão e Hong Kong. Em 2005, o par terminou a relação mas continuou a parceria profissional, abrindo em outubro do ano seguinte o restaurante "Gold", na Via Poerio, com o interior totalmente dourado.

Em 2008, a fragrância Light Blue Pour Homme recebeu o primeiro prêmio na Academia del Profumo Italiano e o Fifi Award, o Oscar dos Perfumes nos Estados Unidos. A Maison D&G veste as mais charmosas personalidades do mundo, entre elas Tom Cruise, Brian Ferry, Brad Pitt, Bruce Willis, Isabella Rossellini, Demi Moore e Nicole Kidman. Mas a favorita continua sendo Madonna, outra maravilha da safra de 58 - e a admiração e carinho entre os três são recíprocos.

Villa Volpe
Situada no coração de Milão, a Villa Volpe - residência oficial dos amigos - um palazzo do século 19, é a emblemática prova de sucesso na vida. Quem chega ao patamar de D&G pode se dar ao luxo de ser cafona por hobby. A Villa é sempre alvo de muita fofoca na imprensa internacional que descreve o espaço como kitsch, com papel de parede de oncinha nos closets, tapetes de seda violeta, sofás de veludo vermelho e um corredor iluminado por candelabros de igrejas. Extravagâncias consentidas à parte, o discurso da dupla sempre foi muito coerente. Em entrevista citadíssima ao "The Guardian Weekend Magazine", Dolce declarou: "A sociedade de hoje é que separou homens e mulheres e os tornou tão diferentes. Seria bom que as pessoas dessem um mergulho interior para descobrir a pequena parte do outro sexo que existe dentro de cada um. Não tem nada a ver com sexualidade ou com ser gay. Todos nós temos esse lado".

Informação de última hora: Segundo as últimas matérias publicadas por ocasião do cinquentenário, Domenico e Stefano estão, nesse momento, retomando o relacionamento. Todos saem ganhando, principalmente o mundo da moda.

ORLAN

www.orlan.net

O CORPO COMO OBRA DE ARTE

Em conferência no MAM, a artista francesa ORLAN, ícone da body art, fala sobre seu polêmico trabalho de modificação do próprio corpo

Conferência
21 de agosto, 19h
Casarão do MAM


THIS MY BODY... THIS IS MY SOFTWARE BETWEEN WESTERN CULTURE AND NON WESTERN CULTURE (Esse meu corpo… Esse é meu software entre a cultura ocidental e a cultura não ocidental). Este é o título que a artista francesa ORLAN escolheu para a sua conversa com o público soteropolitano, na Conferência que acontece no dia 21/08, às 19h, no Casarão do Museu de Arte Moderna da Bahia.

Na Europa, ORLAN (que assina assim, sem sobrenome e em letras maiúsculas) conquistou celebridade com seu controverso trabalho, usando o próprio corpo como parte dele. Ela levou a experiência de abordagem e estetização da própria imagem a níveis impressionantes. Através de cirurgias plásticas e de técnicas de body modification, a artista usa o corpo como suporte para seu trabalho e há décadas gera muita polêmica.

“A própria ORLAN define seu trabalho como uma coisa radical. Ela trata da transformação e utilização do próprio corpo de uma maneira muito ousada, que propõe uma fusão definitiva entre arte e corpo.” Afirma o artista visual Ayrson Heráclito, que na sua gestão como diretor de Artes Visuais da Fundação Cultural do Estado da Bahia incorporou a categoria body art nos editais da instituição.

Através da auto-referência e da auto-transformação (carnal art) - numa experiência diferente de egotismo - a artista busca usar o poder da arte (que, de alguma maneira, sempre “inventou” o corpo) para rediscutir o que entendemos como “natural” e como “belo” - conceitos que se transformam ao longo da história, tanto no campo das Artes, quanto da Filosofia. Muitos artistas se dedicaram a retratar o corpo humano e muitos outros se dedicaram obsessivamente à própria figura. ORLAN faz parte desse time.

A artista diz nunca ter se reconhecido diante de um espelho. Desde 1964 ela usa a própria imagem em fotografias e performances. Em 1990, ela realizou uma série de intervenções cirúrgicas para se transformar em um novo ser, inspirado em várias entidades femininas do ideário coletivo: Vênus, Diana, Europa, Psique e Monalisa. A idéia era chamar a atenção para a noção de beleza feminina construída no ocidente – muitas vezes, para o prazer do homem.

ORLAN aponta para o futuro: o pós-humano. Para tanto, toma o corpo (o dela e de outros) como o verdadeiro objeto da arte e o ponto de partida para as reflexões presentes em suas criações. ORLAN, ou “Saint Orlan” (Santa Orlan - nome que escolheu para um de seus “personagens”) é, na verdade, um alter-ego artístico. E ela sempre se separa dele para depois poder reinventá-lo, transformando-o em um auto-retrato radical, híbrido, uma auto-escultura.

sábado, 16 de agosto de 2008

Parabéns para "A" diva

Madonna faz 50 anos e o Mix relembra toda a discografia da cantora
www.mixbrasil.com.br


O dia 16 de agosto não um dia qualquer. Não pelo menos para os fãs da cantora Madonna. É nessa data que ela, considerada a maior artista pop feminina de todos os tempos, completa 50 anos. Ao longo dos 25 anos de carreira foram vendidos mais de 207 milhões de CD's e arrecadados, aproximadamente, 560 milhões de dólares em turnês.

Tudo teve início em 1983 quando uma voz começou a ser ouvida pelos clubes de Nova York. A jovem garota que veio do Michigan, Estados Unidos, estreou no mundo pop com o primeiro trabalho intitulado "Madonna". Ela dizia que o disco se chamava assim porque queria ser lembrada apenas pelo nome, como Cher. Dentre os hits estão "Lucky Star", "Borderline", "Holiday", "Burning Up" e "Everybody".

Com o sucesso do primeiro LP (nossa, como faz tempo isso) a expectativa era pelo o que viria mais à frente. Eis que foi lançado "Like a Virgin". O álbum vendeu mais de 10 milhões de cópias só nos Estados Unidos e dele surgiram clássicos como a própria "Like a Virgin" e "Material Girl" (que não por acaso se tornou um apelido para ela), além de "Angel", "Dress You Up", "Into the Groove" e "Love Don't Live Here Anymore". Em 1985 saiu em turnê pela primeira vez pelos Estados Unidos e Canadá com a "The Virgin Tour", que teve como base os dois primeiros álbuns lançados.

Mesmo com o sucesso, muitos ainda apostavam que ela não teria fôlego para um terceiro lançamento. Quem apostou se deu e muito mal. "True Blue" se tornou o disco mais vendido de Madonna até hoje. Dele saíram "Live to Tell", "Papa Don't Preach", "True Blue", "Open Your Heart" e "La Isla Bonita". Chegou nas lojas em 1986 e foram vendidos mais de 17 milhões no mundo inteiro. Uma vez descoberta a mina de ouro com a turnê anterior, mais uma vez não se fez de rogada e rodou o Japão, Estados Unidos, Canadá, Reino Unido, Alemanha, Holanda, França e Itália com a "Who's That Girl Tour", em 1987.

Voltando aos estúdios, gravou "Like a Prayer", o quarto álbum. Confusões com a Igreja e o cancelamento do comercial da Pepsi foram algumas das polêmicas originadas a partir dele. Sucessos como "Like a Prayer", "Express Yourself", "Cherish", "Oh Father", "Dear Jessie" e "Keep It Together" fazem com que ele seja considerado um dos principais trabalhos da cantora. Tanto que, em 2006, foi eleito pela revista "Time" como um dos melhores álbuns de todos os tempos.

Mas em 1990 surgiu aquela que é considerada pela revista "Rolling Stone" como a "mais elaboradamente coreografada, extravagantemente sexual e provocativa turnê por ter mudado e revolucionado o mundo dos shows". Quem não lembra da "Blond Ambition" e Madonna cantando "Like a Virgin vestida em um espartilho dourado, com o sutiã em formato de cone, desenhado por Jean-Paul Gaultier? Pois é... Tudo foi devidamente registrado e levado às telonas no documentário "Na Cama com Madonna", com direito à antológica cena do sexo oral numa garrafa.

Sem dúvida nenhuma os anos 90 foram os mais sexuais na carreira da cantora. A prova está com "Erotica" ("Erotica", "Deeper and Deeper", "Bad Girl", "Fever", "Rain" e "Bye, bye Baby"). Junto com o disco vieram o livro "Sex" e a turnê "The Girlie Show". Com mais que os dois pés dentro do erotismo o show contou com estilo Madonna na época: circo, androgenia e muito, muito sexo. Por sinal foi a primeira e única vez que Madonna veio ao Brasil em 1993.

A grande pergunta, depois de "Erotica", era se ela continuaria na fase deusa do sexo. Com o lançamento de "Bedtime Stories" quem esperava por essa continuidade se decepcionou. O álbum trouxe uma Madonna mais calma, que nada lembrava o furacão sexual do início da década de 90. "Secret", "Take a Bow", "Bedtime Story" e "Human Nature" são os sucessos deste trabalho.

Numa fase totalmente zen a pop star lançou o premiadíssimo "Ray of Light" em 1998. Com "Frozen", Ray of Light", "Drowned World", "The Power of Goodbye" e "Nothing Really Matters" o sucesso internacional foi imediato e Madonna conquistou 4 prêmios Grammy. Dois anos depois, "Music" deu continuidade à linha eletrônica do trabalho anterior e trazia um look country na capa. A faixa-título era um convite para as pessoas se jogarem na pista de dança. Outros sucessos do álbum foram "What It Feels Like for a Girl", "American Pie" e "Don't Tell Me". Depois de um hiato de 8 anos sem cair na estrada, ela estreou a "Drowned World Tour" em 2001, que percorreu apenas seis países e faturou 75 milhões de dólares.

Mais um lançamento chegou e as controvérsias vieram junto com ele. "American Life" não agradou muito à crítica e teve uma vendagem nada expressiva em se tratando de Madonna. Mesmo assim conseguiu emplacar nas paradas as canções ""Hollywood", "Love Profusion" e "Die Another Day", além da faixa que deu nome ao álbum. Numa tentativa de camuflar o fracasso do CD foi programada a "Re-Invetion Tour", que obteve lucro de 122 milhões de dólares e foi considerada pela revista "Billboard" a Melhor Turnê de 2004.

Decidida a invadir as pistas, ela lançou "Confessions on a Dance Floor", um dos seus melhores trabalhos de acordo com a crítica especializada. Com o carro-chefe "Hung Up", além de "Sorry", "Get Together" e "Jump" voltou a reinar na parada pop internacional e enterrou de vez o combalido "American Life". Não bastasse todo o sucesso, caiu na estrada com a "Confessions Tour", responsável por números grandiosos: arrecadou 200 milhões de dólares em quatro meses de turnê, o que a transformou na mais rentável da história da música feita por uma artista.

O mais recente trabalho é "Hard Candy". Nele, Madonna mudou completamente o foco do disco anterior. Com vontade de recuperar o prestígio dentro do mercado norte-americano ela mergulhou na sonoridade urbana e se aliou a pesos-pesados do atual cenário da música: Timbaland, Pharrell e Justin Timberlake. O resultado agradou a uns e não agradou a outros. O fato é que foi uma visita numa praia completamente nova para ela. A música "4 Minutes" alcançou o primeiro lugar em diversas paradas no mundo inteiro e "Give It 2 Me" também fez muita gente dançar por aí. Se você pensa que parou por aqui está enganado. Em poucos dias entra em cena a "Sticky & Sweet Tour", que promete quebrar qualquer recorde anterior e, segundo rumores, estão praticamente certas quatro apresentações dela por aqui.

Até quando ela vai ter fôlego? Isso ninguém sabe. O que se pode afirmar é que com números gandiosos e um sucesso que não dá nenhum sinal de que está perto do fim, Madonna é mais que um ícone do mundo pop. É uma artista que não precisa provar a ninguém o que ainda pode e é capaz de fazer.

terça-feira, 12 de agosto de 2008

Curiosidade

Maior romance de colagens.

Woman's world's novel(2005), deGraham Rawle(Reino Unido), contém 437 paginas de prosa cortada e colada de 1.208 diferentes revistas femininas dos anos 1960. O auotr precisou de cinco anos para completar seu trablho monumental.

Fonte: heheheheh big big.

Antologia SADOMASÔ.

www.mixbrasil.com.br

De Machado de Assis a Gustavo Vinagre, editora Dix reúne contos sadomasoquistas brasileiros


A Dix Editorial está lançando uma antologia de contos muito interessante. A "Antologia SM" une pela primeira vez no país obras de autores clássicos como Machado de Assis e José de Alencar, a talentos da nova geração, como Gustavo Vinagre e Marcelino Freire. Além deles, a antologia conta com contos de João Silvério Trevisan, Ronaldo Bressane e Ademir Assunção, entre tantos.

Confira lista dos autores participantes da Antologia SM.

José de Alencar
Machado de Assis
Valentim Magalhães
Cruz e Sousa
João do Rio
Augusto dos Anjos
Pedro Xisto
Wilma Azevedo
Glauco Mattoso
Delmo Montenegro
Claudio Daniel
Antonio Vicente Seraphim Pietroforte
Joca Reiners Terron
Marcelo Sahea
Virna Teixeira
Luiz Roberto Guedes
Horácio Costa
Del Candeias
Frederico Barbosa
Ana Rüsche
Dirceu Villa
Contador Borges
Marcelo Tápia
Luís Venegas
Ivana Arruda Leite
Leila Míccolis
Renata Belmonte
Flávia Rocha
Adelice Souza
Leo Pinto
Ceguinho do Ceará
Victório Verdan
João Silvério Trevisan
Hugo Guimarães
Gustavo Vinagre
Ronaldo Bressane
Pedro Tostes
Marcelo Mirisola
Caco Pontes
Mário Bortolotto
Ademir Assunção
Marcelino Freire
Leandro Leite Leocadio
Berimba de Jesus

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Pensamentos

"Acho que é uma sabedoria aceitar o outro como o outro é."
Saja, Filosofo.

"Atuar é como fazer sexo. Você não pensa, você faz. E ai pode ser bom ou ruim."
João Miguel, Ator brasileiro.

"As atitudes de um homem indicam como será sua vida"

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Bienal SP 2008 (temática Gay)

Fonte: www.mixbrasil.com.br

Como chique é ser inteligente e estar bem informado, fizemos o difícil trabalho de garimpar em meio aos 4.000 lançamentos desta edição da Bienal aqueles que falam direto ao público LGBT. Assim fica fácil para você ir direto ao ponto e não ficar perdido zanzando pelos corredores do Anhembi procurando o livro que te interessa.

Confira a lista:

Memórias de Adriano de Marguerite Yourcenar

A mão esquerda da Escuridão – Ursula K. Le Guin

A inaceitável ausência do pai – Cláudio Risé

História, mulher e poder – Gilvan Ventura da Silva, Maria Beatriz Nader e Sebastião Pimentel Franco

Cabeças de 2ª feira – Ignácio de Loyola Brandão

Da Cabula – coleção Literatura periférica – Allan da Rosa

Babado Forte – (reedição revista e ampliada) Érika Palomino

Amor a três – Regina Navarro Lins e Flávio Braga

As 10 mulheres que você vai ser antes dos 35 – Alison James

Um romance sentimental – Alain Robbe-Grillet

Gossip Girl 11 – não me esqueça – Cecily von Ziegesar

Sargaço – Ana Claudia Rêgo

Eternamente Ísis - O retorno do feminino ao Sagrado – Ramy Arany

Amores Impossíveis – Isabel Máxima

Madonna: Like an icon - Lucy O’Brien

O Preconceito em foco - Antonio Sampaio Dória

Um sonho de amor - Paulo Ferraz Simões

Duas Vidas: Gertrude e Alice - Janet Malcolm

Sexo Prazeroso: Manual do Proprietário - Christina Zacker

A arte de viver só - Florence Falk

O livro secreto do banheiro feminino - Jo Barrett

A rosa do inverno - Patricia Cabot

A Nova York de Sex and the City - Teté Ribeiro

Um olhar sobre a prostituição masculina - Andresa Martins Vicentini

Olhares de Claudia Wonder - Claudia Wonder

Um Estranho em Mim - Marcos Lacerda

Faz Duas Semanas que Meu Amor - Ana Paula El-Jaick

segunda-feira, 28 de julho de 2008

Arte Cinética



A internet e o movimento Dadaísta têm tudo a ver: "a emoção indisciplinada enriquece a consciência"

Por Thereza Pires
fonte: www.mixbrasil.com.br

Estamos em Zurique e é 1916. Daqui, emerge um sopro de irreverência e moderrnidade. Em uma Europa ainda imersa nas misérias da primeira guerra mundial, o poeta romeno Tristan Tzara (foto) - perplexo com a violência, o absurdo das vidas perdidas e outras barbaridades causadas pelo conflito - decide reacender a esperança através da arte. E propõe uma atitude radicalmente diferente. Ele e outros companheiros que freqüentam o Cabaré Voltaire - pintores, escultores, músicos, escritores, cantores - trocam idéias e criam um movimento transgressor das regras vigentes que, convenhamos, não estavam mais dando lá muito certo. Nada de velharias, dessa vez, Uma nova expressão, escolhida ao acaso nomeia o movimento que atinge a Europa em cheio e vai, em futuro próximo, cruzar o Atlântico e encantar o fotógrafo Man Ray - O Dadaísmo.

Tudo indica que foi mesmo Tristan Tzara que cunhou o termo "dada" ao folhear um dicionário Larousse à procura de palavra sonora que pudesse ser dita em qualquer idioma. Dada - que sacudiu a cena artística entre 1916 e 1924 - em romeno, significa Sim, Sim e em francês, cavalo de pau.

Evoluiu para o Surrealismo, liderado por André Breton (1896-1966), poeta e crítico literário que marcou a "Diáspora" com o Manifesto Surrealista de 1924. O surrealismo, considerado manifestação popular da arte produzida por homossexuais, teve em Breton uma voz crítica demais, talvez para tentar pontuar sua masculinidade. Os dois movimentos - dada e surrealismo - escolheram temas de natureza fluída, mas densa,e realmente dificultam as interpretações de homoerotismo ou homossociabilidade.

"Arte sem amarras, liberdade total do pensamento"
Tristan Tzara foi a pedra angular do dadaísmo. Nasceu como Samuel Rosenstock (1896-1963), na Romênia, de família burguesa e privilegiada. O pai fazia prospecção de petróleo. Começou a vida literária aos 16 anos. A partir de 1913, o jovem artista muda o pseudônimo para Tristan Tzara: Tristan, da opera de Wagner e Tzara significa "terra" em romeno. Outra explicação para o pseudônimo é, em tradução livre, "Triste Terra", forma de protestar contra o tratamento dado aos judeus na Romênia. Em 1915, Tristan Tzara viaja para Zurique ao encontro de seu amigo íntimo Marcel Janco e para estudar filosofia. Mas logo se aborrece com as elocubrações e a preguiça estudantil se instala. Numa noitada, conhece Hugo Ball e, juntos, imaginam a criação do Cabaré Voltaire, um "centro de divertimentos artísticos". O sucesso é imediato com declamação de poesias, danças e música africana. O Cabaré é um palco para a renovação da arte: o panorama tradicional é descartado em benefício das transgressões artísticas. Vai nascendo o Dadaísmo e Tzara já aparece como a eminência parda do movimento.

É o triunfo da abstração. O alegre grupo procura "a alquimia mais íntima da palavra e mais além para preservar o domínio mais sagrado da poesia". O alemão Rudolph Huelsenbeck, que conhecera o dadaísmo ainda no nascedouro, declarou que Tzara era "um bárbaro do mais alto nível mental e um gênio sem escrúpulos". Mas seu empreendedorismo se revelou na programação do Cabaré Voltaire, na criação da revista do mesmo nome e na publicação do Manifesto.

Dada se manifesta "O luxo não é um prazer, mas o prazer é um luxo":
Estamos em Berlim e é 1918. É chegada a hora de oficializar o movimento que cresce mais do que as noitadas do Cabaré Voltaire poderiam entender. O grupo original está completo: pintura, colagem, fotografia e poesia e, daqui por diante, misturam-se as artes para dar originalidade ao projeto. Poemas se transformam em colagem de palavras, as palavras se fazem sonoras pela pesquisa da musicalidade e a musicalidade atravessa os sentidos. Nos poemas, a alegria do grupo deseja "reencontrar a alquimia mais íntima da palavra e superá-la para preservar a poesia em seu domínio mais sagrado". Julho de 1918 é a data oficial do Manifesto, um texto marcado pela irreverência contida no dadaísmo, verdadeiro "grito de vida, de harmonia e ilusão da juventude". Eis um pequeno extrato:

"Fé absoluta indiscutível em cada deus produto imediato da espontaneidade DADA salta elegante e sem perdas de uma harmonia a outra esfera(…) Liberdade: DADA DADA DADA gritos de dor crispante, entrelaçamento dos contrários, dos grotescos, dos inconseqüentes: A VIDA (…)

O
Manifesto conduz DADA à internacionalização. Picabia se junta ao grupo em Zurique e André Breton os acolhe em Paris.

Diaspora Dadaísta: "Nossa cabeça é redonda para permitir ao pensamento mudar de direção"
Em 1920, Dada se torna um produto de exportação. As obras de Marcel Duchamp (autor do famoso urinol ou Fonte, de 1917. nesse exato momento sendo exibido no MAM-SP), da Gioconda L.HO.O.Q e da Roda de Bicicleta "desestabilizam o establishment", com seus ready mades :simplesmente objetos do dia a dia que se tornam obras de arte. A justificativa de Duchamp é que um objeto comum escolhido pelo artista, tendo sido repensado, passa a ter sua função artística. Os Estados Unidos se juntam ao DADA nas pessoas de Man Ray (fotógrafo e cineasta) e Picabia, que pinta Rros Sélavy (Eros, c'est la vie) o alter-ego feminino de Duchamp. Em Paris, Eluard, Breton, Aragon e muitos outros se deixam seduzir por DADA, ainda que com a ajuda do absinto e do ópio para que a escrita se transforme em transe. A França, indignada, se levanta, protesta e condena: Maurice Barrès, (da extrema direita na época) se junta a Charles Maurras, ambos membros da Action Française. O réu é o dadaísmo, acusado de "atentado à segurança do espírito". Compreensível, levando-se em conta as cabeças da idade da pedra.

Abaixo, dois "agravantes" que poderiam se juntar ao processo:

1- Na Feira/ Missa Internacional Dada de 1920 os dadaístas berlinenses estão com total domínio nas colagens, fotomontagens e instalação e exibem nos cartazes ilustrados por um sub-oficial alemão-prussiano com cara de porco as frases: "DADA está ao lado do proletário revolucionário", "Abaixo a moral burguesa", "DADA é política", "Diletantes, revoltem-se contra a arte, abaixo a arte!".

- Na Rússia Maïakovski e Khlebnikov desejam criar novo vocabulário, o Zaoum "poesia transmental, com a linguagem liberada e sem entraves".

Todos os textos referentes ao dadaísmo estão conservados na Bibliothèque Jacques Doucet (amigo de Duchamp e Picabia) na Place du Panthéon 8/10 75005, Paris. Os princípios anárquicos do Dadaismo foram se ajustando e geraram novo surrealismo em 1924, mas o fim do movimento como atividade grupal aconteceu por volta de 1921. As correntes artísticas contemporâneas se adaptam perfeitamente ao espírito DADA.
O espírito DADA se adapta perfeitamente ao fascinante mundo da internet.

quarta-feira, 23 de julho de 2008

The Garden.

A vida é um jardim de surpresas, todas elas nos acrescentam algo que de boa
ou má experiência, nos ensinam a viver de forma que tomemos conta de nossa
vida vendo que ela é um presente de Deus e que só nós somos dono dela.

Seja lá com quem nos envolvamos amorosamente ou de outra forma, nenhuma
destas pessoas são mais importantes que nós mesmos e devemos seguir nosso
coração para que no presente e no futuro e quando estes dois tornarem-se
passado, possamos olhar para nós mesmos e com orgulho dizer fiz o que fiz e
não me arrependo.

Sejamos donos de nossas próprias vidas e sempre se soerguendo mostrando pra
nós mesmos que o melho estaá por vir e o que no passado pode, falsamente,
ter nos enfraquecido torne-se aprendizado e fonte de crescimento, porque

Deus é bom e novas e melhores situações virão.

A vida é uma constante e perfeita evolução!!!!!!!!!

Não me deixes!

Debruçada nas águas dum regato
A flor dizia em vão
À corrente, onde bela se mirava:
"Ai, não me deixes, não!

"Comigo fica ou leva-me contigo
"Dos mares à amplidão;
"Límpido ou turvo, te amarei constante;
"Mas não me deixes, não!"

E a corrente passava; novas águas
Após as outras vão;
E a flor sempre a dizer curva na fonte:
"Ai, não me deixes, não!"

E das águas que fogem incessantes
À eterna sucessão
Dizia sempre a flor, e sempre embalde:
"Ai, não me deixes, não!"


Por fim desfalecida e a cor murchada,
Quase a lamber o chão,
Buscava inda a corrente por dizer-lhe
Que a não deixasse, não.

A corrente impiedosa a flor enleia,
Leva-a do seu torrão;
A afundar-se dizia a pobrezinha:
"Não me deixaste, não!"




*Gonçalves Dias.

Biografia de Gonçalves Dias.

Wikipedia link:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Gon%C3%A7alves_dias

terça-feira, 22 de julho de 2008

A função da Arte.

"A Arte tem assim uma função que poderiamos chamar de conhecimento, de "aprendizagem". Seu dominio é o do não-racional, do indivizivel, da sensibilidade: domínio sem fronteiras nitidas, muito diferente do mundo da ciência, da logica, da teoria. Domínio fecundo, pois nosso contato com a arte nos transforma. Porque o objeto artistico traz em si, habilmente organizados, os meios de despertar em nós, em nossas emoções e razão, reações culturalmente ricas, que aguçam os instrumentos dos quais nos servimos para apreender o mundo que nos rodeia."

Jorge Coli, O que é Arte. Ed. Brasiliense.

Pensamentos.

" Um quadro deve ser produzido como um mundo."

Charles Baudelaire.

A razão.

"Diferentemente do filósofo,
o artista não nos dá suas razões;
Ele se contenta em admirar e revelar."

Èmile Male.

segunda-feira, 21 de julho de 2008

Biografia de Jean Renoir.

Jean Renoir com Gabrielle Renard (pintura de Pierre-Auguste Renoir)

Jean Renoir com Gabrielle Renard (pintura de Pierre-Auguste Renoir)

Jean Renoir (15 de setembro de 1894, Paris12 de fevereiro de 1979, Beverly Hills, Califórnia) foi um cineasta, escritor, argumentista, encenador e ator francês.

Foi o segundo filho do pintor impressionnista Pierre-Auguste Renoir e de Aline Victorine Charigot. Criado entre as artes, Renoir cresceu envolvido pela sensibilidade artística em um apartamento cujas paredes eram abarrotadas de quadros do seu pai

Incompreendidos e subestimados no seu tempo, os seus filmes são hoje considerados entre as obra máximas da arte cinematográfica (cf. a opinião de Orson Welles, entre outros). Realizou nove filmes mudos e 27 falados. Suas maiores obras foram "A Grande Ilusão" de 1937, um sensível relato sobre as condições de vida dos prisioneiros franceses e seus captores alemães durante a I Guerra Mundial e "A Regra do Jogo" de 1939.

Marcou profundamente também o cinema francês entre 1930 e 1950, tendo aberto a porta à Nouvelle Vague. O diretor François Truffaut é aquele que mais explicitamente reconhece a dívida para com Renoir.

Em 1975, Jean Renoir recebeu da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood, um Oscar especial que lhe foi entregue em reconhecimento ao conjunto de sua obra. Em 1976 foi condecorado pelo Ministério da Cultura da França.

Filmografia

Prémios e nomeações

  • Ganhou um Óscar Honorário em 1975, em homenagem à sua carreira.
  • Recebeu uma nomeação ao Óscar de Melhor Realizador, por "L'Homme du Sud" (1945).
  • Ganhou o Prémio Bodil de Melhor Filme Europeu, por "La Règle du jeu" (1939).
  • Ganhou o prémio de Melhor Contribuição Artística, no Festival de Veneza, por "La Grande Illusion" (1937).
  • Ganhou o Prémio Internacional, no Festival de Veneza, por "Le Fleuve" (1951).

origem: http://pt.wikipedia.org/wiki/Jean_renoir


A efemeridade da arte - de toda arte

"Cheguei mesmo a me perguntar se toda obra humana não é provisória - mesmo um quadro, mesmo uma estatua, mesmo uma obra arquitetural, mesmo o Partenon. Seja qual for a solidez do Partenon, o que resta dele é muito pouco e não temos nenhuma idéia do que era quando acabara de ser construido. Mesmo o que resta vai desaparecer. Talvez se consiga, à custa de tanto colocar cimento nas colunas, mantê-lo por cem anos, duzentos anos, digamos quinhentos anos, digamos mil anos. Mas, enfim, chegará um dia em que o Partenos não existira mais. Pergunto-me se não seria mais honesto abordar a obra de arte sabendo que ela é provisória e irá desaparecer, e que, na verdade, relativizando, não há diferença entre uma obra arquitetural feita em marmore maciço e um artigo de jornal, impresso em papel e jogado fora no dia seguinte."

( Jean Renoir, entrevista dada ao Cahiers du Cinéma, nº 8, nov. 1958.)

sexta-feira, 18 de julho de 2008

Pensamentos

" A vida não é quantas vezes respiramos e sim quantas vezes perdemos o folego."

"Você pode brilhar não importa do que seja feito."

"Se Deus existisse, o que ele pensa sobre?
- É só mais um pixel na rede."

"Quem é o gênio e o idiota no meio literário?
- Gênio é aquele que escreve mais do que fala."

"Nós não somos a mesma pessoa sempre, inclusive para seu bem"

Clarah Averbuck



http://adioslounge.blogspot.com/

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Clara Averbuck Gomes (Porto Alegre, 26 de maio de 1979) é uma escritora brasileira. O H do nome surgiu quando cursava o primeiro ano do segundo grau, por uma brincadeira entre colegas.
Clarah Averbuck, como ficou conhecida, sempre odiou a escola. Parou de estudar no segundo grau, tentou o supletivo mais tarde, desistindo em seguida. Retomou o supletivo apenas porque quis entrar na faculdade. Tentou estudar Letras e Jornalismo na PUC-RS, mas não passou de um semestre em ambos os cursos.
Começou sua trajetória literária publicando os seus textos na Internet. Em junho de 1998 escreveu pela primeira vez para a Não-til, a revista digital da Casa de Cinema de Porto Alegre. Um ano depois, se tornou uma das colunistas do CardosOnline, que durou até 2001 e revelou escritores como Daniel Galera e Daniel Pellizzari.
Em julho de 2001 mudou-se para São Paulo, onde começou a escrever sua primeira novela, Máquina de pinball, publicada no ano seguinte. Em setembro de 2001 criou o blog "brazileira!preta", que chegou a ter mais de 1800 acessos diários.
A partir de então, publicou mais dois livros: Das coisas esquecidas atrás da estante, em 2003, e Vida de gato, em 2004.
A obra da escritora pode ser considerada literatura de consumo com influência da subcultura pop, em ícones como John Fante, Charles Bukowski, Paulo Leminski, Pedro Juan Gutiérrez, Hunter S. Thompson, João Antônio, Lucía Etxebarria, H.L. Mencken, Fiona Apple, Nina Simone, Rolling Stones, Tom Waits e Strokes. Faz sentido ter tanta música envolvida; Clarah é filha do músico Hique Gomez da dupla Tangos & Tragédias e também canta. Teve várias bandas, entre elas Jazzie & Os Vendidos, com a qual chegou a fazer turnê por diversos estados do Brasil.
A popularidade de seus escritos chamou a atenção de diretores importantes do teatro e do cinema. Máquina de Pinball ganhou adaptação para o teatro, roteirizado por Antônio Abujamra e Alan Castelo, em 2003. Este e seus outros dois livros também inspiraram o diretor cinematográfico Murilo Salles que, com a ajuda da roteirista Elena Soárez e da própria Clarah Averbuck, produziu o filme Nome Próprio, em 2006, com Leandra Leal no papel principal.
Atualmente tem quatro livros em andamento: Toureando o Diabo (romance), Eu Quero Ser Eu (novela infanto-juvenil), Cidade Grande no Escuro (crônicas) e "Nossa Senhora da Pequena Morte" (que antes se chamava "Delírio de Ruína", e era parceria com a estilista Rita Wainer) em parceria com Eva Uviedo. Em maio de 2006, voltou a manter um blog, desta vez chamado Adiós Lounge.
Obras
• Vida de Gato, Editora Planeta, 2004;
• Das Coisas Esquecidas Atrás da Estante, editora 7Letras, 2003;
• Máquina de Pinball, Editora Conrad, 2002.

terça-feira, 15 de julho de 2008

Anne Rice fala Sobre Shakespeare.


Treço do Livro Pandora onde Anne Rice através de sua personagem Pandora, comenta sobre Shakespeare.

"- Lembro-me uma vez a muito tempo, Armand me contou que perguntou a Lestat: " como algum dia entenderei a raça humana?" Lestat disse: " Leia ou veja todas apeças de Shakespeare e você ficará sabendo de tudo o que precisa saber sobre a raça humana." Armand fez isso. Devorava os poemas, assistia a todas as peças, aos novos filmes fantasticos com Laurence Fishburne e Kenneth Branagh e Lonardo DiCaprio. E da ultima vez que eu e Armand conversamos, eis o que ele disse sobre educação: " Lestat tinha razão.Ele não me deu livros, mas um passaporte para o entendimento. Esse Shakespeare diz - e estou citando Armand e Shakespeare conforme Armand recitou, como recitarei para você-, como se as palavras viessem do meu coração:

Trás amanhã e trás amanhã de novo. Vai, a pequenos passos, dia a dia. Até a ultima silaba do tempo. Inscrito. E todos esses nossos ontens. Têm alumiado aos tontos que nos somos. Nosso caminho para o pó da morte Breve candeia, apaga-te! Que a vida, É uma sombra ambulante: um pobre ator Que gesticula em cena uma hora ou duas, Depois não se ouve mais: um conto cheio De bulha e fúria, dito por um louco Significando nada *

*Shakespeare, William. Macbeth, ato V, cena V. traduçaõ de Manuel Bandeir, RJ, Ed. Livraria josé olimpio, 1986.

Filmes vistos

O Pestinha
Shrek 1 e 2.
Rainhas.
Orgulho e preconceito.
A panhador de sonhos.
Jogo de risco.
Eating out 2.
Boy coulture.
Alpha dog
Hannibal
Sangue e chocolate.
Um beijo Roubado
The L world
Sex in the city.
A Feiticeira.
Homem de Ferro.
Estamira.
O Foco.
Piaf
Medo da verdade.
Terror em amityville.
Ghost
A lagoa Azul 1 e 2
Renaissance
Memorias da Carne.
O jardineiro Fiel.
O guia do mochileiro das galaxias.
Soceidade dos poetas mortos.
Mar adentro.
O pagador de promessas.
JFK.

Sexualidade e eugenia



Psicanalista desacredita recente pesquisa que aponta a homossexualidade como determinação genética

Por Paulo Roberto Ceccarelli ( www.mixbrasil.com.br)


Eles se beijam porque os genes pediram ou porque curtem um ao outro e pronto?!

A matéria publicada recentemente na Folha, inspirada na revista SLATE, traz um estudo científico sobre a bases neurobiológicas da "preferência sexual". Trata-se da descoberta do gene responsável pela homossexualidade masculina. Na verdade, o que teria sido descoberto é o gene da androfilia (atração por homens), uma astúcia da evolução indispensável para a preservação da espécie: graças a ele a mulher se sente atraída pelo homem, o que aumentaria a reprodução.

Importante ressaltar que a existência do gene da androfilia foi inferida a partir de complexos cálculos de estatística e de probabilidade. Ele não foi localizado em alguma parte do genoma humano: a melhor análise dos dado só foi alcançada considerando-se a probabilidade de sua presença.


Apoiados na seleção antagônica que preconiza que um gene pode ser reprodutivamente prejudicial para um sexo, mas benéfico para o outro, o estudo conclui que nas mulheres o gene estimularia a reprodução, e nos homens ele seria prejudicial, pois a comprometeria. O estudo não é válido para mulheres homossexuais. No caso delas, não haveria fatores genéticos, nem questões ambientais. Nada a dizer sobre elas. A conclusão é uma pérola de misoginia: "O gene da homossexualidade masculina é transmitido por promover altos índices de procriação nas mães, irmãs e tias de homens gays". Parece que a situação só se torna problemática quando o gene se manifesta lá onde não deveria: nos homens. A inexistência do gene da ginofilia (atração por mulheres) sugere que a atração do homem pela mulher é natural e dispensa explicações. Já em relação à homossexualidade masculina, o estudo acirra o preconceito. Se o gene é uma estratégia para tornarem as mulheres mais reprodutoras, os gays masculinos passam a ser um "efeito colateral" da evolução. O passo seguinte será medicar a homossexualidade como se medicam algumas doenças genéticas. Grandes perspectivas para a indústria farmacológica!

Dizer que o gene da androfilia aumenta a fertilidade feminina conduzem a conclusões implícitas preocupantes: se o gene só atua na mulher como uma estratégia da evolução, o objetivo primeiro da sexualidade, sobretudo a feminina, é a reprodução. Inquietante constatar a utilização do discurso científico para sustentar posições discriminativas seculares a respeito da mulher e de sua sexualidade. Há muito a psicanálise nos mostrou que no ser humano a sexualidade não está primeiramente destinada à reprodução. Nenhuma outra espécie criou tantos expedientes destinados a evitar a procriação e circunscrever a sexualidade a seu aspecto prazeroso. Se fôssemos geneticamente determinados deveríamos nos sentir atraídos pelo sexo oposto apenas no período de fertilidade da mulher, independentemente de seu sex-appel. Ora, por que nos sentimos atraídos por algumas pessoas e não por outras? Por que uma intensa atração sexual termina tão misteriosamente como começou? O que, no outro, nos atrai ou nos repulsa?

Segundo o biólogo François Jacob, nos organismos complexos o programa genético não traz instruções detalhadas para que eles possam responder às contingências. Somos programados para não sermos geneticamente determinados. Existem genes cuja função é desconectar uma determinação genética. A plasticidade neuronal sugere que o cérebro humano modifica-se constantemente ao receber as incidências da linguagem e das contingências que o afetam: o modo que fomos educados, a maneira como fomos vistos e falados, o lugar que ocupamos no desejo de quem nos deu vida psíquica, os valores sociais do masculino e do feminino... Ainda que os genes participem na constituição neurobiológica do indivíduo, não há como saber em que medida eles podem ser influenciados, ou silenciados, por fatores ambientais.


O curioso com este tipo de estudo é a obstinação em provar a existência de um gene responsável pela homossexualidade, como se a heterossexualidade não exigisse explicação. Por que, na sociedade ocidental, a sexualidade é objeto de tanta inquietude? Por que, em outras sociedades, esta questão nem chega a ser formulada?

Só nos cabe reagir com humor, e aguardar pesquisas mais proveitosas para o tecido social. Por exemplo, sobre as bases neurobiológicas da corrupção, da mentira socialmente instituída, das relações de poder, das diferentes formas de segregação e preconceito para, uma vez detectado os genes responsáveis por tais desvios, tratá-los. Tais pesquisas nos conduziriam a conhecer mais sobre nós mesmo do que estamos preparados.

quarta-feira, 18 de junho de 2008

Valentine's Day

Nos países do hemisfério norte, principalmente, o Dia dos Namorados é no dia de São Valentim (daí Valentine’s Day).

São Valentim
No Império Romano, o imperador Caldeus II proibiu os casamentos para formar um exército. Mas o bispo Valentim continuou com as celebrações de matrimônios em segredo. O império acabou descobrindo a contravenção bispal e prendeu Valentim, condenando-o à morte. A filha do carcereiro se chamava Assíria e, acreditando piamente no amor, pediu ao pai para visitá-lo. Os dois se apaixonaram e diz-se que Assíria, até então cega, recuperou a visão. Pelo milagre, Valentim foi canonizado, mas, como todo bom mártir, foi decapitado em um 14 de fevereiro, transformado em seu dia. Nessa data, pela história de Valentim e Assíria, é comemorado o Dia dos Namorados.
No Brasil, o dia é 12 de junho, hoje, por causa da véspera do Dia de Santo Antônio, o santo casamenteiro. Mas não há história nenhuma de martírio, morte, amor e redenção. Não. Para reproduzir o efeito do dia de São Valentim em outros países, a data aqui foi idealizada pelo comércio. E só. Uma pena que a associação do dia com a história seja essa. Comércio.
Para mim, que não tenho religião, mas amo as coisas mais poéticas da vida, o melhor dia seria o 4 de outubro ou o 11 de agosto. Por um simples motivo: a primeira data é o dia de São Francisco de Assis e a segunda é o de Santa Clara. A poesia da história de Francisco e Clara é muito mais válida do que qualquer data comercial. Pela proximidade do 4 de outubro com o 12 de outubro, eu instituiria o 11 de agosto.

Francisco de Assis abrigou Clara de Assis em seu mosteiro. Ela foi seguidora de São Francisco e fundou a ordem das Clarissas. Mas o mais curioso é que ela devotou sua vida a São Francisco, grande amigo e mentor da santa e, diz-se, que os dois foram amantes. Mas não amantes no sentido físico, carnal. Amantes espirituais. Eram seus espíritos que comungavam, se entendiam numa esfera muito maior do que podemos supor em nossa vã existência.

Prefiro essa história à de um evento comercial. Mas como nada é perfeito: comemoremos, sempre, junto de quem amamos, seja seu pai, sua mãe, sua família, sua namorada, seu namorado, seu amigo, seu companheiro. Não importa o dia.

terça-feira, 10 de junho de 2008

Receita de juventude de Madonna


A rainha do pop Madonna é a capa da edição brasileira da revista Elle de junho. Em entrevista para a publicação, a cantora diz estar se sentindo melhor do que nunca e fala ainda sobre sexo, casamento e o enxuto corpitcho às vésperas de completar 50 anos. A receita para o shape sempre em cima? "O ideal, para mim, seria fazer três horas de exercícios todos os dias. Não viveria sem a ginástica. Confio nas máscaras de oxigenação, sou obcecada por ficar longe do sol, bebo pouco e drogas, estou fora", revela.

sábado, 7 de junho de 2008


Quanto + Quente Melhor
Sexta-feira, 13 de junho de 2008, às 22h30min
Bandas Matiz e Irmão Carlos e o Catado
Dj Surabhi (Samba rock)
Dj Espiga (Eletro Rock)
Dj Albarn(Indie, Mashups)
Local: Boomerangue - Rua da paciência,307 Rio Vermelho
Ingresso: R$ 12,00
Contato: 3334-6640
http://www.boomerangueeventos.com.br/


terça-feira, 13 de maio de 2008

Eterno

" Eterno é tudo aquilo que dura uma fração de segundo mais com tamanha intensidade que se petrifica e nenhuma força jamais o resgata"

Carlos Drumond de Andrade

Vander Lee

Quem faz nossos caminhos somos nós, então vamos projetar sempre bons caminhos, com bons sentimentos para que quem passe por eles, leve consigo sempre boas lembranças...seja bom para você e pro próximo..."Que sejam de flores os nossos tapetes!!!"

Olhe
Não venha me mostrar o que você não vê
Não venha me provar o que você não crê
Não tente se enganar
Pense
Ninguém pode se dar o que só você tem
Ninguém vai te dizer pra onde vai ou de onde vem
A estrada é pra caminhar
Não perca o resto do tempo que ainda te resta
Não perca tempo pensando que a vida não presta
Certas canções duram pouco, outras são eternas
Por que carros e aviões, se tens sonhos e pernas
Lembre
Que sua consciência é o seu grande farol
Há meses que fazem chuva, semanas que fazem sol
E dias em que tanto faz
Faça
Você faz seu enredo, você é seu Jesus
Feche os olhos do medo e abra o templo da luz
E tente um minuto de paz

Vander Lee

José de Aruanda

"Ora, meu filho, o desespero é o resultado de uma visão errada da vida.
Pare e pense. Erga a cabeça, que ela não foi feita apenas para ficar cheia de miolos, não.
Pense, organize os seus pensamentos. Reorganize a sua vida e continue andando. Mesmo devagarzinho, ande. Não se permita ficar parado. Deus abençoa, mas é preciso ter coragem para a maior experiência do mundo - que é viver. Sempre há uma solução.
Não existe dor, sofrimento ou mal que não tragam o seu ensinamento; não há problema que não tenha a resposta certa da vida."

João de Aruanda

segunda-feira, 12 de maio de 2008

AMAR é ...

...não é só dizer dezenas de vezes por dia 'eu te amo' e esperar resposta em seguida, mas é ganhar uma flor roubada de um jardim e ouvir:'Não tinha dinheiro pra comprar um buquê, mas trouxe essas aqui,pensando em vc'.
...é legal, faz bem pra pele, mas causa rugas por causa dos sorrisos e das caras emburradas e enfurecidas q fazemos freqüentemente.
...é algo tão simples q a gente faz questão de complicar...
...uma pessoa não significa apenas gostar, mas admirar, respeitar entender e tentar aceitar seus defeitos.
...não é apenas estar perfumado e belo para o outro, é acordar e se deparar com um ser descabelado, com mau hálito e a cara amassada. Isso quando não passa a noite inteira roncando em seu ouvido.
...é cumplicidade e união, mesmo quando os pensamentos são diferentes, mas o outro está sempre disposto a ouvi-los e vice-versa.
É se entregar a um nobre sentimento,independente da pessoa ou causa e receber a devida recíproca pela sua entrega.

segunda-feira, 28 de abril de 2008

Filmes visto de 15/04/2008 a 28/04/2008.

  • Ladrão de Diamantes
  • Em boa companhia
  • O tempero da vida
  • Diario da princesa 2
  • Sin city
  • A noiva cadaver
  • Star wars 2
  • A casa de cera
  • Tarzan _ desenho da disney
  • A familia da noiva
  • 1969 - O ano que mudou nossas vidas
  • Festim Diabolico
  • O grande Truque
  • Um amor para recordar
  • Taxi - com Gisele burdchen
  • A fantastica fabrica de chocolate - versão de Tim Burton.
  • Os produtores
  • Pequena Miss Sunshine
  • Apocalyptico
  • O Libertino
  • A soma de Todos os medos - com Ben Afleck

Liberdade para os livros


De John Milton, em Areopagitica, um discurso pela liberdade de imprensa:

Não nego que seja do maior interesse, tanto para a igreja como para a república, vigiar com muita atenção a conduta dos livros tal como a dos homens; e em seguida, retê-los, aprisioná-los e puni-los com o maior rigor, como a malfeitores. Porque os livros não são coisas absolutamente mortas; têm em si um princípio de vida tão ativo quanto a alma de que são provenientes; e até mesmo conservam, como em um frasco, a força e a essência mais puras da mente viva donde saíram. Sei que são tão cheios de vida e tão vigorosamente fecundos quanto os dentes do dragão da fábula: se forem semeados aqui e acolá, talvez saiam deles homens armados. Por outro lado, entretanto, a menos que isso seja feito com prudência, destruir um bom livro é quase matar um homem; e quem quer que mate um homem, mata uma criatura dotada de razão, ou seja, a imagem de Deus; mas quem querque destrua um bom livro, mata a própria razão, mata a imagem de Deus, como quem dá um golpe num olho. A vida de muitos homens é uma carga para a terra; mas um bom livro é o sangue precioso do espírito superior, embalsamado e cuidadosamente conservado para uma vida além da vida. Para dizer a verdade, não há século capaz de restaurar uma vida cujo desaparecimento não constitui, talvez, grande perda; e, na sucessão das idades, é raro ter sido reparada a perda duma verdade rejeitada, cuja ausência é prejudicial a nações inteiras. Deveríamos, pois, mostrar maior prudência em nossas críticas em relação aos trabalhos vivos dos homens públicos; em nossa maneira de dissipar esse suco vital da experiência humana, que é conservado e armazenado nos livros, porque vemos que se pode cometer assim uma espécie de homicídio, expor ao martírio e, em se tratando da totalidade de exemplares impressos, chegar a uma espécie de massacre, cujo efeito não é destruir uma vida elementar, mas que fere essa quintessência etérea, o sopro da própria razão, e que aniquila, mais do que uma existência, uma imortalidade.

Esse trecho foi retirado de um discurso feito em 1644 por John Milton, autor de Paraíso Perdido, para a Suprema Corte Inglesa. O texto é considerado um dos fundamentos da liberdade de expressão no ocidente.

*http://www.alessandromartins.com/

Amor

O amor é paciente e benigno, não arde em ciúmes.
O amor não se ufana, não se ensorberbece
O amor não é rude, nem egoista, não se exaspera e não se ressente do mal.
O amor não se alegra com a injustiça, mas regozija-se com a verdade.
Está sempre pronto para perdoar, suporta o que vier.


*trecho de uma fala do filme A Walk to Remember.

Dolly Parton

"Descubra quem você é e faça disto um proposito"

Amizade

"O que é um amigo?
- É uma só alma vivendo em 2 corpos."

Aristóteles

quinta-feira, 24 de abril de 2008

Amores necessários

Digamos, permanecendo, neste terreno hipotetico, que eu haja mantido uma relação, um casamento, particularmente conflitivo, infeliz. Depois de certo tempo, a relação acabou.
Perdi tempo?
Se eu pudesse voltar atrás, fugiria daquela pessoa?
NÃO!!!!
Primeiro, porque, não pode voltar atrás. Segundo, porque não podem fuigr daquela pessoa, se ela terá sido necessária, melhor dizendo, terá sido absolutamente fundamental para constitir-me a pessoa que sou agora.
Não, eu não perdi tempo.
Ganhei o tempo que eu tenho hoje.



*BERNARDO, Gustavo; O poder do conceito: do Übermensh nietzchiano ao superman americano; cadernos de letras; UFF; 1997

" Foi assim; Assim eu o quis; Era isso a vida?; Pois muito bem, outra vez!"

*Zaratustra, profeta iraniano do sec. VII a.c.

Minha observação:

Antes de se lamentar pelas burrices e desamores, perceberá que tudo faz parte de um processo de evolução individual e se encararmos assim a dor de aprender e viver se simplificará.

Zaratustra, profeta iraniano

"O homem mesmo, nada mais seria do que uma corda, estendida entre o animal e o super-homem
- uma corda sobre o abismo."

Sec. VII a.c.

terça-feira, 22 de abril de 2008

O amanhã em 10 frases

O futuro é agora .
Maurizio Cattelan

O futuro será um tapa na cara.
Cao Fei

O Futuro será sem você.
Damien Hirst

Não há futuro - o punk não morreu
Thomas Hirschhorn

O futuro será obsoleto
Tacita Dean

O futuro será uma repetição
Marlene dumas

O futuro era.
Julieta Aranda

O futuro será Tropical.
Dominique Gonzalez-foerster

O futuro não vai a lugar nenhum sem a gente.
Paul Chan

O futuro é privado
Anton Vidokle


*Bravo - abril 2008

Bravo - abril 2008

"Um dia alguém proclamará que o videogame
é o mantra dos sem religião."

pagina 24

Amor América

O olhar do coração nos revela um mundo
que não obedece as leis dos homens,
mas à lei da vida.
O olhar do coração nos mostra que a terra
e suas florestas não têm bandeira, que os rios
atravessam os paises sem perceber fronteiras
e que o ar é livre porque é de todos.

De repente, um novo mundo surge diante
de nossos olhos. não vemos mais paises
mas regiões, não vemos mais territorios, mas
culturas, não vemos mais conflitos de
fronteiras, mas gente diferente com as mesmas
necessidades e sonhos, com as mesmas buscas
de harmonia e felicidade.

Com esse novo olhar, começamos a ver
o mundo ao nosso redor e a explorar tudo
o que nos une: a terra, as florestas, os rios,
as montanhas, o sol e o ar.
Esse novo olhar nos revelou a américa latina
terra que nos abriga, foi viajando por
ela que experimentamos a beleza, o prazer
e a riqueza de se colocar o caminho
levados pelo olhar do coração

Encontramos na riqueza de sua diversidade
um conviteà troca e ao enriquecimento mútuo.

Sinta Amor América.

* propagando da nova linha da Natura, no qual achei muito inspiradora para pensarmos no meio ambiente.

quinta-feira, 17 de abril de 2008

Luis Vaz de Camões

Biografia


Luís Vaz de Camões

Não é mais um texto ou dois que fará do grande poeta, Luís Vaz de Camões, melhor ou pior, maior ou menor, mas, como há tempos não se lê nada em jornais do fabuloso português, arrisco-me em passar para algumas linhas algo sobre dele. Quem nunca, na escola, ou por influência de um ou outro, leu ou simplesmente passou os olhos por cima de uma poesia de Camões? É referência em literatura e obrigação de todos estudantes conhecerem a obra deste gênio.

O poeta nasceu por 1524 ou 25, supostamente em Lisboa. Seus pais eram Simão Vaz de Camões e Ana de Sá.
Tudo parece indicar, embora a questão se mantenha controversa, que Camões pertencia à pequena nobreza. Um dos documentos oficiais, a carta de perdão datada de 1553, dá-o como ‘cavaleiro fidalgo’ da Casa Real. A situação de nobre não constituía qualquer garantia econômica. O fidalgo pobre é, aliás, bem comum na literatura da época. São especialmente baseadas num estudo bem fundamentado, as palavras de Jorge de Sena, segundo as quais Camões seria e se sentia ‘nobre’ ‘mas perdido numa massa enorme de aristocratas socialmente sem estado, e para sustentar os quais não havia Índias que chegassem, nem comendas, tenças, capitanias...’.

É difícil explicar a vastíssima e profunda cultura do poeta sem partir do princípio de que freqüentou estudos de nível superior. O fato de se referir, na lírica, a ‘longo tempo’ passado nas margens do Mondego, ligado à circunstância de , pela época que seria a dos estudos, um parente de Camões, D. Bento, ter ocupado os cargos de prior do mosteiro de Santa Cruz de Coimbra, levou à construção da hipótese de ter Camões estudado em Coimbra, freqüentando o mosteiro de Santa Cruz.
Mas nenhum documento atesta a veracidade desta hipótese; e é fora de dúvida que não passou pela Universidade.

Antes de 1550 estava vivendo em Lisboa, onde permaneceu até 1553. Essa estadia foi interrompida por uma expedição a Ceuta onde foi ferido e perdeu um dos olhos.

Em Lisboa, participou com diversas poesias nos divertimentos poéticos a que se entregavam os cortesãos; relacionou-se através desta atividade literária com damas de elevada situação social, entre as quais D. Francisca de Aragão (a quem dedica um poema antecedido de uma carta requintada e subtil galanteria); e com fidalgos de alta nobreza, com alguns dos quais manteve relações de amizade.

Através do calão conceituoso, retorcido e sarcástico, descobre-se um homem que escreve ao sabor de uma irônica despreocupação, vivendo ao deus-dará, boêmio e desregrado.

Na seqüência de uma desordem ocorrida no Rossio, em dia do Corpo de Deus, na qual feriu um tal Gonçalvo Borges, foi preso por largos meses na cadeia do Tronco e só saiu - apesar de perdoado pelo ofendido - com a promessa de embarcar para a Índia. Além de provável condição de libertação, é bem possível que Camões tenha visto nesta aventura - a mais comum entre os portugueses de então - uma forma de ganhar a vida ou mesmo de enriquecer.

Camões também foi soldado durante três anos e participou em expedições militares que ficaram recordadas na elegia O poeta Simónides, falando (expedição ao Malabar, em Novembro de 1553, para auxiliar os reis de Porcá) e na canção Junto de um seco, fero, estéril monte (expedição ao estreito de Meca, em 1555).

Esteve também em Macau, ou noutros pontos dos confins do Império. Sabe-se que a embarcação em que regressava naufragou e o poeta perdeu o que tinha amealhado, salvando a nado Os Lusíadas na foz do rio Mecon, episódio a que alude na estância 128 do Canto X.
Para cúmulo da desgraça foi preso à chegada a Goa pelo governador Francisco Barreto.

Vem até Moçambique a expensas do capitão Pero Barreto Rolim, mas em breve entra em conflito com ele e fica preso por dívidas. Diogo do Couto relata mais este lamentável episódio, contando que foram ainda os amigos que vinham da Índia que - ao encontrá-lo na miséria - se cotizaram para o desempenharem e lhe pagarem o regresso a Lisboa. Diz-nos ainda que, nessa altura, além dos últimos retoques n’Os Lusíadas, trabalhava numa obra lírica, o Parnaso, que lhe roubaram - o que, em parte, explica que não tenha publicado a lírica em vida.

Chega a Lisboa em 1569 e publica Os Lusíadas em 1572, conseguindo uma censura excepcionalmente benévola.
Apesar do enorme êxito do poema e de lhe ter sido atribuída uma fatia anual de 15000 réis, parece ter continuado a viver pobre, talvez pela razão apontada por Pedro Mariz: ‘como era grande gastador, muito liberal e magnífico, não lhe duravam os bens temporais mais que enquanto ele não via ocasião de os despender a seu bel-prazer.’ Verídica ou legendária, esta é a nota marcante dos últimos anos (e aliás o signo sob o qual Mariz escreve toda a biografia).

Morreu em 10 de Junho de 1580. Algum tempo mais tarde, D. Gonçalo Coutinho mandou gravar uma lápide para a sua campa com os dizeres: ‘Aqui jaz Luís de Camões, Príncipe dos Poetas de seu tempo. Viveu pobre e miseravelmente, e assim morreu.’

As incertezas e lacunas desta biografia, ligadas ao caráter dramático de alguns episódios famosos (reais ou fictícios): amores impossíveis, amadas ilustres, desterros, a miséria; e a outros acontecimentos cheios de valor simbólico: Os Lusíadas salvos a nado, no naufrágio; a morte em 1580 - tudo isto proporcionou a criação de um ambiente lendário à roda de Camões que se torna bandeira de um país humilhado.

Mais tarde, o Romantismo divulgou uma imagem que salienta em Camões o poeta-maldito, perseguido pelo infortúnio e incompreendido pelos contemporâneos, desterrado e errante por ditame de um fado inexorável, chorando os desgostos amorosos e morrendo na pátria abandonado e reduzido à miséria.

A imagem final que nos fica de Camões é feita de fragmentos paradoxais: o cortesão galante; o boêmio arruaceiro; o ressentido; o homem que se entrega a um erotismo pagão; o cristão da mais ascética severidade. Fragmentos que se refletem e refratam na obra, que por sua vez revela e oculta um conteúdo autobiográfico ambíguo, deliberadamente enigmático.
Camões publicou em vida apenas uma parte dos seus poemas, o que deu origem a grandes problemas sobre a fixação do conjunto da obra.


*extraido do site http://www.socultura.com/socultura-poesia3.htm

Amor é fogo que arde sem se ver

Amor é fogo que arde sem se ver;
É ferida que dói e não se sente;
É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer;

É um não querer mais que bem querer;
É solitário andar por entre a gente;
É nunca contentar-se de contente;
É cuidar que se ganha em se perder;

É querer estar preso por vontade;
É servir a quem vence, o vencedor;
É ter com quem nos mata lealdade.

Mas como causar pode seu favor
Nos corações humanos amizade,
Se tão contrário a si é o mesmo Amor?

Eu cantarei de amor tão docemente,
por uns termos em si tão concertados,
Que dois mil acidentes namorados
Faça sentir ao peito que na sente.

Farei que amor a todos avivente,
Pintando mil segredos delicados,
Brandas iras, suspiros magoados,
temerosa ousadia e pena ausente.

Também, senhora, do despejo honesto
De vossa vista Branda e rigorosa,
Contentar-me-eidizendo a menor parte.

Porém, para cantar de vosso gesto
A composição alta e milagrosa,
Aqui falta saber, engenho e arte.

Luis Vaz de Camões.




Che Guevara

"Vale milhões de vezes mais a vida de um unico ser humano do que todas
as propriedades do homem mais rico da terra."

Bob Marley

"Você não vai ajudar a cantar estas canções de liberdade? (...)
Ninguém, além de nós mesmo, poemos libertar nossas mentes."

Mestiço por história.

"O problema de muitos paises da América Latina é não aceitar cultural e geneticamente que são uma mistura de Europa, África e Ásia.
Assumamos nossa consciência mestiça.
Expressemos isso na educação, nos nossos livros, na decoração de nossas escolas.
Só aceitamos nossa mestiçagem da música, na dança e no futebol.
E somos excelente!
É necessário fazer uma educação que expresse o que somos esteticamente."

Bernardo Toro

Fazer Arte - Enest Wildmer

Fazer arte não é informar sobre arte.
É participar ativamente do processo criativo...
Ora, arte não é aréa exclusiva de gênios,
e criar não é esperar passivamente a inspiração.
A arte não cai do céu.

Ernest Wildmer

terça-feira, 15 de abril de 2008

Paul Verlaine

DÉCIMA INGÉNUA

Oh lembrança de infância, e leite alimentício,
E oh adolescência e o seu esplendor de início!
Nos tempos de garoto era já meu labor
- Pra evocar a Fêmea e embalar a dor
De ter um pirilau, imperceptível ponta
Irrisória, prepúcio imenso aonde aponta
O esperma que há-de vir, ó sebácea miragem,
Bater punheta com essa bonita imagem
De uma suave pele de ama de menino.

Pois inda hoje bato a punheta sozinho!

1890

Confissão

Sou responsável pela fome quando não divido o meu pão com os que não têm.
Sou responsável pela injustiça, quando não reconheço o direito dos outros.
Sou esponsavél pela tirania, quando exijo dos meus subalternos reconhecimento do que eu nada fiz por merecer.
Sou responsável pelo preconceito, quando chamo de irmão somente os que comungam na mesma fé.
Sou responsável pelo egoísmo, quando admito que somente a minha religião exalta o Deus verdadeiro.
Sou responsável pela hipocrisia, quando acendo a luz no templo e apago a tocha da minha casa.
Sou responsável pela ignorância, quando não ensino o pouco que sei aos que sabem menos do que eu.
Sou responsável pelas trevas, quando não acendo o meu cadeeiro.
Sou responsável pelo abandono, quando não ensino aos que vivem sob os meus cuidados a serem solidarios.
Sou responsável pela desordem, quando não imponho regras à minha propria vida.
Sou responsável pela violência, quando nao transmito brandura aos revoltosos.
Sou reponsável pelo ódio, quando não dôo amor aos que estão ao meu redor.
Sou responsável pelo crime, quando não compreendo a fraqueza de seu autor.
Sou responsável pela guerra, quando penso somente na paz da minha casa e dos que nela habitam.
Sou responsável pelos erros, se me excluo da humanidade, como um ser á parte, quando sou parte dela.
Sou responsável pelo mal, quando nada faço para combatê-lo, e sou o proprio mal, quando me comprazo nele.

* extraido do livro : Mensagens de um Viandante.

Filmes que assisti do periodo de 06/04/08 a 15/04/08

  1. Dracula - com Bela Lugosi
  2. Premonições - com Sandra Bulock
  3. A lenda de Grendel
  4. 1408
  5. Apocaliptico - de Mel Gibson
  6. Entrando numa fria maior ainda
  7. Detroid Rock City
  8. Diario de uma princesa - 1
  9. Blade Trinity
  10. Los placeres ocultos - Espanhol
  11. Menina dos olhos - com Ben Afleck
  12. Ocanã, restrat intermitent - Espanhol
  13. Troia
  14. Requiem para um Sonho
  15. Volver
  16. O pai da noiva
  17. Meu Marciano Favorito
  18. Filadelfia
  19. O Amor não tira ferias

quinta-feira, 10 de abril de 2008

Algumas leis que regem o mundo!

" Controlar as emoções em função da razão."

"Pensar no Futuro!"

"Olhar o passado como experiência pessoal para fazer sem faltas o futuro."

"A paciência é o escudo do poder,
ela impedirá de fazer burrices.
A impaciência, por outro lado,
só faz você parecer fraco"

"O poder nada é mais que um jogo"

"A vida é curta,
as oportunidades são poucas
e a sua energia têm limite."

"Não ofusque a vaidade de ninguén,
e não deixe ninguém inseguro."

Ao Carnaval da Bahia

"Do que adianta malhar,
Vestir abadá,
e ter cerebro de vatapá!"

Autor anônimo

terça-feira, 25 de março de 2008

Cosmopolitismo


" Onde me sinto bem, lá é minha pátria"



Cícero - Discurssões Tusculanas.

Como se fazia politica na metade do sec. XIX

"... Se é filho, sobrinho ou parente chegado de algum senhor velho, de algum membro daquela classe de privilegiados ..., se é nhonhô, encarta-se logo na presidencia de alguma provincia; da presidencia da provincia salta para a câmara temporária; da câmara temporaria pula para o ministerio; uma questão de três pulos dados em alguns meses, e em duas palhetadas e meia, o nhonhô, que não foi ouvir as lições de nenhum mestre, que não teve noviciado, nem tempo para ler mais do que os prologos de alguns livros, é declarado estadista de fama e salvador da pátria".


Joaquim Manuel de Macedo.

Joaquim Nabuco - 2ª parte



"Como há uma distancia entre escrever e o representar uma peça de teatro."